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Arquivo NippoBrasil - Edição 075 - 19 a 25 de outubro de 2000
 
Oeyama no Shutendoji - Parte 2

Adaptação livre de Claudio Seto
(
Texto e desenhos: Claudio Seto)

- O que estão fazendo aqui? Disse o gigante com um vozeirão rouco e macabro.
- Como pode ver, somos yamabushi, os monges da montanha e estamos indo para Miyako. Cansados da longa caminhada, peço permissão para descansarmos aqui. Em troca da hospitalidade, oferecemos um gostoso saquê que trazemos na bagagem. Propôs Yorimitsu.

Ao ouvir a palavra saquê os olhos do gigante Shutendoji brilharam de emoção. Logo chamou seus subordinados e se prepararam para uma festança regada a saquê. Logo os onis serviram comidas de gostos estranhos aos visitantes. Yorimitsu e seus guerreiros comeram fingindo estar gostando daquelas coisas de sabor picante e horrível.

Os guerreiros serviram o saquê mágico e dançavam para entreter os onis. Pouco depois os demônios embriagados riam alegremente bebendo sem parar. No momento em que Yorimitsu serviu a tigela de Shutendoji, este fez uma observação:

- Existe algo de estranho nesse recipiente de squê, pois a bebida nunca acaba.
Yorimitsu chegou a tremer pela observação, mas nada respondeu, limitando-se a sorrir amigavelmente. Então, Shutendoji, que já estava visivelmente embriagado, disse:
-Há algo de estranho no ar, vocês não me enganam, vieram para me matar.
Yorimitsu levou um susto, mas procurou demonstrar calma e disse:
- O que está dizendo. Se essa é a sua preocupação, por favor, nos mate agora. Estamos desarmados.

Ao ouvir isso Shutendoji pediu desculpas, dizendo que gostaria de ver Yorimitsu bebendo junto. E ambos beberam várias tigelas. Num dado momento, Shutendoji levantou-se anunciando que ia dormir e pediu aos seus subordinados que tratassem bem os visitantes.

Em pouco tempo, os onis que dançavam com euforia, começaram cair e a pegar no sono.
Minamoto no Yorimitsu juntou as garotas prisioneiras e localizou entre elas a filha de Ikeda no Chunagon e a filha de Yoshida Saisho que choraram de emoção ao saber que os guerreiros do imperador tinham vindo para salvá-las. Então os guerreiros tiram seus disfarces de yamabushi e vestiram yoroi (elmo de guerra). Yorimitsu colocou o capacete que ganhou dos eremitas e disse as garotas:

- Leve-nos ao aposento Shutendoji.
As garotas indicaram o caminho dentro da bifurcada caverna. Depois de atravessarem o salão onde vários oni dormiam totalmente embriagados pelo efeito do sake mágico, atravessaram uma ponte de pedra no fundo da gruta, que dava de frente com um reforçado portão de ferro incrustado nas rochas.

-É aqui o aposento do gigante Shutendoji. Porém esse portão é intransponível – disse à garota afastando-se apressadamente para ficar escondido.
Enquanto os guerreiros tentavam imaginar como derrubar aquele portão, como num passe de mágica surgiram os três velhos eremitas parabenizando-os por terem chegado até aquele ponto.
- Agora só falta cortar o pescoço de Shutendoji. Assim dizendo desapareceram e o portão abriu-se como por encanto.

Yorimitsu e seus companheiros rezaram agradecendo a Hachiman, o Deus da Guerra e adentraram na alcova do gigante. Shutendoji estava sonolento e fazia de uma pedra seu encosto. Os guerreiros ficaram assustados, pois o gigante estava diferente. Ele havia se transformado em oni. Sua pele estava vermelha e enorme par de chifre enfeitava sua cabeça.
Encarando Yorimitsu que se aproximou de espada em punho disse Shutendoji:
-Vocês me enganaram seus malditos.

O gigante tentou se levantar mas o efeito da bebida era muito forte e jogou-o de costas ao chão. Os guerreiros vendo que apesar de acordado Shutendoji não tinha forças para se movimentar, tratou de acorrentar seus punhos e pernas junto aos pilares de pedras.
Imobilizado o gigante gritava com voz de trovão. Yorimitsu aproximou-se e com golpe certeiro cortou a garganta do gigante. Mais um golpe e o pescoço separou-se do corpo fazendo a cabeça rolar pelo chão.

O derradeiro berro do gigante despertou outros onis e uma batalha sangrenta teve início. Apesar dos demônios serem uns brutamontes, o seleto esquadrão de tsuwamono lutou com valentia e em pouco tempo derrotou o inimigo.
Trazendo as garotas raptadas de volta e a cabeça do gigante Shutendoji como prova, os seis bravos guerreiros entram triunfantes em Miyako. A cabeça decepada ficou exposta durante dias no pátio do palácio imperial.
As mocinhas emocionadas encontraram com seus familiares e a paz voltou a reinar na capital japonesa.

 
Adaptação livre de Claudio Seto
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