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Arquivo NippoBrasil - Edição 108 - 14 a 20 de junho de 2001
 
Nakoudo

(Fotos: Fundação Japão / Divulgação)

No Brasil, em junho, as festas juninas acontecem por todo o país. A mais popular com certeza é a festa de Santo Antônio. Santo Antônio é o santo preferido das mulheres, o santo casamenteiro, o santo das relações amorosas. Nessas festas da cultura popular brasileira há sempre o “casamento”. No Japão também há um deus das relações afetivas, mas não um deus específico. Em qualquer templo há as orações e pedidos para os enlaces.

A nível mundial as mulheres têm estudado mais e o que se percebe é que o número de mulheres que casa antes dos 20 anos se reduz proporcionalmente ao aumento do nível de escolaridade. Atualmente elas preferem dedicar-se à carreira do que ao lar para obterem a independência financeira. O número de homens que se casam na idade ideal ou que casam jovens também sofreu redução. O número de mulheres que não pretendem casar-se mas pretendem uma produção independente também aumentou.

Vejamos alguns dados estatísticos. A idade média de casamento é de 28,7 anos para o sexo masculino e de 26,8 anos para o feminino. Em número de matrimônios por ano o pico foi de 1.100.000 em 1972, 782.000 em 1999 e 784.595 em 2000, uma média de 1 casamento a cada 40 segundos. O número de divórcios foi de 100.000 em 1970, 250.538 em 1999 e no ano passado ficou em 243.183, uma média de 1 divórcio a cada 2 minutos e 10 segundos, média equivalente a de países europeus como França e Holanda. O número de casamentos arranjados (miai) era de 63% em 1955 reduzindo-se drasticamente para 7% em 1998.

Quando perguntado sobre o que pensavam sobre o casamento os dados foram os seguintes:

Com o estabelecimento da democracia após a guerra e de uma educação menos rígida, os casamentos acordados entre famílias e os casamentos arranjados decresceram e o casamento por amor tornou-se o óbvio. No entanto, a figura do nakoudo (padrinho casamenteiro) continuou praticamente inalterada. Esse costume é antigo e há registros até no Kojiki, onde o padrinho era chamado de nakahito. Sua função era apresentar a vontade do noivo à família da noiva e geralmente era parente do noivo.

Antigamente, o casamento era diferente e os noivos iam morar com a família da noiva (mukoirikon) mas com o passar dos tempos os costumes mudaram e, na Era Medieval, época dos samurais, o casal começou a morar longe ou com a família do noivo (yomeirikon). Essa mudança, trouxe a necessidade de que o nakoudo intermediasse tanto a família do noivo quanto da noiva. Surgiram então dois tipos de nakoudo. Havia o nakoudo que ficava responsável pelo entendimento entre as partes e o outro era geralmente a pessoa de mais status na família. Era sempre esperado que o nakoudo desse apoio ao casal por um longo tempo.

Hoje em dia pede-se a superiores ou veteranos no trabalho e a professores que desempenhem a função de nakoudo. Seria o correspondente no Brasil ao padrinho e madrinha, mas no Japão, essa função é mais oficial e levada a sério. O nakoudo deve ser uma pessoa respeitável, que não se incomode em prestar auxílio aos outros, um exemplo de vida, e ter uma vida matrimonial perfeita. Ser um conselheiro aos noivos que iniciam sua nova vida. E caso o casamento acabe em divórcio, é esperado que o nakoudo aja com calma e de maneira justa.

Na recepção, o nakoudo é um convidado de honra e tem o dever de tranqüilizar os recém-casados. É também o primeiro a falar na festa. Suas palavras não devem ser longas mas sim alegres, polidas e causar uma boa impressão aos presentes. Para tanto ele deve colher informações sobre o casal antecipadamente.

No Japão dizem que você deve ser nakoudo três vezes na vida. O matrimônio só existe porque houve alguém que fez o papel de nakoudo, e para retribuir a esse fato devemos fazer o mesmo papel para três jovens. No começo é difícil pois não se pode levar em conta só uma família e desprezar a opinião da outra. Ao contrário, deve-se respeitar as vontades de ambos os lados e refletir bem. Em uma família que mantém as tradições o cuidado deve ser redobrado. O nakoudo deve ajudar a encontrar um parceiro não só para os momentos de felicidade mas também para os momentos de infortúnios e tristezas, um parceiro para todo o sempre.

 

*Esta página foi elaborada pelos professores da Aliança Cultural Brasil-Japão,
especialmente para o NIPPO-BRASIL.
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