Portal NippoBrasil - OnLine - 19 anos
Terça-feira, 26 de maio de 2020 - 1h23
  Empregos no Japão

  Busca
 

SEÇÕES
Comunidade
Opinião
Circuito
Notícias
Agenda
Dekassegui
Entrevistas
Especial
-
VARIEDADES
Aula de Japonês
Automóveis
Artesanato
Beleza
Bichos
Budô
Comidas do Japão
Cultura-Tradicional
Culinária
Haicai
História do Japão
Horóscopo
Lendas do Japão
Mangá
Pesca
Saúde
Turismo-Brasil
Turismo-Japão
-
ESPORTES
Copa 2014
-
ESPECIAIS
Imigração
Tratado Amizade
Bomba Hiroshima
Japan House
Festival do Japão
-
COLUNAS
Conversando RH
Mensagens
Shinyashiki
-
CLASSIFICADOS
Econômico
Empregos BR
Guia Profissionais
Imóveis
Oportunidades
Ponto de Encontro
-
INSTITUCIONAL
Redação
Quem somos
-
 
Kingyo
Fotos: Divulgação / Arquivo NB

Ultimamente tem feito muito calor. Os antigos, por não disporem de ventiladores, muito menos de aparelhos de ar-condicionado, procuravam amenizar o calor colocando cortinas nas janelas para obstruir os raios solares, apreciando os sons de fuurin (sinos que soam ao vento) ou criando kingyo (“peixes dourados”, na verdade, vermelhos) para vê-los nadar, o que lhes transmitia sensação de frescor.

EM QUE ÉPOCA KINGYO CHEGOU AO JAPÃO?
Diz-se que neste ano se completa 500 anos desde a introdução do kingyo no Japão. A espécie foi trazida da China para Osaka em 1502, período Muromachi. Entretanto, inicialmente, não foi muito difundida. Depois, no século 17, período Edo, passou a ser muito procurado como animal de estimação entre os nobres, samurais e comerciantes mais prósperos. Dizem que na época era moda ter um desses peixinhos vermelhos em um aquário de vidro chamado de kingyodama (bola de kingyo) e colocá-lo suspenso no teto ou sobre a escrivaninha, para apreciar o seu nado a fim de descansar a mente.

Também com a jardinagem que entrou em voga no Período Edo, devem ter criado tartarugas e peixes em aquários ou cântaros em que cultivavam plantas aquáticas ornamentais. Até 1950, fazia parte da paisagem de verão a figura dos vendedores de kingyo, que transitavam pelas ruas carregando tinas com peixes e aquários para comercialização.

A ORIGEM DE KINGYO
O mais antigo registro sobre a espécie de kingyo originária da China data do século 3. Entretanto, segundo consta, somente no século 12 a espécie passou a ser criada em cativeiro. A espécie é tida como resultado de uma repentina transformação sofrida por uma espécie da família do carássio (um tipo de carpa, peixe de água doce). A cor preta do carássio desapareceu por insuficiência de pigmentação, dando origem a carássios de cor vermelha ou amarela, sendo cruzado com wakin (kingyo japonês), de onde surgiram as inúmeras variedades. Possuem diferenças nas nadadeiras superiores e inferiores. As principais cores que compõem o colorido são o vermelho e o branco, que formam desenhos pelo seu corpo. Há também as variedades em preto e branco. O tamanho varia desde os menores, com cerca de 3 cm, até os criados em tanques que chegam a 30 ou 50 cm. Há registros que foram utilizados como alimento.

QUANTO CUSTA
Atualmente, dizem que há 40 diferentes espécies de kingyo no Japão. Os preços variam de 100 ienes, da variedade mais popular, até 500 mil ienes, os ranchu, que são considerados os reis da espécie e que possuem a cabeça avolumada. Esses, são considerados como um patrimônio.

SIGNIFICADO DO NOME KINGYO
No idioma chinês esta espécie de peixe é chamada de chin’yui, que é homófono à palavra que significa acúmulo de riqueza. Da sua forma escrita, quando lida conforme a maneira japonesa, surgiu o nome kingyo.

 

Arquivo NippoBrasil - Edição 179 - 30 de outubro a 5 de novembro de 2002
Busca
Cultura Tradicional
Arquivo Nippo - Edição 239
Hatsuyume
Arquivo Nippo - Edição 237
Omamori
Arquivo Nippo - Edição 235
Susuharai e Ooharae (Limpeza geral e purificação)
Arquivo Nippo - Edição 233
Provas garantem bom empregos desde o período Edo
Arquivo Nippo - Edição 231
História dos dicionários japonês-português
Arquivo Nippo - Edição 229
Tokonoma
Arquivo Nippo - Edição 227
Cataratas no Japão
Arquivo Nippo - Edição 225
Osekihan nas festividades
Arquivo Nippo - Edição 223
A Festa do Crisântemo
Arquivo Nippo - Edição 221
O Missô na alimentação japonesa
Arquivo Nippo - Edição 219
Miyamoto Musashi
Arquivo Nippo - Edição 217
Yukata
Arquivo Nippo - Edição 215
Gionmatsuri
Arquivo Nippo - Edição 213
Onsen (termas)
Arquivo Nippo - Edição 211
Kyuudoo, a arte do arco e flecha
Arquivo Nippo - Edição 209
Hoogaku: Música tradicional japonesa
Arquivo Nippo - Edição 207
Hinagata
Arquivo Nippo - Edição 205
Karesansui - O Jardim Japonês sem Água
Arquivo Nippo - Edição 203
Rakan, a imagem do Iluminado
Arquivo Nippo - Edição 201
Três grandes personalidades marcantes da era Meiji
Arquivo Nippo - Edição 199
Kiriko (Vidros laminados)
Arquivo Nippo - Edição 197
Sekisho, os Postos de Fiscalização
Arquivo Nippo - Edição 195
Hinamatsuri
Arquivo Nippo - Edição 193
Hanafuda
Arquivo Nippo - Edição 191
Setsubun - Mamemaki
Arquivo Nippo - Edição 189
Gojuu no Too - A torre de cinco andares
Arquivo Nippo - Edição 187
ZEAMI, o criador do Nô
Arquivo Nippo - Edição 185
Feira de Hagoita
Arquivo Nippo - Edição 183
Livros editados pelos cristãos
Arquivo Nippo - Edição 181
Quimono
Arquivo Nippo - Edição 179
Kingyo
Arquivo Nippo - Edição 177
História do Daruma
Arquivo Nippo - Edição 175
Koromogae, trocando de estação e de roupa
Arquivo Nippo - Edição 173
Crisântemo, a flor do Japão
Arquivo Nippo - Edição 171
A história dos estudos japoneses no Brasil
Arquivo Nippo - Edição 169
Higuchi Ichiyo será a primeira figura feminina estampada em cédula japonesa
Arquivo Nippo - Edição 165
O grande Festival de Osorezan


A empresa responsável pela publicação da mídia eletrônica www.nippo.com.br não é detentora de nenhuma agência de turismo e/ou de contratação de decasségui, escolas de línguas/informática, fábricas ou produtos diversos com nomes similares e/ou de outros segmentos.

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante. Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

© Copyright 1992 - 2020 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados