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Arquivo NippoBrasil - Edição 098 - 29 de março a 4 de abril de 2001
 
Hanayo no Hime - Parte 2

Adaptação livre de Claudio Seto
(Texto e desenhos: Claudio Seto)

Acostumada a bajulações dia e noite no castelo, pela primeira vez a princesa ouviu uma conversa diferente. Hanayo contou a mulher porque veio parar naquele lugar e conseguiu dormir calmamente na caverna.

Na manhã seguinte quando a princesa já estava de saída para retomar sua caminhada, apareceu por lá um demônio (oni). A mulher da caverna correu e escondeu a princesa lá no fundo.
-Ei, velha bruxa, está escondendo alguém? Estou sentindo cheiro de ser humano.
-O que está dizendo Oni maldito. O que está cheirando é o resto de gente que você comeu e jogou barranco abaixo. Vá embora demônio!

A mulher falou como se estivesse brava e o demônio foi embora para algum lugar.
-Aproveite agora antes que apareçam outros demônios por aqui. Tome cuidado, adeus princesa.
Seguindo a direção indicada pela mulher, depois de caminhar o dia inteiro, Hanayo desceu a montanha e chegou a uma planície. Havia plantações de arroz denunciando que o local era habitado. Mais tarde, já ao anoitecer, chegou no fundo de um grande castelo que lembrava sua casa. A princesa começou a chorar de saudade.

-O que foi? Perguntou carinhosamente uma mulher que saiu da porta de serviço. Como Hanayo estava maltrapilha, ela pensou que a mulher não ia acreditar em sua verdadeira história, disse que era uma órfã e estava procurando casa e comida.

Vendo a menina suja e horrivelmente vestida, mas com um rosto gracioso, a mulher ficou com pena e disse:

-Eu sou Akino, a encarregada de preparar o ofurô (banho quente de imersão) nesse castelo. Fique me ajudando por um tempo, que na primeira oportunidade vou pedir permissão para que você possa ficar definitivamente morando aqui.

Assim, a princesa ficou trabalhando como auxiliar de Akino, que era uma mulher muito dedicada e atenciosa. Hanayo, até então, nunca havia prestado atenção em criados que trabalhavam em serviços como cuidar de banheiros. Durante toda vida tratara os criados com pouco caso e de repente se via bem tratada por uma. Isso fez nascer um sentimento até então nunca por ela experimentada: o de arrependimento. Sentiu-se envergonhada de nunca ter tratado a criadagem como pessoas.

Aos poucos Hanayo foi aprendendo o serviço de furotaki (preparação do banho), um trabalho que nunca imaginou que um dia viesse a fazer.

Certa noite de insônia, a mestre de cerimônias do castelo, andando pelo quintal, passou perto do barraco ao lado da banheira, viu a luz da lamparina de óleo acesa e espiou para ver se ainda havia alguém trabalhando. Levou um susto.

No baracão havia uma linda garota, cuidando de seus cabelos. Apesar de estar mal vestida, dava para perceber que era gente da corte.
-O que faz uma garota tão linda no barracão de acender a banheira? Estou precisando de garotas bonitas para as recepções do castelo e não consigo. Agora vejo uma tão linda, vestida de trapos trabalhando aqui no fundo.

No dia seguinte, a mestre de cerimônia requisitou à Otsuto no Chunagon, para que a garota passasse a trabalhar com ela. Sem saber de quem ela estava falando, o senhor feudal mandou buscar a menina na presença dele.

-Você é filha de quem? Como veio parar no meu castelo?
Assustada, à princípio ela não queria dizer nada, porém, bombardeada com tantas perguntas, acabou contando que se chamava Hanayo no Hime, filha única do senhor feudal Wada Moritaka, de Suruga no Kuni.
O nobre Otsuto no Chunagon levou um susto, pois o noivo que iria para o castelo de Moritaka era nada menos que seu terceiro filho. Chunagon logo mandou comunicar o pai de Hanayo, enviando para lá um mensageiro.

Moritaka, acompanhado de uma grande comitiva, chegou ao castelo de Chunagon.
-Papai sinto ter lhe causado muita preocupação, mas pela primeira vez entendi o coração dos seres humanos e começo a entender o que é a verdadeira felicidade. Acho que saberei ser uma mulher atenciosa e sincera com qualquer pessoa.
Ouvindo as palavras da filha, Moritaka chorou de emoção. Logo foi providenciado o retorno da princesa para casa. Akino, a encarregada da banheira, foi levada junto e tornou-se a dama de companhia de Hanayo.

Ao ficar sabendo que a princesa estava retornando ao castelo, Morikuni, o tio malvado, e o capanga Touta, fugiram para o meio da floresta, com medo da ira do senhor feudal Moritaka.
Lembrando a mulher que morava na caverna, a princesa foi rezar no templo da deusa Kannon, pedindo que ajudasse ela. Tempo depois, Hanayo teve um sonho: a mulher da caverna havia recuperado seu rosto gracioso e morava perto de um riacho, onde estava lavando roupa toda feliz.

Fim

 
Adaptação livre de Claudio Seto
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