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O desejo de visitar o Grande Santuário de Ise e morrer
 

Adaptação livre de Claudio Seto
(Texto e desenhos: Claudio Seto)

 

Em tempos antiqüíssimos, antes dos guerreiros samurais e de seus enormes castelos, o Grande Santuário de Ise, da religião nativa xintoísmo, era a mais bela obra construída pelo homem no Japão. Havia uma expressão popular que dizia: “Visitar o Grande Santuário de Ise e morrer!”. Era desejo do povo japonês da época visitar esse famoso santuário, pelo menos uma vez na vida. Esse desejo, conforme contam as lendas, não se limitava apenas ao homem, mas a todos os seres viventes.

Naquela época, moravam, em uma montanha na província de Mie, um macaco e uma carpa. Certa ocasião, o macaco estava na margem do rio, e a carpa comentou:

– Há muito tempo tenho vontade de visitar o Santuário de Ise.
– Eu também sempre tive esse desejo. Por que não vamos juntos? – perguntou o macaco.

Dito e feito. A carpa saiu nadando rio abaixo e o macaco desceu a montanha pulando de galho a galho, até encontrar um enorme campo. O macaco mediu com os olhos a dimensão da pradaria e disse à carpa:

– Eu gosto de montanhas cheias de árvores e confesso que sou um fracasso para percorrer um campo tão grande e tão reto. Não sei o que fazer...

Enquanto eles pensavam numa solução, apareceu por lá, de passagem, um cavalo e perguntou:
– O que vocês fazem tão pensativos?

Então o macaco contou que pretendiam visitar o Grande Santuário de Ise, mas estavam em dificuldades, pois o verde campo que tinham que atravessar era demais para suas pernas tortas.

– Visitar o Santuário de Ise é uma maravilha. Eu também sempre tive esse desejo. Deixem-me acompanhar vocês. Venha, macaco, suba no meu dorso e vamos embora.
Assim, o macaco montou nas costas do cavalo, e a carpa seguiu nadando pelo rio.

Mais para frente, o rio em que a carpa seguia nadando desembocava numa praia. Então, a carpa parou e disse para os dois amigos:
– Eu não gosto do mar. Não consigo nadar em águas salgadas.

A carpa, o macaco e o cavalo ficaram pensando em como vencer aquela dificuldade.
– Eu tenho uma boa idéia – disse o macaco, logo em seguida – Precisamos providenciar um balde, colocar água doce nele e a carpa vai andando junto com a gente dentro do balde.

– Um balde cheio de água é pesado. Eu não tenho mão para carregá-lo – disse o cavalo.
– Deixe comigo, que eu tomo conta da carpa – disse o macaco, todo prestativo.

E o macaco foi até o povoado e trouxe um balde de madeira, típico balde japonês daquela época. Encheu-o de água, colocou a carpa dentro dele e subiu no dorso do cavalo com o balde.

– Obrigada pela ajuda – disse a carpa, agradecida.
– Foi uma grande idéia – observou o cavalo.
Assim, seguiram a viagem ao Santuário de Ise, quase todos muito felizes.

Quase, porque o cavalo teve que carregar o macaco e um balde de madeira cheio de água nas costas. A carpa, apesar de não fazer nenhum esforço dentro do balde, não conseguia apreciar a bela paisagem a caminho do santuário. Já o macaco, sentado confortavelmente no dorso do cavalo, usufruiu a visão privilegiada do alto e ia ditando o caminho: “agora, vire à direita e, em seguida, vire à esquerda!”

Assim, chegaram ao Santuário de Ise sem maiores problemas, provando que “a união faz a força” e que quem tem idéias faz menor esforço.

 
Adaptação livre de Claudio Seto

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