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Arquivo NippoBrasil - Edição 320 - 3 a 9 de agosto de 2005
 
• Era Meiji – parte 3
Coréia: muralha de proteção
O Japão enfrentou guerras contra a China e a Rússia. Ambas tiveram como principal objetivo impedir a expansão russa rumo ao sul, evitando a ocupação da península coreana


YOSANO AKIKO - Poetisa encantava o povo
de sua época com seus poemas pacifistas

Arquivo Jornal NippoBrasil

Durante a Era Meiji, o povo japonês enfrenta duas guerras: a Sino-Japonesa (1894~1895) e a Russo-Japonesa (1904~1905). Ambas as guerras tiveram como um dos principais objetivos impedir a expansão russa rumo ao sul, evitando dessa forma a ocupação da península coreana. Isto causaria uma ameaça constante ao Japão, já que as ilhas japonesas avizinham-se com a Coréia.

Guerra Sino-Japonesa

O governo Meiji tenta obter influência sobre a Coréia para fazer deste país a muralha de proteção dos ataques estrangeiros. Porém, essa estratégia só serviu para criar atritos políticos com a China, que se achava o país protetor da Coréia.

Nesse interim, ocorre a revolta dos camponeses coreanos, insatisfeitos com a situação sócio-econômica do país, onde a corrupção corria solta. A insurreição assume proporções gigantescas, ocorrendo grande distúrbio no país. Foi a oportunidade esperada pela China e pelo Japão intervirem, enviando suas tropas para “conterem os rebeldes”. Inicia-se dessa forma a Guerra Sino-Japonesa, em agosto de 1894. A guerra termina com a vitória japonesa que tinha aprimorado sua capacidade bélica em pouco mais de 20 anos, após a Restauração Meiji. Em abril de 1895 (ano 28 da Era Meiji), é assinado o Tratado de Paz em Shimonoseki, pelo qual a China: 1) reconhece a independência da Coréia como uma nação; 2) cede ao Japão as ilhas de Formosa e a península de Liaotung; 3) compromete-se a pagar uma indenização ao Japão no valor de 310 milhões de ienes, aproximadamente.

O governo japonês controla através da força a revolta do povo chinês da ilha de Formosa, iniciando-se a colonização da ilha.

Guerra Russo-Japonesa

A Rússia que tentava ocupar a parte nordeste da China, junta-se à Alemanha e França para forçar a devolução da península de Liaotung à China. O Japão que não possuía poder suficiente para enfrentá-los, acaba devolvendo a península à China. Esse episódio cria um forte antagonismo do povo japonês contra a Rússia. Porém, o que o governo japonês temia era a expansão russa até às portas do Japão através da península coreana. Assim, o governo japonês consegue aliar-se à Inglaterra e declara guerra contra a Rússia em fevereiro de 1904.

As tropas japonesas enfrentam dificuldades, mas conseguem levar vantagem sobre as tropas inimigas, conquistando várias vitórias nas batalhas. Em março de 1905, por exemplo, as tropas japonesas lideradas pelo general Oyama, conseguem expulsar os exércitos russos da província da Manchúria. Ainda, a marinha japonesa consegue derrotar a poderosa esquadra do Báltico composta por gigantescos navios de guerra russos, no estreito da Coréia, perto da ilha de Tsushima.

Porém, o poder bélico japonês estava no seu limite, quando ocorre a revolução na Rússia, impedindo a continuidade da guerra. Assim, com a intermediação dos Estados Unidos, é assinado o Tratado de Paz de Portsmouth. Embora o tratado não fosse nos termos que satisfizessem o povo, o Japão consegue fundar a Companhia Ferroviária da Manchúria, ampliando a sua área de influência até o sul da Manchúria.

Colonização da Coréia

Após a vitória sobre os russos, o Japão intensifica cada vez mais o movimento para a colonização da Coréia.

Em 1905, o Japão anula os direitos diplomáticos da Coréia, e em 1907, o imperador coreano é obrigado a abdicar, forçando dessa forma, a dissolução do exército coreano. Essas medidas do governo japonês causam a revolta do povo coreano, surgindo vários levantes e resistências. Em 1909, o primeiro ministro japonês, Itô Hirobumi, o primeiro a ocupar o cargo de chefe de gabinete ministerial do Japão, é assassinado por um coreano, durante a sua viagem à Manchúria. Porém o movimento para a anexação da Coréia segue o seu processo e em 1910 (ano 43 da Era Meiji), a Coréia é anexada ao Japão. É fundada uma capitania para desenvolver a política de colonização. Nas escolas coreanas são ensinadas a língua e a história do Japão, forçando-os a assimilar a cultura japonesa.

Em 1919, houve um grande movimento para a independência da Coréia, mas somente após a derrota do Japão na segunda guerra mundial, ou seja, após a rendição incondicional do Japão no dia 15 de agosto de 1945 é que a Coréia torna-se independente. Porém, apesar de conquistar a independência, devido a manipulação das grandes potências, a Coréia acaba sendo separada em Coréia do Norte e Coréia do Sul.

Yosano Akiko (1878~1942) e o poema pacifista

Grande poetisa japonesa, Yosano Akiko nasce na cidade de Sakai, província de Osaka, em 1878, como terceira filha de um abastado casal de comerciantes. Viveu a era Meiji, Taisho e Showa sempre produzindo poemas, encantando o povo de sua época com o seu brilhante talento.

Quando o povo japonês entusiasmava-se com a vitória japonesa nas guerras, ela publicou em 1904 o famoso poema pacifista “Kimi shinitamau koto nakare” (Não pereça em vão) de seguinte teor:

“Oh, meu irmão, não pereça em vão!
Tu que nasceste como filho caçula,
Recebeste todo o carinho dos pais.
Os teus pais ensinaram-te a pegar na arma e a matar?
Criaram-te até 24 anos para matar e a se matar?”

 
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