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Arquivo NippoBrasil - Edição 101 - 26 de abril a 2 de maio de 2001
 
Moti - Parte 1

(Fotos: Reprodução / Divulgação)

Janeiro: dia 1º ao dia 3- chamado “San-ga-nichi” ou três dias do Ano Novo, quando as pessoas comem uma espécie de sopa chamada ozoni. Em Tóquio o ozoni é feito com bolinhos de arroz e legumes cozidos em água “temperada” com peixinhos secos, que são chamados de dashi. O Ano Novo é uma data muito mais comemorada na China e no Japão do que no resto dos países ocidentais.

No Japão todas as famílias festejam o Ano Novo vestindo a melhor roupa e comemorando a data comendo o tradicional cozido ozoni, enquanto fazem os mais calorosos votos de um bom Ano Novo. O principal ingrediente do ozoni é o moti, uma massa de bolinho de arroz que faz parte dessa comemoração. Num passado não muito distante, o familiar som “petanko- petanko”, onomatopéia do batimento do arroz na preparação do moti, era ouvido desde o dia 28 de dezembro até a virada do ano por todo o país. Esse entusiasmo parece surpreender os ocidentais que não se apegam tanto a esta data.

Os japoneses têm uma relação estreita com o moti, já que desde os tempos antigos acredita-se que ele possua poderes divinos. O Ano Novo é um dos feriados mais importantes e indispensáveis ao povo japonês.

História e Etimologia

O moti é feito de um arroz diferente que normalmente gruda quando cozido, o motigome. Depois ele é colocado em um grande recipiente de madeira ou pedra, chamado usu e o arroz é batido com um objeto conhecido como kine até que aquele se transforme em uma massa uniforme e viscosa. Essa massa é dividida em pequenos bolinhos, ou moti.

Um escritor aponta o aspecto ritualístico da preparação do moti. Segundo ele, os japoneses da antigüidade faziam o moti em ocasiões como o nascimento de uma criança, casamentos e no Ano Novo. Seria mais fácil admitir que eles preparavam esse bolinho como uma prece à fertilidade.

Fazer o moti com o usu e o kine era um pedido para uma boa colheita, boa fertilidade e longevidade. Além disso, na antigüidade, os japoneses pareciam preferir o arroz fácil de ser deglutido do que ficar mastigando, e, dessa forma, encontraram o delicioso sabor do moti, reconhecendo o trabalho que dava para ficar pronto.

Ele era considerado valioso e por isso, era servido também às divindades. Acreditava-se também que, por ser sagrado, o espírito de um deus fazia do moti a sua morada. Se considerarmos sua cor pura , assim como a sua maleabilidade enquanto fresco, fica claro porque o moti tornou-se parte importante de ocasiões festivas e de cerimoniais.

Até o Período Muromachi (1338-1573), o moti era conhecido como moti-i, uma forma menor da palavra moti-ii. Há três possíveis etimologias do nome- um deles interpreta o significado do moti como “arroz cheio”, o outro, significando “arroz portátil”, e o último, como “arroz com forma de uma lua cheia”. Algumas mulheres chamavam o moti kachin, uma contração do kachi-ii, significando “arroz batido”.

Os japoneses provavelmente começaram a fazer e comer o moti há 250 anos, quando uma variedade do arroz foi introduzida ao arquipélago. Presume-se que os bolinhos desses grãos tenham chegado ao País já com o valor religioso.

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