Portal NippoBrasil - OnLine - 19 anos
Quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024 - 18h37
  Empregos no Japão

  Busca
 

SEÇÕES
Comunidade
Opinião
Circuito
Notícias
Agenda
Dekassegui
Entrevistas
Especial
-
VARIEDADES
Aula de Japonês
Automóveis
Artesanato
Beleza
Bichos
Budô
Comidas do Japão
Cultura-Tradicional
Culinária
Haicai
História do Japão
Horóscopo
Lendas do Japão
Mangá
Pesca
Saúde
Turismo-Brasil
Turismo-Japão
-
ESPECIAIS
Imigração
Tratado Amizade
Bomba Hiroshima
Japan House
Festival do Japão
-
COLUNAS
Conversando RH
Mensagens
Shinyashiki
-
CLASSIFICADOS
Econômico
Empregos BR
Guia Profissionais
Imóveis
Oportunidades
Ponto de Encontro
-
INSTITUCIONAL
Redação
Quem somos
-
Arquivo NippoBrasil - Edição 129 - 24 de outubro a 6 de novembro de 2001
 
Ryokan, hospedaria estilo japonês

Jin’ya era uma instalação tipo cinco-estrelas, que acomodava os daimiôs, nobres ou funcionários de alto escalão. Já kichin’yado era uma hospedagem mais popular, como a retratada no filme “Depois da Chuva”, último roteiro de Akira Kurosawa

Fotos: Divulgação

Dizem que, como conseqüência do ataque terrorista aos Estados Unidos que abalou o mundo inteiro, muitas pessoas estão cancelando suas viagens. É claro que existem aquelas que nem sequer podem pensar em viagens.

Mas desde quando o povo japonês passou a poder apreciar os prazeres de uma viagem? Foi a partir do início do século 17, quando as agitações da guerra se acalmaram e surgiu o governo feudal do clã Tokugawa. Havia na classe dos guerreiros um sistema de rodízio chamado sankin kootai, em que permaneciam por cerca de um ano prestando serviços ao governo feudal de Edo (na época, a capital),e após esse período, retornavam ao seu feudo para governar. Os comerciantes, por sua vez, viajavam pelo país todo para vender seus produtos. E quanto às viagens dos populares? Em primeiro lugar, as pessoas viajavam para visitar templos. Centenas de milhares de pessoas deslocavam-se para visitar locais como o Templo Xintoísta de Ise (Província de Mie), o konpira (Província de Kagawa, em Shikoku) ou o Templo Budista Zenkoji (Província de Nagano). E nessas viagens havia outras atrações, como repousos em termas.

Como eram os hotéis

Dia 9 de novembro é o Dia do Hotel. Em qualquer país há hotéis de todos os níveis, desde os cinco-estrelas até os albergues. E onde se hospedavam os viajantes antigamente? Primeiramente, havia os correspondentes aos nossos hotéis cinco-estrelas que se chamavam Jin’ya. Eram instalações utilizadas pelos daimiôs, altos funcionários públicos e nobres. Possuíam um portal, tratando-se de imponentes construções no estilo shoinzukuri. Os daimiôs encostavam suas liteiras na entrada das hospedarias, de modo que não pisavam em terra sem calçamento para entrar. Os proprietários de Jin’ya eram pessoas poderosas da região, muitos deles com sobrenome e permissão para portar espada.

E quanto à população que não possuía condições financeiras? Atualmente, as hospedarias oferecem duas refeições por dia, mas no início da Era Edo, não havia instalações para tanto. Portanto, os viajantes precisavam levar seus mantimentos ou comprá-los no local e preparar as próprias refeições. Chamavam-se Kichin’yado as hospedarias que permitiam que seus hóspedes cozinhassem mediante pagamento de taxas para obtenção de lenha. Com a expansão da prática de viajar, aumentaram muitas hospedarias que ofereciam refeições comuns, e estas eram chamadas de Hatago. Paralelamente, os Kichin’yado de baixo custo continuavam a operar devido às necessidades dos viajantes pobres e saltimbancos. O filme “Ame Agaru” (“Depois da Chuva”, 1999), o último roteiro de Akira Kurosawa (dirigido por seu assistente Takashi Koizumi depois da morte de Kurosawa), tem como cenário um autêntico Kichin’yado.

