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Arquivo NippoBrasil - Edição 087 - 18 a 24 de janeiro de 2001
 
Boxe - Parte 1
 

História
O boxe surgiu na última metade do século XVII, na Inglaterra, onde o primeiro campeão nacional foi James Figg, em 1719. Nessa época não havia limitação de tempo para as lutas, que só terminavam com a desistência de um dos adversários. Eram disputadas sem luvas, permitiam-se golpes de luta livre para derrubar o adversário e era comum um lutador atacar um oponente caído. Entre 1734 e 1750, o inglês Jack Broughton foi o primeiro a contribuir para a sistematização do esporte. Ao deixar de lado as técnicas rudes de seus antecessores, deu maior ênfase ao jogo de punhos e pernas. Tais regras regeram o boxe até 1838, quando foram substituídas pelo código de Londres. No final do século XVIII, outro grande lutador inglês, John Gentleman Jackson, usando o jogo de pernas e de corpo derrotou Daniel Mendoza, conquistando o título inglês. Mendoza então abriu uma academia em Londres, introduziu no esporte o uso de luvas acolchoadas e atraiu para sua escola a elite inglesa. Daí surgiu a definição do boxe como sendo o “esporte dos nobres”. As regras de 1867, que com ligeiras modificações regem o esporte até os dias atuais, foram estabelecidas por John Graham Chambers, do Clube Atlético Amador. As regras procuraram destacar a destreza e a arte dos lutadores. Foi a partir de 1872 que os lutadores passaram a ser classificados em diversas categorias, conforme o peso de cada um. O ringue elevado, com isolamento de cordas dispostas em três alturas diferentes, surgiu em 1891.

No início do século XX, o dentista inglês Jack Marks inventou o protetor de dentes, hoje universalmente adotado. Associações para controle e sistematização de lutas surgiram na Inglaterra, Estados Unidos e posteriormente em outros países europeus. Em 1904 o boxe foi incluído novamente entre os esportes olímpicos. O maior desenvolvimento do esporte veio com o profissionalismo. Com o tempo surgiram as duas organizações mais importantes do boxe mundial, a Associação Mundial de Boxe (AMB) e o Conselho Mundial de Boxe (CMB), cada uma delas com suas próprias listas de campeões. Alguns campeões conseguiram unificar seus títulos vencendo lutas organizadas pelas duas entidades. Para chegar ao título mundial o boxeador deve derrotar os adversários mais bem colocados nas listas das associações internacionais, publicadas mensalmente. Entre as disputas amadoras, a mais importante é a dos Jogos Olímpicos. Em geral os campeões olímpicos se tornam depois profissionais.

A origem anglo-saxônica do boxe moderno explica a hegemonia dos Estados Unidos nesse esporte durante a primeira metade do século XX. Posteriormente, boxeadores de todo o mundo, sobretudo de países latino-americanos e asiáticos, passaram a dominar em várias categorias. Mas a supremacia dos Estados Unidos persiste na tradicional categoria dos pesos-pesados, a que mais desperta o interesse mundial, revelando nomes que se tornaram lendários na história do boxe, como Rocky Marciano, Cassius Clay (Muhammad Ali) e, mais recentemente, Mike Tyson e Evander Holyfield.


Éder Jofre

O Boxe no Brasil
Em 1914 o esporte começou a ser praticado na Società dei Canotieri Esperia (mais tarde, Clube Esperia).

No final da década de 1920 chegou ao Brasil o técnico italiano Celestino Caversazio, que logo fez escola, mas somente em 1933 o Brasil conquistou um título internacional, com o marinheiro carioca Jaques Resende.

O país ganharia outros títulos sul-americanos, com Pedro Galasso e Éder Jofre, que foi o grande nome do boxe brasileiro.

Outros brasileiros destacaram-se nos ringues, mas somente Miguel de Oliveira conseguiria repetir o feito de Éder Jofre, conquistando o título mundial dos médios-ligeiros, em 1975..

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