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Arquivo NippoBrasil - Edição 135 - 19 de dezembro de 2001 a 8 de janeiro de 2002
 
Oshogatsu - Ano Novo

Fotos: Divulgação / Arquivo NB

Orações e pedidos para o ano que se inicia


Manhã do dia primeiro: visitas ao templo e orações pela paz e saúde

Bem, o ano novo (em japonês, oshogatsu) era a principal atividade do calendário japonês, mas hoje em dia isso está mudando. Um costume antigo que ainda hoje muitos praticam é saborear soba (macarrão com caldo) enquanto ouvem o soar das 108 badaladas dos sinos dos templos (segundo o Budismo, é a quantidade dos desejos mundanos que o ser humano possui), e na manhã do dia primeiro visitam os templos xintoístas próximos às suas casas para orar pela saúde dos familiares, parentes e aldeões e também pela paz no decorrer do novo ano. Evidentemente, oram também nos nichos e oratórios das respectivas residências para cumprimentar seus antepassados. Na primeira visita do ano aos templos, oferecem moedas, adquirem hamaya (flechas que eliminam os maus fluidos da casa, antigamente eram usados como presentes para meninos que passavam o seu primeiro ano novo), omamori (amuletos com nomes de vários deuses, para proteção individual ou da família) ou ema (figura de cavalo desenhada numa pequena tábua de 14 X 9 cm, por ser o cavalo considerado um ser sagrado, utilizado pelos deuses como cavalgadura) para registrar ali os seus desejos. Também adquirem omikuji para saber se terá sorte no ano, e caso o conteúdo não seja muito bom, deixam os papéis amarrados nas árvores do templo.


O que a comida representa na virada do ano


Entre outras delícias, ovas de arenque e inhame: saúde e felicidade

O cardápio para festejar o ano novo é o ozooni e osechi ryori. No final do ano ouviam-se os sons de socar moti em todas as casas. Hoje já compra-se pronto nas lojas de departamentos ou ainda fazem-nos em práticos e recém-inventados aparelhos de socar moti. No Japão, por ser um país agrícola, acreditava-se que moti feito a partir de arroz continha a força divina. E ao comê-lo adquiria-se seus poderes espirituais. Nos dias de hoje, muitos preferem passar o ano novo viajando para o exterior ou dentro do próprio país, ou ainda em estações de esqui. Assim, evitam as tarefas cansativas de receber as visitas do ano novo. O osechi ryori é um prato especial do ano novo (preparo que conservaria por três dias, para que a dona de casa não precisasse ficar demasiadamente atarefada). Utilizavam ingredientes que traziam saúde e felicidade como, por exemplo, as ovas de arenque e inhame, que dão em grande quantidade, era uma forma de desejar a prosperidade dos descendentes. O feijão preto, que significava que se trabalhasse com diligência, era uma iguaria cujo preparo se ensinava de mãe para a filha em cada família. Entretanto, com a mulher trabalhando fora, passou a ser comprado pronto.


Dinheiro para as crianças


Otoshidama: dinheiro dado pelos pais ou avôs

Depois de saborear o ozooni (caldo com moti), as crianças recebem o chamado otoshidama, ou dinheiro dado pelos avôs ou pais. Entretanto, nos dias de hoje as crianças já não se contentam com trocadinhos. Segundo dizem, há crianças que cursam escolas primárias recebendo entre 50 e 100 mil ienes como otoshidama. Parece que os japoneses se tornaram extravagantes nos gastos após o período do grande desenvolvimento econômico, mas após a queda da “bolha econômica” parecem viver um clima de contenções de gastos.


Período importante do calendário japonês

As atividades marcadas no calendário deram ritmo às vidas das pessoas, e eram momentos de comunicação com as divindades e também entre as pessoas. Com a modernização, o homem moderno, sempre muito ocupado, vê nessas atividades somente uma oportunidade para descanso. É necessário que se repense sobre a importância das atividades anuais do calendário.

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