Na segunda metade da Era Edo cresceu o número de populares que viajavam, ampliando, assim, os locais de hospedagem, o que ocasionou aliciações de hóspedes, serviços de bebidas alcoólicas, jogos de azar etc. Instalações confiáveis nas quais a população, principalmente as mulheres, pudesse hospedar-se com tranqüilidade passaram a ser necessárias. Para atender a essas necessidades, os comerciantes de Osaka deram início ao Naniwakoo, em 1804: eram identificadas com placas de Naniwakoo as hospedarias selecionadas que não permitiam a presença de aliciadores, bebidas e jogos de azar. Assim, as hospedarias que ostentassem tal placa asseguravam tranqüilidade.

Diferença de estilos

Atualmente, está diminuindo drasticamente o número de hospedarias em estilo genuinamente japonês, pressionadas pela falta de mão-de-obra. Outro motivo dessa queda é que os hotéis são mais cômodos para os hóspedes que já estão acostumados aos hábitos de vida ocidentais. Também as diárias das hospedarias tradicionais genuinamente japonesas são extremamente caras. Para estrangeiros, as hospedarias japonesas causam a impressão de falta de privacidade. Não há chaves nas portas corrediças. Muitos hotéis adotam portas ocidentais com designs em estilo japonês por dentro. Os banhos coletivos em termas também causam estranheza, apesar de já estarem separados em alas feminina e masculina.

Há ainda como opções de hospedagem os minshuku (hospedarias administradas por famílias, um tipo de pensão), e também alojamentos administrados pelo governo e entidades públicas regionais.

 
Busca
Cultura Tradicional
Arquivo Nippo - Edição 329
O suicídio antes e depois da internet
Arquivo Nippo - Edição 327
A história do ensino da língua japonesa no exterior
Arquivo Nippo - Edição 325
Cerimônias de casamento ontem e hoje
Arquivo Nippo - Edição 323
Pet shops
Arquivo Nippo - Edição 321
O monumento da “criança e a bomba atômica”
Arquivo Nippo - Edição 319
Bon-odori
Arquivo Nippo - Edição 317
As características das mulheres por província
Arquivo Nippo - Edição 315
Tanabata Matsuri – O Festival das Estrelas
Arquivo Nippo - Edição 313
Museu em Yokohama apresenta a história dos japoneses no exterior
Arquivo Nippo - Edição 311
Minamoto-no-Yoshitsune
Arquivo Nippo - Edição 309
O taikô japonês
Arquivo Nippo - Edição 307
Festejos e tradições de Tango no Sekku
Arquivo Nippo - Edição 305
A Golden Week e as viagens
Arquivo Nippo - Edição 301
A cerimônia de formatura e o uso do hakama como traje oficial
Arquivo Nippo - Edição 299
Abertura dos portos – um passo em direção à sociedade internacional
Arquivo Nippo - Edição 297
Hinamatsuri
Arquivo Nippo - Edição 295
Setsubun marca mudança de estação
Arquivo Nippo - Edição 293
Kagamibiraki
Arquivo Nippo - Edição 290
Joya-no-kane: O bater dos sinos na passagem do ano
Arquivo Nippo - Edição 287
As sete divindades da felicidade (Shichifukujin)
Arquivo Nippo - Edição 285
Dia do shogui
Arquivo Nippo - Edição 283
Chushingura
Arquivo Nippo - Edição 281
Dia Internacional Contra a Guerra
Arquivo Nippo - Edição 277
A pintura ocidental japonesa
Arquivo Nippo - Edição 275
Casamentos e pérolas
Arquivo Nippo - Edição 273
Dia da Prevenção contra Catástrofes
Arquivo Nippo - Edição 271
História e origem do banho de ofurô
Arquivo Nippo - Edição 269
Idades do azar: descubra quais são e como é possível livrar-se delas
Arquivo Nippo - Edição 267
Okoden e missas em memória de falecidos
Arquivo Nippo - Edição 265
Tanabata e tanzaku
Arquivo Nippo - Edição 263
Tatuagem – Irezumi


A empresa responsável pela publicação da mídia eletrônica www.nippo.com.br não é detentora de nenhuma agência de turismo e/ou de contratação de decasségui, escolas de línguas/informática, fábricas ou produtos diversos com nomes similares e/ou de outros segmentos.

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante. Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

© Copyright 1992 - 2022 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados