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Sexta-feira, 10 de julho de 2020 - 4h25
Arquivo Edição 229 - 22 a 28 de outubro de 2003 - Especial - Portal NippoBrasil

Relíquias com histórias pra contar

Esta semana o NB faz uma viagem aos mais diversos momentos da história do Japão e visita o passado do povo japonês e dos imigrantes nipônicos que deixaram suas marcas no Brasil. Mas nada de livros, relatos ou filmes. A trajetória é contada através de alguns objetos originários da terra do sol nascente e que hoje se encontram em terras tupiniquins. Tratam-se de peças de um quebra-cabeças que ajuda a construir a identidade dos japoneses. São verdadeiras relíquias dos mais diferentes tipos e épocas.

Embarque nesse túnel do tempo. E boa viagem!

 





Pré-história
Dogú, Bonecos de Barro (“Forma de coração”)* – Eles apareceram na pré-história do Japão, há alguns milhares de anos antes de Cristo. Não se sabe com certeza por que eram feitos bonecos naquela época. Nos mais antigos não se distingüem homem e animal, fazendo crer na forte imaginação primitiva. Os deuses ainda não eram conhecidos pelo homem, mas as figuras fantásticas indicam tal sugestão.







Séculos III e IV
Haniwá, Terracotas (“Homem rindo”)* – São esculturas antigas que surgiram no Japão após os bonecos de barro. Essa manifestação cultural data dos séculos III e IV. No século IV, a agricultura já estava bem adiantada. Por isso existia vida comunitária, e, conseqüentemente, uma classe que a dominava. Aos dominantes desejava-se paz quando morriam, construindo-se, para esse fim, os Grandes Túmulos. As terracotas rodeavam a parte exterior dos túmulos, formando uma área sagrada.






Séculos VII e VIII
Mokutchô, Escultura de Madeira (“Amida-Nyôrai”)* – Buda do Paraíso, o mais elevado. A crença de Amida difundiu-se na Índia, China e Japão. No arquipélago, entre os séculos VII e VIII, desenvolveu-se a escultura, que, até então feita de metal. O período de Assuká (650-750) foi o de maior desenvolvimento da escultura budista. Até essa época, a arte do Japão se restringia aos bonecos de barro e terracota.

 


1338-1568
Máscaras Nô* – São usadas para a representação do teatro clássico Nô, criado no início da era Muromati (1338-1568), e cuja característica é a harmonização de canto, dança, instrumentos e interpretação. Estão dividas em masculinas, femininas, divinas, fantásticas, monstros, entre outras. Numa peça de Nô pode-se encontrar até 300 papéis – e máscaras – diferentes.


1908 - Início da Imigração Japonesa no Brasil

Passaporte para o Brasil (1908)** – Esse passaporte pertenceu a Kinjo Yamato, que no dia 18 de junho de 1908, aos 15 anos, estava a bordo do navio Kasato Maru, dando início à imigração japonesa no Brasil.





1914
Esquentador de saquê (1914)** – Todo de cobre, o resistente utensílio minimizou o frio do rigoroso inverno japonês. Coloca-se o carvão no recipiente do lado esquerdo – que tem parede dupla - e o saquê, no direito. O calor produzido esquenta a bebida, que percorre o vão entre as paredes e sai quentinho direto para a xícara.





1918
Primeiro dicionário português-japonês (1918)** - Wasaburo Otake chegou ao Brasil em 1889, e, durante sua estada, estudou na Escola Naval do Rio de Janeiro. Voltou ao Japão em 1886 e, no ano seguinte, ao se instalar a primeira legação do Japão no Brasil, veio servir como intérprete e tradutor oficial da representação diplomática. Enquanto se dedicava ao ofício, Otake preparou, durante muitos anos de pesquisa e estudo, o Dicionário Português-Japonês (1918) e, a seguir, o Dicionário Japonês-Português (1925).






1920
Avental infantil (1920)*** – Originário de Hokkaido, esse é um pequeno avental típico da década de 20 no Japão. Tais peças eram utilizadas por baixo dos uniformes escolares.







1922
Uniforme Militar (1922)** – Vestimenta utilizada por Denhei Miyawabi em rituais de cavalaria imperial. O militar nasceu no dia 23 de maio de 1900. Veio ao Brasil em março de 1933 a bordo do navio Argentine Maru. Seu destino era a Flórida. Paulista.

1935

Mala (1935)*** - Também chamada de “koori”, é feita de vime e forrada de lona e papel. Pertenceu a Eikichi Wakabara que, em 1935, passou pela Hospedaria dos Imigrantes (atual Memorial do Imigrante), depois de desembarcar no Porto de Santos.








1962
Boneca (1962)*** – Boneca feita de porcelana pela senhora Hideko Makino, de Hiroshima. Chegou ao Brasil em uma das visita dela ao País.

1975

Chaleira com xícaras (1975)*** – Essa cerâmica foi feita por Shigeo Kojima, que, em 1960, chegou ao Brasil com o sonho em ter uma fábrica de cerâmica. Natural de Gifu, construiu seu negócio em Mauá, participou de diversas exposições e ganhou muitos prêmios. Falecido em 1992, Shigeo deixou seu legado ao filho, Yasuichi Kojima, que dá seqüência ao ofício que aprendeu com o pai.

 

*Objeto presente no Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera
** Objeto presente no Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, no Bunkyo
***Objeto presente no Memorial do Imigrante

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