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Arquivo NippoBrasil - Edição 092 - 22 a 28 de fevereiro de 2001
 
A gratidão da Garça (Tsuru no Ongaeshi) - Parte 2

Adaptação livre de Claudio Seto
(Texto e desenhos: Claudio Seto)

Era um maravilhoso tecido
Com um belo colorido
Tinha bom motivo floral
E textura angelical

Mostrando a peça disse ao moço:
- Se na cidade for vendido
Creio que consegue bom preço
Pois é leve e fino tecido

Perguntou o jovem marido
Com dó de vender o tecido
- Desfazer-se desse tesouro?
- Que o pague, não há ouro !





Mas por insistência dela
E para atrair clientela
Levou a peça à cidade
Na rua mostrou a vontade

Passando por lá um nobre
Pela peça se encantou
E ao vendedor pobre
Moedas de ouro pagou

Satisfeito com o que comprou
Sorridente confessou
- Nunca ví nada tão belo,
Traga mais que eu quero

Ganhando um bom dinheiro
Na taberna tomou o primeiro
Comprou muitas iguarias
E voltou fazendo cantorias

A mulher que o aguardava
Ficou feliz ao vê-lo feliz
Comeram, beberam e cantaram
Divertindo-se até a raiz


Mal acabou a festa
Dando um tapa na testa
lembrou o moço da peça
que o ricaço queria à beça

-Por favor teça mais uma
Peça leve como a pluma
Prometi levar à cidade
Ao nobre cheio de vaidade

Visivelmente sem jeito
A bela mulher sem defeito
Fechou-se no fundo outra vez
Para tecer no tear japonês

Na casa só se ouvia o som
Seja em tempo ruim ou bom
O som do tear a trabalhar
Noite e dia sem descansar

Dias depois finalmente
Ela abriu a porta de repente
Tinha cansaço aparente
E cabelo querendo pente



Ansioso para ver o tecido
Quase agiu como bandido
foi como mal sentinela
Nem reparou na saúde dela

Em seguida rumou apressado
Para ser bem recompensado
Levou a peça à cidade
Com muita ansiedade

Vendo a peça o nobre garboso
Exclamou de admiração:
- Realmente é maravilhoso peça única no Japão!


- Me traga mais, que ainda faltou
vou recompensá-lo fartamente!
Dizendo isso o nobre pagou
Mais dinheiro que anteriormente

O moço respondeu entusiasmado
Em som de solene tratado:
-Volto logo com mais peça
Minha palavra é uma promessa!

Chegando em casa disse a mulher:
- Veja o dinheiro que temos agora
Podemos ganhar muito mais
basta tecer que nobre o adora

-Peço só mais uma vez
Faça-me esse grande favor,
Tecendo peça outra vez
Com estampa de flor e cor

A mulher que estava cansada
E até capengava para andar
Visivelmente decepcionada
Sentiu até falta de ar


Então ela pensou e respondeu:
- Não se trata de capricho meu
Aconteça o que acontecer
É a última peça que vou tecer

- Como estou cansada
Posso até demorar
Não vá bancar o xereta
Indo lá me espiar

- Como fez da outra vez
Novamente vai prometer
Estando eu no tear
A porta do fundo não mexer

- Prometo. E peço perdão
Desculpe-me se a fiz exausta
Não era essa minha intenção
Fui levado pela mesa fausta

Ela se trancou no fundo
E pôs-se a trabalhar
Da sala o moço ouvia
O característico som do tear

 
Adaptação livre de Claudio Seto
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