Portal NippoBrasil - OnLine - 19 anos
Quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024 - 18h29
  Empregos no Japão

  Busca
 

SEÇÕES
Comunidade
Opinião
Circuito
Notícias
Agenda
Dekassegui
Entrevistas
Especial
-
VARIEDADES
Aula de Japonês
Automóveis
Artesanato
Beleza
Bichos
Budô
Comidas do Japão
Cultura-Tradicional
Culinária
Haicai
História do Japão
Horóscopo
Lendas do Japão
Mangá
Pesca
Saúde
Turismo-Brasil
Turismo-Japão
-
ESPECIAIS
Imigração
Tratado Amizade
Bomba Hiroshima
Japan House
Festival do Japão
-
COLUNAS
Conversando RH
Mensagens
Shinyashiki
-
CLASSIFICADOS
Econômico
Empregos BR
Guia Profissionais
Imóveis
Oportunidades
Ponto de Encontro
-
INSTITUCIONAL
Redação
Quem somos
-
Arquivo NippoBrasil - Edição 094 - 8 a 14 de março de 2001
 
A história do Obi

(Fotos: Reprodução / Divulgação)

A grande maioria dos obis (faixas utilizadas nos quimonos) produzidos hoje no Japão vem da região de Quioto, conhecido como Nishijin. O obi evoluiu ao longo do século oito. Sua forma atual foi elaborada nos anos de 1700, quando a arte têxtil japonesa alcançou um alto nível de qualidade.

Criado para retratar as estações do ano, assim como as diferentes ocasiões, o obi veio para revelar a variedade de cores e desenhos, do estilo mais formal ao mais informal. Embora os tecidos tenham suas variações, o mais interessante de tudo são as combinações de seda que se encontram no tecido japonês mais fino.

O obi é considerado parte importante do vestuário feminino, talvez até mais que o próprio quimono. Os acessórios são escolhidos cuidadosamente para ressaltar a beleza do obi. Um belo obi, muitas vezes, pode custar muito mais do que o próprio quimono.

 

Estilos de obi

Enquanto há só dois estilos de obi para os homens, há uma grande variedade para as mulheres. A classificação do estilo é baseado na forma como é feitos e relacionado às ocasiões em que são usados. Tecidos, cores e formas são variadas, algumas mais apropriadas a uma estação do ano, outras para mulheres casadas, para solteiras e assim por diante.

Maru obi
O mais formal de todos os obi. Geralmente feito com um bordado bastante elaborado e decorado com fios de ouro, o maru obi era bastante popular no Período Meiji e Taisho. Hoje em dia está quase em desuso devido ao seu peso desconfortável e seu preço exorbitante. Com exceção de casamentos e ocasiões bem formais, o maru obi raramente é usado hoje em dia.

Hanhaba obi
É nomeado assim porque tem a metade da largura de outros obis, aproximadamente 15 cm. Obi de estilo mais informal, o hanhaba é ideal para ser usado com o quimono em casa, por baixo da um hatori (uma espécie de casaco de quimono) ou com quimono de crianças. Geralmente o tecido e a forma desse obi reflete o estilo simples do quimono de todos os dias. Entretanto, um dos hanhaba mais enfeitados que você encontrar costurado no estilo maru é, provavelmente, feito através de um maru obi “reciclado”, com uma forma mais estreita. O hanhaba das crianças é feito com as cores mais brilhantes que se possa imaginar, mais estampada do que bordada.

Fukuro obi
Um pouco menos formal que o maru obi é o fukuro obi (com dois nós). Este estilo de obi foi criado no final dos anos de 1920. Supõe-se que o primeiro foi exibido na loja de departamento Mitsukoshi em 1927. O tecido é, novamente, um fino bordado ou tapeçaria, mas o fukuro obi é mais fácil de ser usado e menos volumoso que o primeiro.

