Portal NippoBrasil - OnLine - 19 anos
Domingo, 03 de julho de 2022 - 5h29
  Empregos no Japão

  Busca
 

SEÇÕES
Comunidade
Opinião
Circuito
Notícias
Agenda
Dekassegui
Entrevistas
Especial
-
VARIEDADES
Aula de Japonês
Automóveis
Artesanato
Beleza
Bichos
Budô
Comidas do Japão
Cultura-Tradicional
Culinária
Haicai
História do Japão
Horóscopo
Lendas do Japão
Mangá
Pesca
Saúde
Turismo-Brasil
Turismo-Japão
-
ESPECIAIS
Imigração
Tratado Amizade
Bomba Hiroshima
Japan House
Festival do Japão
-
COLUNAS
Conversando RH
Mensagens
Shinyashiki
-
CLASSIFICADOS
Econômico
Empregos BR
Guia Profissionais
Imóveis
Oportunidades
Ponto de Encontro
-
INSTITUCIONAL
Redação
Quem somos
-
Arquivo NippoBrasil - Edição 190 - 22 a 28 de janeiro de 2003
 
Kassajizo

Adaptação livre de Claudio Seto
(Texto e desenhos: Claudio Seto)

Há muito e muito tempo na fria região ao norte do Japão, morava um casal idoso, em que o velhinho ganhava o sustento confeccionando chapéus de bambu trançado. Como era uma região onde caia muita neve, o chapéu tinha o formato cônico para que a neve pudesse deslizar para baixo evitando o acúmulo na aba.

O casal era muito pobre, tanto que certo ano, na véspera do Ano Novo eles não tinham dinheiro nem para comprar os tradicionais mochi (bolinhos de arroz glutinoso), que todos os japoneses comiam no primeiro dia do ano para trazer sorte e prosperidade.

-Sem mochi não parece Ano Novo. - Comentavam.
Então o velhinho foi a cidade para de vender os chapéus e conseguir algum dinheiro. Ele pegou cinco chapéus e saiu. A cidade ficava muito longe e o velhinho caminhou por uma estrada longa até chegar a cidade. Lá chegando, saiu oferecendo o fruto do seu trabalho na movimentada rua, onde as pessoas que estavam fazendo compras e preparativos de Ano Novo.

Apesar haver muitas pessoas transitando, ninguém se interessou pelos chapéus do velhinho. O povo estava interessado em comprar peixe, sake, mochi e outras iguarias.

O velhinho andou pelas ruas da cidade o dia todo, gritando, mas não conseguiu vender um só chapéu. E vendo que não tinha como comprar os bolinhos de arroz glutinoso resolveu ir embora.

Quando o velhinho estava saindo da cidade, começou a nevar. Apesar do frio, ele continuou caminhando pela estrada no meio da neve, quando viu imagens de alguns Jizo, que são estátuas de pedra comuns em estradas japonesas, feitas para proteger os viajantes.

Haviam seis Jizo alinhados e sobre suas cabeças, muita neve que respingava em seus rostos. O velhinho de bom coração pensou: “Coitado dos Jizos devem estar passando frio.....”
Assim ele passou a mão na cabeça dos Jizos e tirou a neve que estava acumulada. Depois, cobriu-os com os chapéus que não conseguira vender.

- São chapéus que não tiveram compradores, mas cubram-se com eles - disse o velhinho.
Como só tinha cinco chapéus e os Jizos eram seis, o velhinho pegou o lenço que estava usando na cabeça e cobriu o último Jizo.

- É um lenço velho e surrado, mas cubra-se com ele - disse o velhinho, colocando na cabeça de pedra da estátua.

O velhinho voltou a caminhar na neve em direção a sua casa. Quando ele chegou em casa, como não estava com chapéu, estava branco, todo coberto de neve. A velhinha viu e disse:

- Querido, o que aconteceu?
- Infelizmente não consegui vender nenhum chapéu. Sinto muito, mas teremos um Ano Novo sem mochi.
- E não trouxe os chapéus de volta?

Ouvindo o velhinho contar o que tinha acontecido, a velhinha ficou emocionada:
- Isso foi uma boa ação. Mesmo sendo pobres, podemos dar graças por termos casa - disse a velhinha, acendendo a lareira para aquecer o velhinho que estava congelando.

