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A moça e o pinheiro
 

Adaptação livre de Claudio Seto
(Texto e desenhos: Claudio Seto)

 
Há muitos e muitos anos, vivia numa cidade litorânea do Japão uma jovem e sua velha avó. A garota perdeu os pais na infância e foi criada pela avó. Os anos foram passando e sua avó estava com a idade bastante avançada. Assim, não podendo mais trabalhar, a moça sustentava a casa trabalhando de manhã até de noite na mansão de um milionário.

Certa noite, quando a moça voltava para casa e estava no meio do caminho, começou a chover, e ela teve que se proteger em baixo de um enorme pinheiro. O vento era tão forte, que fez os galhos da árvore uivarem como voz humana em forte sussurro. Primeiro, ela levou um susto, mas depois apurou os ouvidos e pôde escutar perfeitamente o que a árvore dizia através do vento:

– Moça, sei que você trabalha muito e leva uma vida difícil, por isso quero ajudá-la. Minha vida também está muito difícil: daqui três dias vou ser cortado por lenhadores e transformado em madeira por ordem do governador desta província. Depois, serei transformado em enorme navio e levado para o mar dentro de três meses.

– Oh! Sinto muito – disse a moça, abraçando a árvore penalizada.

– Quando forem me lançar no mar, eles terão uma surpresa. Eu simplesmente não vou me mover na rampa de lançamento. Então, certamente o governador dirá “já tentamos de todas as maneiras mover esse navio, mas não estamos conseguindo. Aquele que conseguir fazer o navio mover vai ganhar uma grande recompensa. Então, você deve dizer bem alto “navio entre em movimento: um, dois, três!” Daí eu vou me mover lentamente ao mar, e você será feliz pela recompensa que receberá do governador e poderá tratar bem de sua avó, sem ter que trabalhar fora até altas horas da noite.

Na manhã seguinte, ao acordar, a moça pensou que na noite anterior estava muito cansada e andou imaginando coisas, devido ao clima de ventos e trovoadas. Porém, três dias depois, a árvore foi cortada e transformada em madeira. E, três meses mais tarde, um grande navio ficou pronto no estaleiro.

Então, chegou o dia do lançamento do navio ao mar. Todos da cidade foram ao estaleiro para ver o grande acontecimento. Na rampa de lançamento, as travas foram tiradas e muitos homens tentaram empurrar o navio ao mar. Porém, para a surpresa de todos, o navio não se movia. Fizeram de tudo, tentaram alavanca com toras, puxaram com bois, mas de nada adiantou.

Por fim, o governador ofereceu uma gorda recompensa para quem fizesse o navio se mover.

Muitas pessoas se prontificaram, porém, sem sucesso. Então, a moça candidatou-se. O homem que estava recebendo as inscrições disse:

– Muitos homens fortes tentaram e não conseguiram. Como uma moça frágil como você vai conseguir?

E todos riram dela.

– Qualquer pessoa que quiser tentar é bem-vinda – disse o governador.

A moça foi para perto do navio e disse em voz alta:

– Mova-se navio. Um, dois, três!

Para a surpresa de todos, o navio começou a deslizar rampa abaixo em direção da água e, em poucos minutos, estava flutuando glorioso no mar.

O governador e todos os presentes exclamaram:

– Que moça misteriosa! Que estranho poder!

– Não tenho poder nenhum. Eu só repeti o que a árvore me disse. E contou o ocorrido para todos os presentes.

– Vou lhe dar a recompensa prometida – disse o governador – Peça o que quiser, qualquer coisa, sem limites.

– Eu tenho uma avó de idade bastante avançada e doente. Somos pobres e não temos dinheiro para comprar arroz e roupas.

– Você é uma neta dedicada, por isso a árvore resolveu lhe ajudar.

No dia seguinte, os homens do governador chegaram carregando muitas sacas de arroz e vários baús de roupas.

Assim, a garota pôde oferecer a sua avó uma vida confortável e cheia de carinho.

 
Adaptação livre de Claudio Seto

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