Nagaya obi
O obi mais conveniente para as mulheres dos dias de hoje é o Nagoya obi, o primeiro feito na cidade de Nagóia no final da Era Taisho (1912-1926). Claro e mais simples que o fukuro ou o maru obi, o Nagoya obi caracteriza-se por uma porção de obi sendo pré-dobrados e costurados na metade. A parte estreita envolve a cintura e grande parte do tecido forma o laço que fica nas costas. Uma observação mais minuciosa irá mostrar que, quando usado, o Nagoya obi é amarrado com um nó simples, ao passo que o maru ou o fukuro obi, sendo mais longos, possuem dois nós. Uma boa parte dos Nagoya obi são bem mais baratos que os longos obis pois são feitos para baratear os custos. Contudo, suas formas e cores podem ser muito bonitas.

Hon-fukuro obi
Um hon-fukuro obi (com três nós) é um obi que foi, na verdade, tecido em estilo de fronha sem costura.

 

Existem obis que são todo pretos e todo brancos. O preto pode ser feito da mais fina seda com desenhos bem discretos. Sombrio, mas belo, o obi negro é usado como parte do traje de luto ou por respeito a um parente morto. O obi branco, por sua vez, é tradicionalmente usado pela noiva em sua cerimônia de casamento; antes da Era Taisho (1912-1926), uma viúva podia se vestir toda de branco significando que a mesma nunca mais se casaria.

Em geral, existe uma hierarquia do estilo de obi baseado no tipo de quimono que podem ser usado para cada tipo de ocasião. Os mais formais são os bordados, metálicos ou coloridos. Com o tempo, os melhores obis já são considerados itens de colecionadores. O mais caro e também o mais raro obi é o maru obi, devido ao seu tamanho, largura e também pelos bordados detalhados que apresenta.

Busca
Cultura Tradicional
Arquivo Nippo - Edição 329
O suicídio antes e depois da internet
Arquivo Nippo - Edição 327
A história do ensino da língua japonesa no exterior
Arquivo Nippo - Edição 325
Cerimônias de casamento ontem e hoje
Arquivo Nippo - Edição 323
Pet shops
Arquivo Nippo - Edição 321
O monumento da “criança e a bomba atômica”
Arquivo Nippo - Edição 319
Bon-odori
Arquivo Nippo - Edição 317
As características das mulheres por província
Arquivo Nippo - Edição 315
Tanabata Matsuri – O Festival das Estrelas
Arquivo Nippo - Edição 313
Museu em Yokohama apresenta a história dos japoneses no exterior
Arquivo Nippo - Edição 311
Minamoto-no-Yoshitsune
Arquivo Nippo - Edição 309
O taikô japonês
Arquivo Nippo - Edição 307
Festejos e tradições de Tango no Sekku
Arquivo Nippo - Edição 305
A Golden Week e as viagens
Arquivo Nippo - Edição 301
A cerimônia de formatura e o uso do hakama como traje oficial
Arquivo Nippo - Edição 299
Abertura dos portos – um passo em direção à sociedade internacional
Arquivo Nippo - Edição 297
Hinamatsuri
Arquivo Nippo - Edição 295
Setsubun marca mudança de estação
Arquivo Nippo - Edição 293
Kagamibiraki
Arquivo Nippo - Edição 290
Joya-no-kane: O bater dos sinos na passagem do ano
Arquivo Nippo - Edição 287
As sete divindades da felicidade (Shichifukujin)
Arquivo Nippo - Edição 285
Dia do shogui
Arquivo Nippo - Edição 283
Chushingura
Arquivo Nippo - Edição 281
Dia Internacional Contra a Guerra
Arquivo Nippo - Edição 277
A pintura ocidental japonesa
Arquivo Nippo - Edição 275
Casamentos e pérolas
Arquivo Nippo - Edição 273
Dia da Prevenção contra Catástrofes
Arquivo Nippo - Edição 271
História e origem do banho de ofurô
Arquivo Nippo - Edição 269
Idades do azar: descubra quais são e como é possível livrar-se delas
Arquivo Nippo - Edição 267
Okoden e missas em memória de falecidos
Arquivo Nippo - Edição 265
Tanabata e tanzaku
Arquivo Nippo - Edição 263
Tatuagem – Irezumi


A empresa responsável pela publicação da mídia eletrônica www.nippo.com.br não é detentora de nenhuma agência de turismo e/ou de contratação de decasségui, escolas de línguas/informática, fábricas ou produtos diversos com nomes similares e/ou de outros segmentos.

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante. Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

© Copyright 1992 - 2022 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados