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Arquivo NippoBrasil - Edição 079 - 16 a 22 de novembro de 2000
 
Salmões Sagrados de 15 de Novembro

Adaptação livre de Claudio Seto
(Texto e desenhos: Claudio Seto)

Há muito tempo, vivia no Japão, um casal de Salmões conhecidos pelos nomes de Osuke e Kosuke. Todo dia 15 de novembro, o casal subia o rio Shinano conduzindo um cardume de salmões, e cantando “Ô abre alas que eu quero passar. Abram alas, nós vamos passar”.

Ambos os peixes mediam três metros de comprimento e tinham ao longo do corpo linhas prateadas reluzentes, de mística beleza. Os pescadores da região considerava o par como “casal real” e instituíram um acordo segundo o qual não se lançariam nenhuma rede de pesca no dia 15 de novembro.

Na vila de Niigata, situada às margens do rio, vivia um milionário chamado Tamase, proprietário de muitos campos de arroz e dezenas de embarcações. Tamase era famoso por conseguir tudo o que desejava.

Num certo dia 15 de novembro, Tamase notou que nenhum barco havia saído para pescar e perguntou o motivo a seus pescadores. Estes responderam que era o dia dos Salmões Sagrados subirem o rio e deviam respeitar. Naquele dia, o milionário concordou com o ponto de vista dos pescadores. Porém com o passar dos anos, Tamase começou a se incomodar com o fato e disse: - “Isso é um absurdo! São simples peixes e a crendice de vocês me irrita”.

No ano seguinte, logo no começo do mês de novembro, o milionário convocou todos os seus pescadores, instruindo-os para que pescassem os salmões também no dia 15. Os pescadores contudo retrucaram: - Isso não podemos fazer, é uma coisa muito terrível ! Se cometermos um desrespeito desse porte, teremos que pagar muito caro”.

Tamase foi inflexível nessa questão. Deu a ordem e exigia cumprimento. Aquele que não o obedecesse estaria desempregado.

No dia 15 de novembro, o rico senhor estava ansioso para ver os pescadores apanharem os tais “reis dos peixes”. As redes foram lançadas mas sempre voltavam vazias. Por mais que os pescadores atirassem as redes, não conseguiam pescar nenhum peixe. Tamase corria como um louco a beira da água, gritando desesperadamente: - seus idiotas, lancem as redes. Mais e mais. Por mais que o poderoso senhor gritasse, a rede sempre voltava vazia.

Como o resultado era sempre o mesmo, os pescadores cansados de trabalhar em vão, acabaram desistindo da pesca e deixando o mandante sozinho, se retirando para suas casas.

A noite chegou eTamase ficou olhando fixamente para as águas. De repente viu uma velha mulher à sua frente, fitando-o silênciosamente. Tremendo de frio, Tamase tentou dizer alguma coisa em vão. A velha começou a caminhar em direção ao rio. O rico senhor chegou a ouvir o chapinhar da água enquanto se sentia desfalecer.

“Abram alas, eu quero passar. Abram alas,nós vamos passar”- conduzido por Osuke e Kosuke, os salmões vinham subindo o rio ao mesmo tempo em que o milionário sucumbia em silêncio, envolto pela escuridão à sua volta.

 
Adaptação livre de Claudio Seto
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