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Arquivo NippoBrasil - Edição 077 - 2 a 8 de novembro de 2000
 
A lenda dos nobres animais signos

Adaptação livre de Claudio Seto
(
Texto e desenhos: Claudio Seto)

Consta nos anais da Zenchikyô (seita Zenchi), com base na mitologia japonesa de origem Shintô, que o Zenchi no Mikoto, o Deus da Graça Divina, era a divindade que coordenava as ações da “Roda do Destino da Humanidade”. Essa roda era composta por doze deuses e cada ano um deles regia o destino dos seres viventes na terra. Os doze deuses porém não tinham a paciência de esperar durante onze longos anos até que chegasse novamente sua vez de reger a terra. Assim como Zenchi no Mikoto e todos outros deuses da mitologia japonesa, os doze deuses dos signos moravam em Takama no Hara (Alta Planície Celeste) e gostavam de visitar Ashi Hara no Mizuho no Kuni (País dos Juncos e dos Campos das Espigas de Arroz – Hoje Japão) para reinar toda terra. Por isso os deuses viviam brigando entre eles porque todos os anos alguém queria vir no lugar de outro e nenhum deus podia vir à terra sem a autorização de Amaterassu Omikami, a Augusta Deusa Sol.

Houve também casos em que após o período anual de regência, os deuses não retornavam a Alta Planície Celeste (Takamá no Hara), abdicando de sua imortalidade, fixavam residência definitiva no País dos Campos das Espigas de Arroz. Isso acontecia porque, a terra era cheia de imprevistos e aventuras enquanto que a perfeita vida da Planície Celeste não oferecia os desafios que os deuses tanto amavam.

Zenchi no Mikoto resolveu então que deixaria a regência do ano por conta dos animais que viviam na terra e que de alguma forma contribuíam para o bem da humanidade. Pediu então a Ame no Wakahiko no Mikoto1, ou Jovem Divindade Celeste - que naquele ano estava residindo temporariamente na Terra, a serviço da deusa Amaterassu - que reunisse no próximo dia de Ano Novo, doze animais mais interessantes da Terra, no topo no Monte Fuji. Estes seriam condecorados com o título de Nobres Animais Signos e receberiam o direito de participar efetivamente do destino da humanidade.

Wakahiko convidou então o rato, o gato, o boi, o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, a cabra, o macaco, o galo e o cachorro, pedindo que todos comparecessem sem falta no dia e local marcado. O rato ficou muito feliz com o convite e foi contar imediatamente para seu amigo gato. O gato estava muito orgulhoso de ter sido convidado, mas, ao mesmo tempo, preocupado pois temia perder a hora por causa de seu hábito dorminhoco. Fez então o rato prometer que o acordaria antes do nascer do sol, o primeiro sol do novo ano.

Apesar da euforia geral, na véspera de Ano Novo, enquanto o Coelho fazia motitsuki ou seja, socava o arroz glutinoso no pilão para fazer moti (bolinho da sorte) que levaria de lanche na subida ao Monte Fuji, Rato começou a imaginar que ele poderia ficar de fora do título de nobreza, pois em comparação com o gato, não passava de um insignificante animal. Seu amigo gato tinha o andar garboso, postura nobre, pêlos brilhantes e incrível agilidade. Pensando que com todos esses requisitos receberia todos os elogios do deus Zenchi no Mikoto, o rato resolveu que deixaria o bichano dormindo assim eliminaria um concorrente e poderia garantir sua vaga ao título de nobreza.

As sete horas da manhã do primeiro dia do Ano Novo, todos estavam enfileirados para o shiki (ritual) e receberam com reverência o Primeiro Sol do Ano. O deus Zenchi no Mikoto, com trajes brilhantes, barba e cabelos brancos e compridos, uma figura imponente e admirável, desceu do céu montado num cavalo alado e observou minuciosamente todos os animais. Logo notou que só tinha onze animais mesmo incluindo o seu cavalo e não doze conforme havia pedido. A esse respeito interrogou o guerreiro Wakahiko que por sua vez percebeu a ausência do gato e saiu atrás do primeiro animal que encontrasse pela frente para trazer ao topo do Monte Fuji.

Continua...

 
Adaptação livre de Claudio Seto
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