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Arquivo NippoBrasil - Edição 097 - 29 de março a 4 de abril de 2001
 
Hanami

(Fotos: Reprodução / Divulgação)

Quando vai chegando o final de março grande parte dos japoneses voltam suas atenções para a televisão, para saber especificamente sobre a cerejeira. Durante um mês a mídia publica boletins freqüentes sobre o surgimento de bulbos, sobre o florescimento e queda das flores de sakura (cerejeira) de norte a sul do país. A árvore de sakura não tem a mesma solenidade do matsu (pinheiro), nem a dignidade do ume (ameixeira) ou a graça do yanagi (salgueiro) mas suas flores a queda só duram cerca de uma semana. E esta efeme­ridade é que atrai os japoneses. Suas flores remetem a lembranças pessoais e agradáveis.

A flor da cerejeira é a flor nacional e para os japoneses falar em flor é falar da cerejeira. Da mesma família das rosáceas não possui o perfume ou a amabilidade da rosa. Alguns estrangeiros dizem que a flor de cerejeira parece com o japonês. É pequena quando está só, mas em conjunto demonstra grande atividade e impressiona quem está ao redor.

A flor da cerejeira talvez tenha algum tipo de magia, ligada ao presságio ou profecias. Os antigos diziam que podiam prever a colheita do ano conforme o florescer das cerejeiras.

O Hanami (observação das cerejeiras) tornou-se popular só na Era Edo, até então era uma atividade apreciada pela Realeza ou Nobreza. A popularização só ocorreu após o fim de uma longa guerra, com o surgimento do Shogunato de Tokugawa, devido a estabilização política, econômica e social. As festas com dança, canto e muita animação aos pés das cerejeiras não é algo tão recente. O tema cerejeira é freqüente nos ukiyoe (estilo de arte, tradução literal seria “desenho do mundo flutuante”) e no byôbue (desenhos feitos no biombo) onde se podem ver pessoas em intensa atividade aos pés da cerejeira seja tocando koto ou shamisen, dançando, cantando, tomando chá, jogando gô ou shogi etc. Todos se divertiam ao redor das cerejeiras.

As ilustrações de pessoas admirando a cerejeira carregada de flores ou de pessoas passeando em meio a chuva de sua pétalas denotam uma época de paz. Os artistas devem ter sido atraídos pela beleza da queda das flores.

A cerejeira, símbolo nacional, é do tipo someiyoshino, diferente das cerejeiras que podem ser vistas em São Paulo que são do tipo Okinawa Sakura ou Taiwan Sakura.
Desde tempos remotos a cerejeira tem sido cantada em poemas e poesias.

No Kokonshû (coletânea de poesias compiladas desde o século 10 por ordem do Imperador) há um poeta que em seu poema diz que se não houvesse cerejeiras poderia passar tranqüilamente a primavera pois não teria de se preocupar em saber quando cairiam as flores de cerejeira. “Yo no naka ni taete sakura no nakariseba haru no kokoro wa nodoke karamashi”, Narihiro Ariwarano.

Na mesma coletânea uma mulher de extrema beleza tem uma canção em que conta que observando uma chuva que se prolongava por dias e dias viu as flores passarem da maturação e se descolorirem, o tempo decorreu solitário e sua silhueta também se descoloriu, estabelecendo uma relação entre a natureza e seu sentimento de paixão. “Hana no iro wa utsuri ni kerina itazura ni. Wagami ni furunaga meseshima ni”, Komachi Onono.

Já Houshi Saigyou, o grande poeta japonês, diz que se pudesse escolher o momento de sua morte, gostaria de estar aos pés de uma cerejeira na primavera. “Negawakuba hana no shita ni te haru shinamu sono kirazaki no motizuki no koro”, Houshi Saigyou.


*Esta página foi elaborada pelos professores da Aliança Cultural Brasil-Japão,
especialmente para o NIPPO-BRASIL.
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