Sem mantimentos para preparar um banquete no dia seguinte, o casal foi dormir logo. De madrugada ainda escuro, o casal foi despertado por uma música vinda de fora. A princípio, a música vinha de longe até que começar a ficar cada vez mais perto.

- Onde é a casa do velhinho que cobriu os Jizos? A casa do velhinho é aqui?
O casal de velhinhos levou um susto, até que:- Blam! – Foi o barulho que ouviram.

Eles abriram a porta e ficaram assustados. Na frente da casa, havia muitas mercadorias: arroz, sake, bolinhos de arroz, peixe, adornos de Ano Novo, cobertores quentes, etc. Os velhinhos olharam em volta e viram seis Jizos de chapéu indo embora. Os Jizos vieram retribuir um Feliz Ano Novo ao bondoso velhinho.

 
Adaptação livre de Claudio Seto
Lendas do Japão
Arquivo Nippo - Edição 330
Uri sennin
Arquivo Nippo - Edição 328
A moça e o pinheiro
Arquivo Nippo - Edição 326
Takarabashi, a ponte do tesouro
Arquivo Nippo - Edição 324
O guardião do tesouro
Arquivo Nippo - Edição 322
O Buda de madeira
Arquivo Nippo - Edição 320
O Tengu Azul e o Tengu Vermelho
Arquivo Nippo - Edição 318
O cúmulo da cortesia
Arquivo Nippo - Edição 316
O desejo de visitar o Grande Santuário de Ise e morrer
Arquivo Nippo - Edição 314
Hachizuke, o deus Inari
Arquivo Nippo - Edição 312
Kin no kamikazari
Arquivo Nippo - Edição 310
Shizuka-gozen e Sato Tadanobu - Parte 2
Arquivo Nippo - Edição 308
Shizuka-gozen e Sato Tadanobu - Parte 1
Arquivo Nippo - Edição 306
O incêndio de furisode
Arquivo Nippo - Edição 304
Um lírio de 33 flores
Arquivo Nippo - Edição 302
Ôoka Tadasuke e o caso do cheiro roubado
Arquivo Nippo - Edição 300
Zashiki Warashi
Arquivo Nippo - Edição 298
A Tartaruga e a Garça (Kame-san to Tsuru-san)
Arquivo Nippo - Edição 296
O Kozo e a Yamanbá
(parte final)
Arquivo Nippo - Edição 294
O Kozo e a Yamanbá
(parte 1)
Arquivo Nippo - Edição 292
A história de Shiro (Parte final)
Arquivo Nippo - Edição 290
A história de Shiro (Parte 1)
Arquivo Nippo - Edição 288
A bela mulher do desenho
(Parte Final)
Arquivo Nippo - Edição 286
A bela mulher do desenho
(Parte 1)
Arquivo Nippo - Edição 284
A lenda do Nobre Galo
Arquivo Nippo - Edição 282
O rei das trutas iwana
Arquivo Nippo - Edição 280
O gato assombrado de Nabeshima
Arquivo Nippo - Edição 278
Tanokyu e a serpente gigante
Arquivo Nippo - Edição 276
Anchin e Kiyohime
Arquivo Nippo - Edição 274
O legendário Hidesato
Arquivo Nippo - Edição 272
A princesa Peônia
- Parte Final
Arquivo Nippo - Edição 270
A princesa Peônia
- Parte 1
Arquivo Nippo - Edição 268
A tennin e o pescador
Arquivo Nippo - Edição 266
Kitsune Tokoya
Arquivo Nippo - Edição 264
A Gata Encantada
Arquivo Nippo - Edição 262
Kinuhime, a deusa da seda
Arquivo Nippo - Edição 260
Os ratos sumotoris


A empresa responsável pela publicação da mídia eletrônica www.nippo.com.br não é detentora de nenhuma agência de turismo e/ou de contratação de decasségui, escolas de línguas/informática, fábricas ou produtos diversos com nomes similares e/ou de outros segmentos.

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante. Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

© Copyright 1992 - 2022 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados