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Arquivo NippoBrasil - Edição 131 - 21 de novembro a 4 de dezembro de 2001
 
Livros japoneses

Livros do final do século 19: o detalhe ao lado mostra a conhecida encadernação chinesa, feita com linha

Fotos: Divulgação / Arquivo NB

Dia 23 de novembro é o Dia Mundial do Livro. O atual formato do livro só foi possível com a invenção do método de fabricação do papel pela China no início do século 2, e com a invenção da impressora pelo Gutemberg em meados do século 15. Naturalmente, mesmo antes disso haviam registros escritos desde que a escrita foi inventada. Dizem que no Japão a escrita (kanji) foi introduzida na China na segunda metade do século 6, por meio de livros do budismo, e o método de fabricação do papel, segundo registros oficiais, chegou da China no início do século 7 passando por Coréia. O papel japonês tem durabilidade maior que o papel ocidental, assim, ainda estão conservados os registros governamentais de 1.200 anos atrás.

Antes da invenção do papel, escreviam-se em madeira ou bambu. Eram utilizadas peças de bambu chamadas de kan com 25 a 75 cm, onde eram escritas cerca de 8 a 30 letras e com 90 cm2 onde cabiam cerca de 30 a 90 letras. Para registrar volumes acima disso, amarrava-se várias peças de kan com tiras de couro.

No Período Nara, foi introduzida na China a impressão com tipos de madeira, com os quais foram impressos os livros budistas. No entanto, o método não se difundiu devido ao fato de que, tecnicamente, a transcrição manual era mais econômica. O método consistia em esculpir as letras escritas numa tábua de madeira, como se fosse uma versão escrita de ukiyo-e. Os livros ora eram em forma de roloss ora dobrados (em forma de livros), e foram criadas formas de encadernação no estilo próprio dos japoneses.

Modernidade

A técnica moderna de impressão foi proporcionada pelos jesuítas portugueses em 1590. Durante um período de 20 anos, foram impressos livros para divulgação do Cristianismo com a utilização dos tipos em bronze, principalmente na região de Kyushu. Entretanto, com a ordem de expulsão dos cristãos, essas bibliografias foram queimadas. Na mesma época, Toyotomi Hideyoshi apossou-se de uma impressora em bronze, resultado da conquista da Coréia, mas esta técnica não se difundiu por motivos econômicos. Como havia necessidade de fabricar dezenas de milhares de tipos, mesmo durante o Período Edo, só eram utilizados os métodos de matrizes em madeira. Os assuntos dos livros consistiam em Budismo, filosofia chinesa, poemas chineses e livros de leitura com poucas letras e grandes ilustrações para poderem ser lidos mesmo por crianças e mulheres, antologias dos grupos de poetas de poesia japonesa, haicai etc. As edições dos livros budistas eram patrocinadas por grandes templos. Mesmo hoje, as edições originais estão conservadas. Assim, havia uma clara distinção com estas e as editoras que produziam livros de filosofia, livros técnicos e ainda livros voltados para a população em geral.

Proibições

A censura também era rigorosa; assim, quando foram editados livros contendo críticas ao sistema feudal e ao governo de Tokugawa, os autores foram condenados à pena de acorrentamento das mãos e a editora, ao pagamento de multa e proibição de edição.

Mercado

Os livros eram artigos caros e, por isso, nem todos podiam adquiri-los. A população em geral obtinha os livros emprestados de locadoras por um preço acessível (preço aproximado de uma porção de soba). A partir da Era Meiji, o governo adquire conhecimentos sobre técnicas ocidentais de impressão e passa a imprimir documentos públicos e moedas de papel. Graças à educação aplicada desde a Era Edo, o nível de alfabetização é alto, e isso aliado ao hábito de leitura do povo, a indústria da editoração possui um amplo mercado.

Pensa-se que com o surgimento do computador, as formas de editoração sofrerão alterações, mas os livros nunca haverão de desaparecer.

 
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