Portal NippoBrasil - OnLine - 19 anos
Sábado, 08 de agosto de 2020 - 9h38
  Empregos no Japão

  Busca
 

SEÇÕES
Comunidade
Opinião
Circuito
Notícias
Agenda
Dekassegui
Entrevistas
Especial
-
VARIEDADES
Aula de Japonês
Automóveis
Artesanato
Beleza
Bichos
Budô
Comidas do Japão
Cultura-Tradicional
Culinária
Haicai
História do Japão
Horóscopo
Lendas do Japão
Mangá
Pesca
Saúde
Turismo-Brasil
Turismo-Japão
-
ESPORTES
Copa 2014
-
ESPECIAIS
Imigração
Tratado Amizade
Bomba Hiroshima
Japan House
Festival do Japão
-
COLUNAS
Conversando RH
Mensagens
Shinyashiki
-
CLASSIFICADOS
Econômico
Empregos BR
Guia Profissionais
Imóveis
Oportunidades
Ponto de Encontro
-
INSTITUCIONAL
Redação
Quem somos
-
 
Higuchi Ichiyo será a primeira
figura feminina estampada em cédula japonesa
 

Higuchi Ichiyo foi considerada a escritora número 1 da Era Meiji (1868-1912): emoção ao descrever personagens oprimidos
Fotos: Divulgação / Arquivo NB

O governo japonês planeja colocar em circulação novas cédulas a partir de 2004. Foi anunciado que na nova nota de 5 mil ienes figurará a imagem feminina de Higuchi Ichiyo, que é uma literata. No Brasil, já foi utilizada a imagem da poeta Cecília Meireles, mas no Japão esta é a primeira vez que se utiliza uma imagem feminina em uma cédula. Busca-se também, com isso, estimular o ânimo econômico nesta fase de recessão mundial.

A vida de Ichiyo

Nasceu em 23 de novembro de 1872, em Tóquio, numa decadente família de samurais. Cursou somente o ensino primário, depois estudou poema tradicional japonês e foi uma autodidata na área de literatura, assimilando as técnicas por meio da leitura dos romances modernos e contemporâneos das bibliotecas. Aos 18 anos, perdeu o pai, vítima de tuberculose pulmonar. Como não era possível depender de seus dois irmãos mais velhos, trabalhou como arrimo de família, tocando uma minúscula venda de utensílios domésticos e doces. Enquanto isso, publicou inicialmente poemas em estilo tradicional japonês e depois, romances. Em 1895 publicou “Takekurabe” (“Comparando a estatura”), que foi a obra que provocou muitos e intensos elogios por parte dos críticos literários e literatos, chegando a ser chamada de “A Murasaki Shikibu ou Seisho Nagon do século 21” (ambas literatas do início do século 11). Entretanto, Ichiyo faleceu aos 25 anos, em novembro de 1896, vítima de tuberculose.


A imagem da escritora estará nas cédulas de 5 mil ienes a partir de 2004

Mesmo na pobreza, em sua casa havia um ambiente como de um sarau. Possuidora de um espírito forte, dizem que Ichiyo tinha facilidade em lidar com as pessoas, possuía um pensamento pessimista, chorava com facilidade, sendo até comentado que na sua vida não tinha espaço para amores. Transmitia a sensação de amadurecimento precoce em relação à sua idade. Dizem também que tinha alto grau de miopia, mas recusava-se terminantemente a usar óculos. Na casa da moeda, há os que manifestam preocupação de que a jovialidade e ausência de rugas no rosto podem facilitar a falsificação da cédula.

A Literatura de Ichiyo

“Takekurabe” : Conta a vida de três meninos que moram em Yoshiwara (zona de prostituição). Um deles é Shinnyo, filho de um monge budista; o outro é Masataro, filho de uma família de agiotas; a terceira, uma menina chamada Midori que tem como destino ser cortesã, como sua irmã. Shinnyo, que está de partida para uma viagem, deixa secretamente uma flor artificial de lírio d’água no portão da casa de Midori. Uma linguagem repleta de romantismo é utilizada para descrever a delicada sensibilidade de adolescente.

“Jusan’ya” (“Décima terceira noite”): Oseki, cansada de ser agredida pelo marido, foge de casa e retorna à casa dos pais. Entretanto, persuadida pelo seu pai, decide voltar para perto de seus filhos. No caminho de volta, quando toma uma condução, percebe que o condutor é um amigo de infância, Rokunosuke. Fica, então, sabendo que por sua causa Rokunosuke havia se arruinado. Ambos se surpreendem pela fugacidade do destino, mas sem outro jeito, ela retorna ao seu lugar.

