Portal NippoBrasil - OnLine - 17 anos
Sexta-feira, 26 de maio de 2017 - 8h12
  Empregos no Japão

  Busca
 
  Seções NippoBrasil
   Comunidade
   Opinião
   Circuito
   Notícias
   Agenda
   Dekassegui
   Entrevistas
   Especial
-
  Variedades
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Budô
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Haicai
   História do Japão
   Horóscopo
   Lendas do Japão
   Mangá
   Pesca
   Saúde
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   Copa do Mundo 2014
   Copa das
 Confederações 2013
-
  Especiais
   Imigração Japonesa
   120 anos de Amizade  Japão-Brasil
   Bomba de Hiroshima
   Japan House
   Festival do Japão 2016
-
 Colunas
   Conversando de RH
   Mensagens
     Roberto Shinyashiki
-
 Veja mais  Classificados
   Econômico
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Institucional
   Quem somos


Arquivo NippoBrasil - Edição 259 - 26 maio a 1 de junho de 2004
 
Sashimi - Segunda parte

(Foto: Arquivo/NB)

Os atores principais do sashimi: o atum e o pargo

Hoje, quando falamos de sashimi, logo nos lembramos dos filés vermelhos do atum, ou o toro (considerada a parte mais nobre do atum). Entretanto, durante muito tempo, no Japão, esta carne não era tão apreciada assim. Isso porque a carne do atum é extremamente sensível e, ao ser congelada, logo escurece, tornando-se desagradável aos olhos. Somente após o aperfeiçoamento das técnicas de congelamento do peixe é que foi possível congelá-lo sem alterar a cor vermelha original. Mesmo com estes avanços, até o final da Era Edo (1600~1867), a carne de atum não era servida às pessoas mais importantes do Japão, nem em ocasiões festivas. Somente no início da Era Showa (1925~1989), o toro começou a ser apreciado e após a 2ª Guerra Mundial é que ela passou a ser considerada de primeira qualidade, como a conhecemos atualmente.

Ao lado do atum, aparece o pargo (tai, em japonês), que é um peixe de carne branca. Esta carne consegue conciliar o sabor e a beleza de sua cor e, por isso, é apreciada pelos japoneses. É comum servir o pargo em festas. Na língua japonesa, pode-se até fazer trocadilhos com a palavra tai. Diz-se que, em ocasiões medetai (festivas), serve-se o tai (pargo).

 

E o salmão?
O salmão surgiu como substituto do toro (parte nobre do atum), que atualmente é considerado um “artigo de luxo”. Por ser uma carne tão nutritiva quanto a do atum, sua apreciação e aceitação é crescente. No entanto, o salmão pescado no Japão não é ideal para ser consumido cru, devido à presença do parasita anisakiasis, assim, até há pouco tempo, o sashimi de salmão não era servido nos restaurantes.

Atualmente, com a importação do salmão proveniente da Noruega, do Canadá, do Chile e da Austrália, que não contém tal parasita, e também com o avanço dos métodos de congelamento da carne do peixe – que matam o parasita –, os japoneses aprenderam a saboreá-lo como sashimi.

 

Fugu (baiacu)

O baiacu é um peixe que infla quando agredido e era utilizado como alimento apenas no Japão. Até o início da Era Meiji (1868-1912), o consumo do baiacu era proibido - ele tem um veneno chamado tetrodontoxina que, ao ser ingerido, pode levar à morte. No ano 21 da Era Meiji (1889), em uma de suas visitas a Shimonoseki (Yamaguchi), foi oferecido ao então primeiro-ministro, Hirobumi Ito, o baiacu, por falta de um outro peixe que completasse o cardápio.

O primeiro-ministro, impressionado com o sabor do baiacu, decidiu liberar o seu consumo. Entretanto, somente os cozinheiros licenciados podem prepará-lo, pois a toxina está presente no ovário, no fígado, no intestino e na pele do peixe; com a retirada destes, o baiacu é inofensivo. Atualmente, os cozinheiros licenciados têm colocado no mercado o baiacu já limpo em filés, tornando possível prepará-lo como sashimi (denominado fugusashi) ou nabemono (denominado fuguchiri, caldeirada) por qualquer um.

