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Arquivo NippoBrasil - Edição 056 - 8 a 14 de junho de 2000
 
Imigração

(Fotos: Reprodução / Divulgação)

Apesar do dia 18 de junho de 1908 ser considerado o marco da imigração japonesa no Brasil, com a vinda de 781 japoneses a bordo do navio Kasato Maru, em Santos, nipônicos anteriormente já haviam pisado em território brasileiro.

Em 1793, o navio Wakamiya Maru, que circundava o litoral do Japão, naufragou e ficou à deriva, sendo arrastado pela correnteza do mar durante sete meses. Os quatro tripulantes chegaram a uma ilha do território russo e, em seguida, se deslocaram para Irkutsk, uma das cidades do mesmo país.

O navio de guerra da Rússia que se dirigia para o Oriente com esses quatro tripulantes nipônicos é atingido por uma tempestade. A tripulação faz uma escala, no dia 20 de dezembro de 1803, no porto onde hoje se situa Florianópolis, em Santa Catarina, a fim de reparar as avarias no navio. Há dados indicando a permanência da embarcação em território brasileiro até o dia 4 de fevereiro do ano seguinte. Portanto, o fato deu-se há cerca de 100 anos antes da chegada do Kasatomaru. Acredita-se que esses quatro tripulantes foram os primeiros japoneses a dar a volta ao mundo.

História da imigracão japonesa pelo mundo

Depois de um longo período de rompimento das relações diplomáticas com vários países, que se iniciou a partir do início da era Edo (1603-1867), finalmente o governo japonês abriu as portas para os estrangeiros no final de 1866. Em contrapartida, a partir dessa data até o final da Segunda Guerra, durante 80 anos, o número de japoneses que emigraram para outros países também foi significativo. Viajaram para a América do Norte, América Latina, sudeste da Ásia e Manshû (Nordeste da China) 410 mil, 240 mil, 90 mil e 270 mil pessoas, respectivamente. No total, o contigente que deixou o país chegou à casa de um milhão de emigrantes.

A partir de 1904, depois da guerra entre Japão e Rússia, os japoneses começam a emigrar para a Califórnia. Porém, em 1924, os EUA proíbem a entrada no país. Em conseqüência, os nipônicos começam a buscar outros países para se instalar. Passaram a emigrar para a América Latina, principalmente para o Brasil.

Imigrantes no Brasil

Com o descobrimento do Brasil em 1500, iniciou-se a imigração européia para cá. Com a abolição da escravidão em 1888, acelera-se ainda mais o fluxo de estrangeiros. Em 1890, é proibida a entrada de asiáticos no País, mas em 1892 essa situação é revertida e promulga-se uma lei admitindo a entrada dos imigrantes orientais. No ano de 1895 Japão e Brasil firmam o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação, selando oficialmente relações diplomáticas. Nessa época, o governo do Japão cria o setor de emigração subordinado ao Ministério do Exterior e estimula a saída dos japoneses do país.

Ryû Mizuno, considerado um dos pioneiros no Brasil, pisou em solo brasileiro em março de 1906 para inspecionar o país a fim de verificar as condições para a vinda de japoneses para cá. Na época, já havia um certo ar de xenofobia. Um jornal, por exemplo, publicava a preocupação da população sobre o crescente número de estrangeiros de raça amarela.

Grande parte dos imigrantes que foram alocados nas fazendas não se acostumaram e mudaram-se para as cidades de São Paulo, Santos ou emigraram para a Argentina. Mesmo diante dessa realidade, nova leva de imigrantes chegou ao Brasil em junho de 1910 para trabalhar nos cafezais no Estado de São Paulo.

Em 2000, completam-se 92 anos de história de imigração japonesa no Brasil. Desde o início dessa trajetória, a comunidade nikkei passou por várias transformações. Estima-se que atualmente existam cerca de 2 milhões de nikkeis, incluindo-se desde isseis (japoneses) até gosseis (5ª geração). Também calcula-se que o número de isseis seja de apenas 80 mil.

Os nisseis e sanseis, filhos e netos de japoneses, respectivamente, constituem mais da metade da população nikkei e pertencem à classe média na sociedade brasileira.

Ultimamente, observa-se o declínio do interesse dos nikkeis para com os aspectos relacionados à comunidade. Um dos exemplos é a redução do número de participantes nos eventos realizados pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo), kenjinkais e outras entidades. O interesse pela língua japonesa também está em declínio. Entre os mais pessimistas, circula a opinião de que a comunidade nikkei sofrerá um colapso. Diante desse panorama, líderes de entidades nikkeis pesquisam uma forma de transferir a cultura e tradição japonesa para a próxima geração.

Um dado positivo observado na história da imigração é o fato de que muitos descendentes de japoneses estarem exercendo posições de destaque dentro da sociedade, na medicina e direito, por exemplo. Outro motivo de orgulho é que vários aspectos da cultura japonesa, tais como culinária e música, cada vez mais começam a ocupar seus lugares na sociedade brasileira, ajudando dessa maneira na divulgação dos costumes nipônicos no País.

 

*Esta página foi elaborada pelos professores da Aliança Cultural Brasil-Japão,
especialmente para o NIPPO-BRASIL.
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