“Ichiyo Nikki” (“O diário de Ichiyo”): Por não pressupor a existência de leitores, expressa sentimentos profundos do seu pensamento. De uma forma geral, há abundantes contemplações e ponderações de si mesma, de uma forma objetiva. É também muito valorizada a minuciosidade das suas observações em relação aos fatos. Dizem que o diário e suas obras perfazem a frente e o verso do mesmo corpo.

Nascida na Era Meiji com fortes resquícios do feudalismo, numa época em que a posição socioeconômica de uma mulher ainda não tinha a liberdade de hoje, a escritora sujeitou-se aos conceitos de virtude social da época, sem revoltar-se contra a sua realidade e sem clamar pela liberdade feminina. Por ter vivenciado dificuldades, seu romantismo repleto de emoção ao descrever personagens oprimidos, especialmente a complexa psicologia feminina, faz dela a escritora número 1 da Era Meiji, devido à pureza que confere às suas obras. Mesmo hoje, ainda é uma das autoras citadas por apreciadores de literatura.

Praticamente todas as suas obras estão traduzidas para o inglês. Infelizmente, em português somente uma obra: “Wakaremichi”(“A despedida”), editada pela USP. Confira em: [“Contos da Era Meiji”], Geny Wakisaka, organizado pelo Centro de Estudos Japoneses da USP.


Arquivo NippoBrasil - Edição 169 - 21 a 27 de agosto de 2002
Busca
Cultura Tradicional
Arquivo Nippo - Edição 253
Orange Day
Arquivo Nippo - Edição 251
O Aniversário de Buda
Arquivo Nippo - Edição 249
Dia da proteção aos animais
Arquivo Nippo - Edição 247
Hina Ningyoo (Bonecos do Dia das Meninas)
Arquivo Nippo - Edição 245
Oyatsu: O lanche da tarde japonês
Arquivo Nippo - Edição 243
Setsubun - Omen
Arquivo Nippo - Edição 241
Otoshidama
Arquivo Nippo - Edição 239
Hatsuyume
Arquivo Nippo - Edição 237
Omamori
Arquivo Nippo - Edição 235
Susuharai e Ooharae (Limpeza geral e purificação)
Arquivo Nippo - Edição 233
Provas garantem bom empregos desde o período Edo
Arquivo Nippo - Edição 231
História dos dicionários japonês-português
Arquivo Nippo - Edição 229
Tokonoma
Arquivo Nippo - Edição 227
Cataratas no Japão
Arquivo Nippo - Edição 225
Osekihan nas festividades
Arquivo Nippo - Edição 223
A Festa do Crisântemo
Arquivo Nippo - Edição 221
O Missô na alimentação japonesa
Arquivo Nippo - Edição 219
Miyamoto Musashi
Arquivo Nippo - Edição 217
Yukata
Arquivo Nippo - Edição 215
Gionmatsuri
Arquivo Nippo - Edição 213
Onsen (termas)
Arquivo Nippo - Edição 211
Kyuudoo, a arte do arco e flecha
Arquivo Nippo - Edição 209
Hoogaku: Música tradicional japonesa
Arquivo Nippo - Edição 207
Hinagata
Arquivo Nippo - Edição 205
Karesansui - O Jardim Japonês sem Água
Arquivo Nippo - Edição 203
Rakan, a imagem do Iluminado
Arquivo Nippo - Edição 201
Três grandes personalidades marcantes da era Meiji
Arquivo Nippo - Edição 199
Kiriko (Vidros laminados)
Arquivo Nippo - Edição 197
Sekisho, os Postos de Fiscalização
Arquivo Nippo - Edição 195
Hinamatsuri
Arquivo Nippo - Edição 193
Hanafuda
Arquivo Nippo - Edição 191
Setsubun - Mamemaki
Arquivo Nippo - Edição 189
Gojuu no Too - A torre de cinco andares
Arquivo Nippo - Edição 187
ZEAMI, o criador do Nô
Arquivo Nippo - Edição 185
Feira de Hagoita
Arquivo Nippo - Edição 183
Livros editados pelos cristãos
Arquivo Nippo - Edição 181
Quimono
Arquivo Nippo - Edição 179
Kingyo
Arquivo Nippo - Edição 177
História do Daruma
Arquivo Nippo - Edição 175
Koromogae, trocando de estação e de roupa


A empresa responsável pela publicação da mídia eletrônica www.nippo.com.br não é detentora de nenhuma agência de turismo e/ou de contratação de decasségui, escolas de línguas/informática, fábricas ou produtos diversos com nomes similares e/ou de outros segmentos.

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante. Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

© Copyright 1992 - 2020 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados