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Arquivo NippoBrasil - Edição 103 - 10 a 16 de maio de 2001
 
Hamaguri Hime - Parte 1

Adaptação livre de Claudio Seto
(Texto e desenhos: Claudio Seto)

Antigamente, em uma pequena aldeia litorânea do Japão, havia um jovem pescador chamado Shijira. Ele vivia numa modesta casa com sua mãe, uma senhora de idade avançada e de pouca saúde.

-Mãe, estou saindo para pescar.
-Tome cuidado, filho.
Devido a uma longa estiagem que se abateu sobre o Japão, aquele foi um péssimo ano para a plantação de arroz e verduras. Isso provocou a alta no preço dos cereais. Shijira, que era pobre, ficou sem condições de comprar arroz e outros mantimentos. Ele e sua mãe passaram a sobreviver se alimentando apenas com o que conseguiam pescar diariamente no mar.

Shijira era um bom filho. Por isso, quando conseguia pescar pouco, preparava para a mãe e, ele mesmo, ficava muitas vezes sem comer. Fazia massagens nos ombros dela e costumava dizer com carinho:

-Mãe viva bastante, o pai já se foi e só me resta você. Não vá me deixar sozinho na vida.
Certo dia Shijira saiu para pescar em seu barco. Passou o dia inteiro tentando mas não conseguiu pegar nada. Já estava ficando desanimado quando sentiu que algo estava beliscando a isca. Deu um puxão na vara e viu que havia apanhado uma linda concha.

-Ora, uma concha apenas de nada adianta. Dizendo isso atirou a concha de volta ao mar. Pouco depois sentiu novamente que algo estava beliscando a isca. Deu novo puxão e mais uma vez havia pescado uma concha.

-Engraçado parece a mesma concha...Assim pensando, jogou-a novamente ao mar. E pela terceira vez percebeu que algo continuava beliscando a isca. Novamente puxou a linha e viu que tinha na sua ponta a mesma concha.
-Algo estranho está acontecendo. É a mesma concha! Não é possível a mesma concha ser fisgada três vezes seguidas.

Shijira colocou a concha no barco e começou a observá-la. A concha começou a crescer, a crescer, a crescer, ficou enorme, ocupando quase todo o barco e adquiriu um brilho de inexplicável beleza.
-Meu Deus o que está acontecendo ?! Que negócio é este?
De repente, a concha se abriu e dentro dela havia uma moça lindíssima, sentada e com trajes em seda pura.

Assustado, Shijira chegou a fazer reverências, pensando que era uma deusa do mar.
-Oh! É a princesa Otohime, do castelo do Rei Dragão! Quanta honra recebê-la em meu barco. Perdoe-me por meu barco estar tão sujo...

Então, a linda visitante respondeu:
-Não sou Otohime. Sou alguém que não tem para onde ir. Estou perdida. Por favor, deixe-me ficar em sua casa.

-Mas... minha casa é pobre e velha. Não é digna para receber uma pessoa da nobreza como você.
Shijira ficou com vergonha de receber em sua casa uma moça tão fina, mas ela insistiu tanto que ele acabou cedendo. Remando com grande emoção conduziu o barco até a praia.

-Espere um pouco, disse Shijira, e correu em direção à sua casa. Lá chegando, contou à sua mãe tudo o que havia acontecido.
-Uma bela princesa não se deixa esperando, meu filho. Vá buscá-la correndo. Dizendo isso, a velhinha logo começou a limpar, apressadamente, a casa.

Como ela estava descalça, Shijira carregou-a nos braços até a casa. A mãe do rapaz recebeu a bela donzela feliz da vida dizendo:
-Princesa, você pode ficar o tempo que quiser em nossa casa. E quem sabe tornar-se a esposa de meu filho.

A fama de que a bela princesa que saiu de dentro de uma concha ia se tornar a esposa do pescador Shijira correu de boca em boca por todos os lugares. De várias regiões vieram pessoas visitar Shijira só para ver a tal princesa. Todos traziam, infalivelmente de presente, duas coisas consideradas de grande utilidade na época: rolo com linha de seda e uma tigela de arroz.

A casa do pescador ficou abarrotada de arroz. Mãe e filho ficaram muito felizes, pois depois de muito tempo, puderam encher a barriga com o arroz que tanto gostavam.

-Ah! Como é gostoso o arroz branco! Isso foi possível graças à princesa Hanaguri que veio a nossa casa, para ser sua esposa, filho... dizia a velhinha que não cansava de tentar arranjar uma esposa para Shijira.

Continua...

 
Adaptação livre de Claudio Seto
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