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Arquivo NippoBrasil - Edição 125 - 11 a 24 de outubro de 2001
 
Kodo - A arte de apreciar fragrâncias

Fotos: Divulgação

No dia 17 de outubro, haverá, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, uma demonstração de kodo (arte de apreciar fragrâncias) por um especialista do Japão. A história de kodo teve início com a introdução do Budismo no Japão no século 6, por meio da oferenda de fragrâncias, que servia para purificar o ambiente, em frente do santuário. Partes de árvores aromáticas eram queimadas ou transformadas em pó e misturadas com mel para queimar diante do altar budista. Posteriormente, no século 8, os aromáticos eram utilizados pelos nobres para finalidades práticas, como perfumar o aposento ou as vestes. Foram atribuídos nomes de flores para cada fragrância, de onde surgiu a brincadeira de adivinhar o nome dos perfumes sentindo os aromas. A partir do Período Muromachi, o ato de apreciar as fragrâncias passou a ser visto como uma forma de arte, sendo então chamado de kodo. A partir do século 18, lhe são acrescentados ingredientes do sado. Por um lado, surgiu entre os nobres o Oieryu, que coloca como ponto principal a fragrância e a literatura e, por outro lado, o Shinoryu que prezava a cerimônia entre os samurais. A arte difundiu-se também entre os populares, sendo continuada até os dias de hoje. Foram editados vários livros a respeito de kodo, desde introdução a essa arte até teses de pesquisadores.

Aromas

São chamadas de árvores aromáticas as que produzem os perfumes, sendo conhecidos o sândalo e o aloés. Podemos destacar ranjatai, a madeira especial de 1,5m e 12 quilos guardada em Shosoin, Nara (Shosoin: abriga coleção de objetos que pertenceram ao Imperador Shomu, oferendas de silk-road e demais objetos de valor), que fora apreciada por imperadores e shoguns ao longo da história, tendo marcas de centímetros de cortes efetuados nela. As árvores aromáticas são, na sua maioria, importadas da China ou Sudoeste Asiático.

O jogo

Chamava-se kumikoo o jogo de adivinhar os nomes dos perfumes resultantes da mesclagem de várias madeiras aromáticas. Como esses nomes eram escolhidos dentre as obras de literatura clássica, a participação no jogo exigia conhecimentos de literatura. Primeiramente, o anfitrião acendia o incenso e o incensário era passado de mão em mão, entre os convidados. Ao receber o incensário em mãos, o procedimento é endireitar a postura, abaixar o queixo, serenar a mente e colocar o incensário sobre a mão esquerda , cobrindo-o com a mão direita. Com o dedo indicador e polegar da mão direita deve-se formar um orifício, por onde se deve aspirar profundamente o perfume para senti-lo. Repete-se o ato por três vezes. Depois, passa-se o incensário para a pessoa seguinte, sem retê-lo por muito tempo, e escreve-se no papel o nome do perfume. Por fim, os nomes dos perfumes são revelados e faz-se a pontuação. Era uma espécie de jogo, mas, ao mesmo tempo, era uma forma de encontrar-se solitário passeando pelo mundo do incenso, mantendo a harmonia com o grupo.

A prática

A prática teve o seu auge na Era Genroku (1688 – 1704), Período Edo, mas atualmente não é tão utilizada quanto o ikebana ou a cerimônia do chá. O motivo é o alto custo de madeiras aromáticas e a extinção das atividades sociais das classes altas. Porém, na atual abundância material mas de alta competição, devido a estresses psicológicos e à constante ameaça de crise econômica, a procura pelo kodo, que acalma a mente e faz as pessoas viajarem pelo mundo da meditação, parece estar voltando entre as pessoas que buscam um melhor modo de viver.

Apreciar fragrâncias de plantas, de incensos está se popularizando no Brasil com a aromaterapia, mas a arte do kodo ainda não se difundiu de forma oficial. Que tal resgatar a tranqüilidade de espírito passeando pelo mundo de kodo?

 

*Esta página foi elaborada pelos professores da Aliança Cultural Brasil-Japão,
especialmente para o NIPPO-BRASIL.
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