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Arquivo NippoBrasil - Edição 088 - 25 a 31 de janeiro de 2001
 
Fujisan

(Fotos: Reprodução / Divulgação)

Hoje, o Japão é famoso entre os estrangeiros por ser um país possuidor de tecnologia avançada. Mas até a década de 50, o que mais os impressionava era o Monte Fuji. Essa bela montanha com 3.776 metros de altura divide as províncias de Yamanashi e Shizuoka.

O Monte Fuji fica ao lado da Tôkaido, uma das principais estradas do Japão, que liga Tóquio a Quioto. Sua localização conveniente permite, desde a antigüidade, que as pessoas possam apreciá-la.

Existem muitas lendas relacionadas ao Monte Fuji. Uma delas pode-se observar no Taketori-Monogatari, a fábula mais antiga do Japão. Segundo a lenda, um imperador apaixonado por uma menina que nasceu de um bambu ganha um remédio que lhe garante vida eterna. Mas, ao ver a impossibilidade de conquistar o coração dela, ele perde o sentido da vida e queima o remédio na montanha. Dizem, no Japão, que em conseqüência dessa trágica paixão, permanece a fumaça no cume da montanha até hoje.

Também há uma lenda de que Shoutoku-Taishi, um príncipe do século 6, subiu a cavalo até o topo em apenas uma noite. Ainda existe um documento histórico que registra a pesquisa de um funcionário do palácio sobre a erupção vulcânica no século 9. De acordo com o registro, já na época havia alguns moradores no sopé da montanha que adoravam o Fujisan, como é carinhosamente chamada a montanha, como um monte sagrado.

Apesar de tantas histórias, a lenda mais famosa a respeito do Monte Fuji é a de Jikigyou Miroku (1670-1733), um homem que jejuou durante 31 dias no local e morreu rezando, já que ele pedia o fim da miséria e da falta de comida que afligiam a região. Dizem que ele escalou a montanha 32 vezes durante toda sua vida.

Posteriormente, a vida acética levada por Miroku no Monte Fuji é registrada num livro e expande-se entre seus discípulos que o admiram como fundador de Fujikou, a instituição formada por budistas que veneram o Fujisan. Dessa maneira, na era Edo, o Fuji tornou-se um local bastante visitado por turistas e religiosos.

Apenas depois da era Meiji, o Monte Fuji tornou-se uma estância de lazer para milhões de japoneses em férias, que vão ao local em busca de descanso e recreação. Em 1860, Rutherford Alcock, primeiro embaixador inglês no Japão, escalou o Fujisan com cerca de 100 companheiros.

Depois de seis anos, quando era ainda proibida entrada de mulheres no Monte Fuji, a inglesa Harry Smith Parkes sobe o monte e acaba sendo alvo de críticas no Japão. Walter Weston, um missionário estrangeiro atraído pela beleza do local, divertiu-se escalando com suas amigas.

Com a inauguração da ferrovia Tôkaido, no fim do século 19, e Fujisanroku, em 1929, além da abertura de estradas que levam os motoristas até o Monte Fuji, surgiram os primeiros hotéis e atrações na região. Hoje, a montanha ainda possui um radar com 5 metros de diâmetro e serve também como observatório meteorológico, além de abrigar, em seu “pé” instalações do exército.

 

*Esta página foi elaborada pelos professores da Aliança Cultural Brasil-Japão,
especialmente para o NIPPO-BRASIL.
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