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Arquivo NippoBrasil - Edição 085 - 4 a 10 de janeiro de 2001
 
Capoeira
Há dois estilos de Capoeira: Angola e Regional. Nesta seção trataremos do estilo mais antigo e tradicional, a Angola, da qual a Regional derivou. Apesar da maior divulgação na mídia da Capoeira Regional cheia de movimentos, acrobacias e graduações, a Capoeira Angola vem se renovando e conquistando um espaço sólido junto ao público que busca aprimorar-se nas raízes da capoeira em conformidade com os ensinamentos do seu mais famoso divulgador, Mestre Pastinha.
 

Foto rara de uma roda em Salvador dirigida por mestre Pastinha


João Pequeno e João Grande em
performance famosa na década de 50

História
Entre as manifestações mais evidentes da cultura africana durante o período escravagista da história brasileira, estava a capoeira, uma espécie de brincadeira feita, na maioria das vezes, dois a dois, como forma de distração que se transformaria numa defesa pessoal.

De raízes africanas, a Capoeira Angola foi introduzida no Brasil pelos escravos, que a cultivavam como dança perante os brancos recriminadores. O objetivo era não perder a identidade cultural e ao mesmo tempo exercitar “disfarçadamente” técnicas de resistência à opressão, tanto no aspecto físico ou espiritual.

Atualmente a Capoeira Angola caracteriza-se como um exercício de liberação das opressões do dia-a-dia urbano como o stress e o sedentarismo. A capoeira também se apresenta como uma linha educadora no sentido de que o praticante se volta mais para os valores humanos, através da prática do pensamento coletivo e da disciplina de trabalho em grupo, proporcionando, assim, uma maior integração do indivíduo na sociedade. Costuma-se dizer que na prática da Capoeira Angola os praticantes jogam um com o outro e não um “contra” o outro. Com a ausência de violência e competição, a integração do grupo é cada vez mais ressaltada.

Neste sentido, acredita-se que com a prática da Capoeira Angola, além do desenvolvimento físico e psíquico proporcionado, é possível evidenciar o resgate da cultura afro-brasileira e a revalorização das raízes ancestrais do miscigenado povo brasileiro.

Mestre Pastinha
Vicente Joaquim Ferreira Pastinha, descendente de pai espanhol e mãe baiana, nasceu em 1889 na cidade de Salvador-BA. O princípio de sua vida na roda de capoeiragem aconteceu quando tinha 8 anos, sendo seu mestre o africano Benedito, que ao vê-lo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe os segredos técnicos e filosóficos da Angola. O resultado apareceu logo; Pastinha nunca mais foi derrotado e continuou a praticar mesmo enquanto serviu na Marinha de Guerra do Brasil por um período de oito anos.

Saindo da Marinha em 1910, inicia sua fase de professor de capoeira, codificando os golpes e movimentos, criando uma metodologia de ensino. Pastinha aconselhava que o mais importante era ter calma no jogo - “quanto mais calma melhor para o capoerista; a capoeira é o pai e a mãe de todas as lutas do Brasil”, dizia ele. Conhecedor dos fundamentos e dos truques na capoeiragem, cantava, tocava os instrumentos e ensinava como um verdadeiro mestre.

Seu primeiro aluno foi Raimundo Aberê, este se tornou um exímio capoeirista, conhecido em toda Bahia, sendo seguido por outros de renome como os mestres João Pequeno e João Grande, o último atualmente residindo em Nova York onde ministra aulas da capoeira Angola em sua famosa academia.

Mestre Pastinha inaugurou sua primeira escola no Largo do Cruzeiro do São Francisco em Salvador. Pastinha dizia: “A capoeira tem o seu dicionário”. Ele ensinava que somente a prática e a vivência eram os verdadeiros professores da capoeira. Mestre Pastinha era uma pessoa rica em conhecimento e seu saber transcendia as rodas de capoeira. Viveu intensamente seus longos anos dedicados à capoeira Angola, mantendo em sua escola a originalidade da eficiência da luta. Ele contribuiu categoricamente com o seu talento e dedicação à capoeira para que a sociedade percebesse a capoeiragem como uma formidável e rica luta-arte-dança.

Fundou em 1941 o Centro Esportivo de Capoeira Angola no largo do Pelourinho e atraiu milhares de pessoas que ficavam impressionadas com as cantorias, o som dos instrumentos típicos (berimbaus, pandeiros e agogôs) e principalmente, com os jogos descontraídos e técnicos.

Mestre Pastinha morreu esquecido em um quarto decadente no bairro Pelourinho em Salvador e sua importância histórica e carismática só foi reconhecida na última década, sendo sua memória cultivada em todas as academias de capoeira Angola e por todos os seus praticantes.


Mestre Pastinha (1889 - 1981)

Curiosidades da Capoeira Angola
Os alunos de Mestre Pastinha usavam calça preta, camisa amarela e jogavam calçados. As cores do uniforme eram a homenagem que Pastinha fazia ao time de seu coração, o Ipiranga, que usava as mesmas cores.

Jogar calçado é uma tradição, que o grupo Angoleiros do Sertão, do Mestre Claúdio, conserva até hoje. As cores do unifome é que mudam. Para representar o sertão da Bahia, local onde nasceu o grupo, usa-se calça marrom e camiseta branca.

Mestre Pastinha falava: “quando eu jogo até pensam que o velho está bêbado, porque eu fico mole e desengonçado, parecendo que vou cair. Mas, ninguém ainda me botou no chão e nem vai botar”. Ainda dizia ele: “Capoeira é pra homem, menino, velho e mulher, não aprende quem não quer”.

Pastinha sempre explicou que na Capoeira Angola não é preciso bater no adversário. O mais interessante é mostrar que você não bateu porque não quis. Somente mostrar os golpes ao adversário é muito mais inteligente e eficiente do que aplicá-los. Desta forma é que os negros conseguiam disfarçar a luta em dança dentro da roda de capoeira..

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