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Arquivo NippoBrasil - Edição 318 - 20 a 26 de julho de 2005
 
• Era Meiji – parte 2
O despertar da modernidade
Mudanças profundas na sociedade japonesa foram permeadas entre protestos e conflitos, o que não impediu a consolidação de um Japão como sociedade moderna


CONSTITUIÇÃO - Incentivo à produtividade e novos rumos para o sistema político

Arquivo Jornal NippoBrasil

A Era Meiji foi o despertar do Japão para a modernidade. Porém, para que isso ocorresse houve muitos entraves, já que muitos perderam os seus privilégios conquistados ao longo de séculos. A seguir, veremos a trilha para a modernidade japonesa:

Gokajô no goseimon (Juramento de cinco cláusulas)

Logo após a devolução do poder ao imperador Meiji, no dia 14 de março de 1868, são editadas em nome do imperador, as diretrizes básicas do novo governo, denominadas Gokajô no goseimon (Juramento de cinco cláusulas): 1) Promover uma ampla assembléia, respeitando a opinião pública; 2) As medidas governamentais deverão ser tomadas em comum acordo; 3) Todos, desde os burocratas até os civis, devem concretizar suas aspirações, sem sobrecarregar-se física ou espiritualmente; 4) Abandonar os velhos costumes restritivos e agir abertamente, baseando-se nos bons costumes; 5) Procurar pelo mundo afora amplos conhecimentos para o bem da nação.

Sob essas diretrizes o novo governo tenta modernizar o país, introduzindo o sistema ministerial (dajôkan seido), instituindo os três poderes, ou seja, o legislativo, executivo e o judiciário, seguindo o modelo americano.

Promulgação do sistema educacional

A difusão do ensino contribuiu em muito para a modernização do Japão.

No ano de 1872 (ano 5 da era Meiji), o governo promulgou o sistema educacional em que estabelece a obrigatoriedade do ensino primário a todas as crianças a partir de 6 anos. Como a construção da escola e a mensalidade ficaram sob a responsabilidade da região, no início o número de alunos não foi grande, mas com o tempo essa situação foi revertida.

Foram criadas muitas instituições de ensino superior, tal como a Universidade de Tóquio, contratando-se muitos professores estrangeiros e muitos estudantes receberam bolsas para estudarem nos países europeus e nos EUA.

Em 1886 é divulgada a diretriz de educação do imperador Meiji, o famoso kyôiku chokugo, que passa a ser lido em todas as escolas até o fim da segunda gerra. O texto prega o amor fraternal, a amizade, o amor ao próximo, a dedicação aos estudos, o cultivo de conhecimentos, o trabalho para o bem social, obediência às leis para a manutenção da ordem social e a sincera dedicação para a paz e a segurança da nação.

Incentivo à produtividade

O novo governo japonês empenha-se em desenvolver a produtividade industrial implantando fábricas de capital estatal, tal como fábricas de fiação na província de Gunma, e tenta difundir novas tecnologias através de exposições.

As redes de transporte e de comunicação, imprescindíveis para o desenvolvimento econômico também são levadas em conta. Assim, em 1872, é inaugurada a linha ferroviária que liga o bairro de Shinbashi (Tóquio) à cidade de Yokohama, e dois anos depois, a linha que liga as cidades de Kobe e Osaka. Nas costas japonesas os navios à vapor passam a navegar com maior freqüência e os velhos mensageiros (hikyaku) são substituídos por modernos sistemas de correio e telégrafos.

A revolta dos shizoku (samurais destituídos)

Ôkubo Toshimichi, estadista que se tornou a figura principal do novo governo, ao mesmo tempo em que se empenha no desenvolvimento da produção nacional, reforça seu domínio sobre o país, controlando com rigor o povo. Isso causa a insatisfação de muitos que sonham com um país mais livre, surgindo várias revoltas contra o novo governo.

Com a instituição de províncias em substituição aos feudos, os shizoku, ou “ex-samurais”, perdem seu ponto de apoio, e em 1876, o pagamento do roku (salário de samurai) também é extinto, com a recompensa de um pequeno valor (kinroku kôsai). Ainda, com a instituição da lei de igualdade, eles perdem o privilégio do porte de espada, assim como o valor de guerreiro, já que o serviço militar torna-se obrigatório a todos os jovens.

Entre as várias revoltas, a de maior proporção e repercussão foi a revolta conhecida por seinan sensô (guerra do sudoeste) comandada por Saigô Takamori, um dos revolucionários que restituiu o poder imperial e que havia defendido o envio de tropas japonesas à Coréia para desviar a frustração e insatisfação dos samurais. O levante começa em fevereiro de 1877, com a participação de mais de 30 mil shizoku de Kagoshima, ilha de Kyushu, e termina em setembro do mesmo ano, com a derrota da força revoltosa perante a tropa de soldados recrutados pelo novo governo, e Saigô Takamori acaba se suicidando, praticando o haraquiri .

Constituição Japonesa

No dia 11 de fevereiro de 1889, é anunciada sob o nome do imperador Meiji, a Constituição do Grande Império Japonês (Dai Nippon Teikoku Kenpô).

Pela Constituição, ficou estabelecido que o imperador governaria o país como mandante supremo, detendo a autoridade para convocar ou dissolver a Dieta Imperial (Teikoku Kokkai - parlamento imperial), comandar o poder militar, assinar tratados e decidir sobre iniciar ou não uma guerra.

A Dieta Imperial, inaugurada em 1890, seria composta por parlamentares da nobreza (kizokuin) e câmara dos deputados (shûgiin) eleitos pelo povo, que começa a ter participação na política, embora com restrições.

 
História do Japão
Arquivo Nippo - Edição 318
Era Meiji (Parte 2) - O despertar da modernidade
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