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Arquivo NippoBrasil - Edição 073 - 5 a 11 de outubro de 2000
 
Osamu Tezuka

(Fotos: Reprodução / Divulgação)

Mangá (história em quadrinhos) é um artigo que representa a cultura popular japonesa, enquanto no Brasil a TV é mais popular entre o povo. Um cientista social argumenta que, no Japão, o mangá é tido como um espelho que reflete a preocupação e esperança do povo em relação ao problema do trabalho ou do sexo. No Japão, estão disponíveis vários tipos de mangá que atendem à qualquer necessidade de consumidores, de qualquer faixa etária, e também independente do sexo. Todo ano, a venda de mangá no Japão chega a cerca de 1.5 bilhão de ienes. Não há outro país que venda tanto mangá quanto no Japão. Mas existem também mangás imorais que não devem ser recomendados para as crianças.

Takashi Yanase, um roteirista de mangá japonês, aponta que as crianças ficam viciadas por programas de TV e mangá imorais devido a falta de vitalidade da educação escolar. A imposição do velho método educativo apenas faz com que fiquem desanimados os alunos que estão na fase de crescimento.

Antigamente havia uma época em que mangá era sinônimo de livro prejudicial devido às suas histórias violentas e imorais. Mas, hoje, com o surgimento da computação gráfica, as pessoas tendem a adquirir as informações através de visualização e desenhos, ao invés de leitura de um livro, por exemplo, que tem “muito” texto para ler. Com essa tendência, houve a alteração sobre a avaliação de mangá. Atualmente roteirista de mangá é uma profissão que atrai cada vez mais as crianças.

Osamu Tezuka (1929-1989) é um roteirista de mangá que representa o Japão. Tezuka é considerado no Japão como o Deus do Mangá. Ele dá seu primeiro passo com a publicação da história em tirinhas no Jornal Mainichi aos 17 anos.

Logo após ele se torna famoso quando lança o mangá Shin Takara Jima, composto por 200 páginas. A partir daí começa a seguir a carreira como roteirista de mangá. Dizem que cerca de 400 mil unidades foram vendidas numa época em que as pessoas tinham dificuldades para encontrar alimentos.

Após o primeiro lançamento, ele continua a escrever não apenas o mangá japonês tradicional, mas também Sci-Fi (Ficção Científica), que prognostica os acontecimentos do futuro. Em 1952, finalmente aparece o famoso Testuwan Atomu, a história de um menino robô que luta em nome da paz.

Ao mesmo tempo, Tezuka era também o pioneiro do mangá destinado às meninas. Entre eles destaca-se Ribon no Kishi, a história de uma menina amazona na idade média na Europa. A menina angustia-se pelo fato de ter nascido mulher. No Hi no Tori (54-67), um destaque entre suas obras, ele trata sobre a regeneração da humanidade.

Por outro lado, Budha é um mangá que conta sobre a vida da Budha. Além disso, no Adolf ni Tsugu, ele mostra a crueldade da guerra e insanidade de humanidade através da vida permeada por altos e baixos de um menino. Em 1963, Tetsuwan Atomu é transmitido na TV em preto e branco e, 2 anos depois, Jangle Taitei, uma história de leão em cores. Essas duas obras foram exportadas para outros países e ganharam fama.

Ele era colaborador da divulgação do manga em outros países. Em 1986 ganha o prêmio Mangá da editora Koudansha.

Qual é popularidade do mangá de Tezuka? Como resposta sobre essa pergunta, um americano, Fred Schobt, cita, no seu livro, Mangá Mangá, os seguintes pontos: talento inato dele como compositor da história, bom senso de adaptação das idéias no mangá, curiosidade e interesse sobre qualquer coisa e o fato de que o mangá dele foi baseado em amplo conhecimento geral e científico. De fato, ele era médico formado pela Universidade Osaka Furitsu e passou até no exame estadual de medicina.

No Brasil também existem muitos fanáticos por mangá. Há também mangá em japonês e em português. A partir de Pokémon, muitos desenhos animados japoneses atraem as crianças brasileiras. Por outro lado, no Japão, até pessoas adultas costumam ler o mangá no trem e no ônibus. Ao olhar de um estrangeiro, esse ato deve parecer muito infantil. Mas dessa maneira os japoneses podem distrair o espírito e relaxar.

 

*Esta página foi elaborada pelos professores da Aliança Cultural Brasil-Japão,
especialmente para o NIPPO-BRASIL.
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