 

Você sabia?



Fuguchouchin
A pele e a cabeça do baiacu são aproveitadas para criar uma lanterna chamada fuguchouchin.

Baiacus criados em cativeiro estão livres da tetrodontoxina.


As facas ou hocho, em japonês

Bastante detalhistas, os japoneses dão grande importância para as facas, que são extremamente afiadas. Elas variam de comprimento e largura, dependendo de sua finalidade. Normalmente, a faca usada para cortar o sashimi é denominada yanagi-ba, cuja lâmina mede de 26 a 28 cm e tem formato pontiagudo, que lembra uma folha de salgueiro (yanagi, em japonês). Existe também a faca chamada de tako-biki, que tem as mesmas medidas, porém tem formato retangular e lâmina mais fina. A primeira foi desenvolvida e predomina na região de Kansai (Osaka, Quioto etc.), enquanto a segunda tem suas raízes em Kanto (região de Tóquio e proximidades). Outros utensílios indispensáveis para se preparar o sashimi são o deba (faca para abrir e destrinchar o peixe), a pinça para retirar as espinhas, o descamador e o moribashi (par de palitos para pegar as fatias de peixe e montar o prato).

História da Culinária
Arquivo Nippo - Edição 289
Moti
Arquivo Nippo - Edição 287
Soba
Arquivo Nippo - Edição 285
Menrui-Udon
Arquivo Nippo - Edição 283
Donburimono
Arquivo Nippo - Edição 281
Sekihan
Arquivo Nippo - Edição 279
Onigiri
Arquivo Nippo - Edição 277
Arroz
Arquivo Nippo - Edição 275
Missô
Arquivo Nippo - Edição 273
Natto
Arquivo Nippo - Edição 271
Tofu – O alimento ideal
Arquivo Nippo - Edição 269
Soja
Arquivo Nippo - Edição 267
Yosenabe
Arquivo Nippo - Edição 265
Shabu shabu
Arquivo Nippo - Edição 263
Sukiyaki
Arquivo Nippo - Edição 261
Nabemono (Caldeirada)
Arquivo Nippo - Edição 259
Sashimi - Segunda parte
Arquivo Nippo - Edição 257
Sashimi - Primeira parte
Arquivo Nippo - Edição 255
A história do inarizushi e chirashi
Arquivo Nippo - Edição 253
A história do makizushi
Arquivo Nippo - Edição 251
A história do nigirizushi
Arquivo Nippo - Edição 109
Ohagi e Monaka
Arquivo Nippo - Edição 107
Sembei
Arquivo Nippo - Edição 106
Anpan
Arquivo Nippo - Edição 105
Nagashi
Arquivo Nippo - Edição 104
Sakuramochi
Arquivo Nippo - Edição 102
Moti - Parte 2
Arquivo Nippo - Edição 101
Moti - Parte 1
Arquivo Nippo - Edição 76
Kinoko (Cogumelo)
Arquivo Nippo - Edição 50
Instant Lámen
Arquivo Nippo - Edição 18
Wagashi: os saborosos biscoitos e doces tradicionais japoneses
Arquivo Nippo - Edição 01
A lenda do linguado

A empresa responsável pela publicação da mídia eletrônica www.nippobrasil.com.br não é detentora de nenhuma agência de turismo e/ou de contratação de decasségui, escolas de línguas/informática, fábricas ou produtos diversos com nomes similares e/ou de outros segmentos.

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante. Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

© Copyright 1992 - 2017 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br

88 usuários online


Redação: editor@nippo.com.br

Diretoria: diretoria@nippo.com.br

Vendas: anuncie@nippo.com.br

Tel: (11) 9 5371 4019 (TIM)

Mais contatos e envio de releases