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Arquivo NippoBrasil - Edição 106 - 24 a 30 de maio de 2001
 
Anpan

(Fotos: Reprodução / Divulgação)

Yasubei Kimura e seu filho interessaram-se pela primeira vez por pães quando foram a Yokohama, época em que a região era habitada mais por estrangeiros. O anpan está no cotidiano dos japoneses há muito tempo e foi feito na Kimuraya, onde está localizada até hoje na 4-chome, Ginza, em Tóquio. No segundo ano do Período Meiji (1869), pai e filho abriram o Buneido (que posteriormente se chamaria Kimuraya), ou então, a primeira padaria japonesa no país do sol nascente, em Hikage-cho, Tóquio (atualmente Shimbashi Ekimae).


Primeiros tipos de anpan, inspirados no
manju: Shirogoma (acima) é salpicado com
gergelim branco; e keshi (abaixo), com
sementes de papoula.

Doce com flores de cerejeira para ocasiões especiais

A primeira tentativa dessa dupla de fazer o pão foi desastrosa. O resultado ficou muito além daquela massa que viram em Yokohama. Para fazer a massa, usaram batatas cozidas, fazendo um purê e misturando com cerveja, farinha de trigo e fermento. Um, digamos, “pão” preto e duro foi o resultado dessa primeira tentativa. Houve muitas dificuldades para que Kimura e seu filho comercializassem o produto. Afinal, o que era aquilo? A partir daí a dupla decidiu tentar fazer um pão “à moda japonesa”. Levando em conta que o manju era um doce que combinava com o paladar japonês e que o mesmo fazia muito sucesso, resolveram usar o sakadane, ingrediente que faz parte do sake manju (manju de sake), como parte dos ingredientes para fazer o anpan.

A primeira experiência não deu certo, já que o pão ficou torradimho, ou melhor, ficou em cinzas devido à exposição à alta temperatura. Muitas pesquisas foram feitas e após um ano de muitas tentativas. Conseguiram descobrir o fungo do fermento de sakadane cultivando koji e arroz, e, então, depois de se inspirar no tradicional bolinho japonês, o manju, nasceu o anpan.

Kimura e seu filho fizeram, nas primeiras vezes, dois tipos de anpan: shirogoma e keshi. No primeiro, salpicou gergelim branco por cima do anpan e, no segundo, sementes de papoula. Os bolinhos (ou pãezinhos doces) foram vendidos por 5 rin cada um; nessa época, isso era o valor de uma tigela grande de soba. Ainda bem que hoje em dia pode-se comprar anpan por um preço bem mais em conta, por volta de 120 ienes (algo em torno de R$ 3,87, isso é um preço estimado no Japão); ou então, um quinto do valor de uma tigela (atual) de soba.

As pesquisas e o aprimoramento do anpan não pararam por aí. Em meados do oitavo ano do Período Meiji, a dupla fez o que hoje é um clássico: o anpan com flores de cerejeira, que foi feito quando requisitado a Kimura um tipo de pão para o Imperador em ocasiões especiais. Yasubei inspirou-se então, nas flores de cerejeira, símbolo nacional do Japão.

 

Anpanman

Atualmente existe até um super-herói chamado anpanman (homem anpan), muito popular no Japão. Seu trabalho é ajudar e salvar os famintos e pessoas em situações de perigo no mundo de Anpan.

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