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Arquivo NippoBrasil - Edição 079 - 16 a 22 de novembro de 2000
 
A lenda dos animais-signos Nobre Serpente

Adaptação livre de Claudio Seto
(Texto e desenhos: Claudio Seto)

Conforme o Horóscopo Zenchi, também chamado de Horóscopo Japonês da Zenchikyô (Seita Zenchi), o ano que vem, 2001, será o Ano da Nobre Serpente. Consta que em tempos passados a serpente e a rã sendo moradoras do charco eram amigas inseparáveis. Acontece que nessa época a serpente tinha quatro patas e a rã nenhuma. Para se locomover a rã rastejava sobre a barriga como faz hoje a serpente. A serpente vaidosa passava o dia todo se mirando no espelho d’água e deixava o trabalho de apanhar os insetos para a coitada da rã.

Apesar de amigas, as pessoas gostavam mais da rã porque apanhando os insetos, elas se viam livres de picadas e pestes. Por outro lado, todos desconfiavam da manhosa serpente que nada fazia além de embelezar sua escama.

Por sentir-se rejeitada a serpente começou a morder os homens e os animais, às vezes com botes fatais. Apesar de ter sido convidada pela divindade Ama no Wakahiko para receber o título de Nobre Animal Signo das mãos de Zenchi no Mikoto, e pedido para que parasse de morder as pessoas, a obstinada serpente continuou. Como castigo, Wakahiko cortou as quatro patas dela e deu para a rã.

Ferida em sua vaidade, a serpente sentiu-se envergonhada pelo modo que vinha agindo e mudou seu modo de ser na tentativa de se redimir. Passou a ajudar seu primo, o dragão, a controlar as chuvas e fez um testamento doando seu corpo para os homens fazerem medicamento depois da sua morte. Reconhecendo seu esforço, o Deus Zenchi atribuiu um lugar na Roda do Destino dos Signos, logo atrás do dragão, sendo outorgada com o título de Nobre Serpente.

Apesar de tudo, a serpente continuou a odiar a rã por ter ficado com suas patas. Ainda hoje ela continua tentando devorar as rãs.

A lenda do Nobre Dragão Signo

No Horóscopo Zenchi, também conhecido como “Horóscopo Japonês” este ano de 2000 é o ano regido pelo Dragão. Conta a lenda que o Dragão era um animal ambicioso e queria tirar o trono do Tigre, que no Oriente é o rei dos animais. Isso provocou homéricas lutas entre os dois, que durou muitos e muitos anos, sem que nenhum saísse vitorioso. Como os demais animais não conseguiam dormir, devido a barulheira que esses dois faziam na eterna briga, pediram ao deus Zenchi no Mikoto para intervir na briga e fazer um julgamento dos dois. Ao saber disso, o Dragão ficou muito preocupado pensando que seu aspecto não era suficientemente impressionante para ser nomeado rei.

Nessa época o Dragão ainda não tinha chifre, e quem tinha era o Galo. Então um mukade (lacraia, espécie de centopéia) sugeriu ao Dragão que emprestasse o chifre do Galo para ficar com o aspecto mais feroz. Em princípio o Galo recusou-se a fazer o empréstimo, mas como a centopéia endossou a honestidade do Dragão, o Galo que era muito amigo da centopéia concordou com o pedido.

No dia do julgamento, Zenchi no Mikoto desceu ao Monte Fuji em seu Cavalo Alado e encontrou o Tigre e o Dragão com aspectos terríveis, fazendo poses ferozes e mostrando as garras. Cada um queria mostrar que era o mais valente e temido entre os animais. A divindade Zenchi sem titubear nomeou o Tigre, rei da terra, e o Dragão, rei da água. Como o Tigre já havia sido escolhido para ser animal-signo, deu a mesma prerrogativa ao Dragão.

O Dragão ficou muito feliz com sua nomeação a rei e a animal-signo e concluiu que não poderia devolver o chifre pois com ele se apresentou na frente do deus Zenchi no Mikoto. E o chifre era uma espécie de coroa de sua nobre posição de monarca da água. O Galo ficou furioso e foi procurar a centopéia endossante do Dragão. Esta se escondeu debaixo da terra pois não tinha como se desculpar. Dizem que ainda hoje, os galos adoram comer centopéias, e seu canto na verdade é seu grito de protesto ao Dragão.

 
Adaptação livre de Claudio Seto
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