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Arquivo NippoBrasil - Edição 264 - 30 de junho a 6 de julho de 2004
 
Príncipe Shôtoku

Shôtoku e o Pavilhão do Sonho do Templo Hôryû-ji
 

Arquivo NippoBrasil

Panorama da época

O budismo foi introduzido ao Japão por volta de 538 (ou 552, segundo algumas teorias) pelos migrantes (torai-jin), quando no país já existia o shintoísmo, fé nativa. Desde o século V, os intelectuais liam o Analecto de Confúcio (uma coleção de escritos e ditos célebres de Confúcio) trazido por Wani, um torai-jin coreano de Kudara, recebendo, inclusive, estudiosos que chegaram à terra japonesa para ensinar a doutrina confuciana.

Na corte de Yamato, houve um conflito entre os partidários que defendiam o budismo (clã Soga) e os que o repudiavam (clã Mononobe). Em 587, o clã Soga derrota o clã Mononobe, e uma mulher é indicada para ocupar o supremo cargo, a imperatriz Suiko. Assim como nos tempos de Himiko, ela obteve muitos êxitos na construção de uma nação melhor estruturada, respaldada por seu sobrinho, o príncipe Shôtoku, nomeado seu regente. Juntos, ao longo de 36 anos, eles modernizaram o sistema político, econômico e diplomático e ainda colaboraram para a difusão do budismo.

Perfil do príncipe Shôtoku

O ídolo da História Antiga do Japão nasceu em 574, tendo como pai o imperador Yômei e como mãe Anahobe. O seu verdadeiro nome, Umayado (literalmente, porta do estábulo), deve-se, segundo a lenda, ao fato de Anahobe ter começado a sentir as contrações do parto na frente do estábulo real. Após a idade adulta, Umayado recebeu o cognome de Toyotomimi (ouvidos sábios), por sua inteligência aguçada e sabedoria ímpar. Uma lenda diz que ele conseguia ouvir reinvidicações de dez pessoas ao mesmo tempo e encontrar soluções satisfatórias para todas.

Desde a tenra idade, ele dedicava-se aos estudos, demonstrando rara inteligência. Era totalmente devotado ao budismo e, juntamente com sua tia, a imperatriz Suiko, realizou inúmeras reformas políticas.

“Shôtoku”, cujo sentido literal é “virtude sagrada”, foi o cognome que se irradiou após o seu falecimento, em 622, devido aos seus feitos. Na velhice, afastou-se da política e dedicou-se à difusão do budismo, escrevendo obras sobre as interpretações de sutra, entre elas, San-gyôgisho.

Kan’i jûnikai (doze graus de hierarquia burocrática)

Este foi o primeiro sistema hierárquico do Japão, criado em 603 pelo príncipe Shôtoku que, por sua vez, recebeu forte influência da China. Chamou-se kan’i (hierarquia por chapéu), porque a distinção das hierarquias era feita pelo uso de chapéu de diferentes cores, e jûnikai (doze classes), por causa da divisão em 12 classes hierárquicas. Estas eram concedidas para pessoas de real valor e não eram hereditárias. No início, destinavam-se aos súditos diretos da corte, ou ainda aos chefes de clãs da região de Nara e suas imediações, onde se instalou a corte imperial. Porém, com o passar do tempo, essas classes hierárquicas foram estendidas aos chefes de clãs de todo o Japão.

Criação do Kenpô Jûshichi-jô (17 códigos da Constituição)

Não se pode dizer que esta seja uma “constituição” em seu real sentido, ou nos moldes atuais, e sim preceitos morais que serviam de diretriz para a conduta dos “funcionários públicos”.

No Kenpô Jûshichi-jô, nota-se nitidamente a forte influência dos pensamentos budista e confucionista.

A ênfase à conduta conciliatória é bastante peculiar dentro do sistema de imperialismo absoluto.

Difusão do budismo

Por incentivo do príncipe Shôtoku, vários templos foram construídos no Japão. As construções proporcionavam a difusão em larga escala de técnicas de confecção de papel, pintura e outras formas de arte. O Templo Hôryû-ji (província de Nara), considerado o mais antigo templo de madeira do mundo, foi construído em 607. No início, era uma espécie de templo-escola para estudar o budismo. O templo Shitennô-ji (província de Osaka) foi alvo de admiração das delegações chinesas e coreanas que contemplaram, de seus navios, a sua magnífica construção. Nesse período, foram introduzidos no arquipélago muitos livros sobre budismo, astronomia, etc., iniciando-se a compilação da História do Japão tal como Tennô-shi (História dos Imperadores).


Cinco missões foram enviadas pelo príncipe à China

Relações diplomáticas

Em 607, o príncipe enviou o alto funcionário da corte, Ono-no-komachi para Sui como portador do documento credencial, abrindo, dessa forma, o caminho para relações diplomáticas em pé de igualdade com a China. Foram enviados os promissores funcionários jovens e monges eruditos para absorverem a cultura avançada da dinastia Sui (China). Esses preciosos recursos humanos levaram à Reforma de Taika.

 

Kenpô Jûshichi-jô

• Código 1 – Deve-se respeitar a harmonia e a hierarquia. A política deve ser conduzida com cooperação.

• Código 2 – Deve-se cultuar os três tesouros, que são: Buda = o sábio; as leis = os ensinamentos do Buda; sacerdote = o grupo que aceita com alegria os ensinamentos e os pratica.

• Código 3 – Deve-se obediência ao seu senhor. O senhor é o Céu, e o súdito é a Terra.

• Código 4 – Os funcionários da corte devem ser cordiais com o povo.

• Código 5 – Ao julgar a queixa (denúncia) do povo, deve se proceder com imparcialidade.

• Código 6 – Fomentar o bem e aplicar o corretivo nos maus atos servirá de exemplo ao povo. Elogiar o superior e falar mal dos erros de seus súditos não é ser fiel ao seu senhor.

• Código 7 – Cada um tem a sua missão a cumprir, e tudo sairá bem se o cargo público for ocupado por alguém competente.

• Código 8 – Os funcionários da Corte deverão chegar cedo e voltar tarde. Se chegarem tarde, não conseguirão atender aos imprevistos e, se voltarem cedo, não conseguirão terminar o serviço do dia a contento.

• Código 9 – Se os funcionários forem íntegros, qualquer empreendimento terá êxito. A integridade é a base da justiça.

• Código 10 – Deve-se conter a ira e deixar de lado o ódio, não se aborrecendo por causa da discórdia.

• Código 11 – Observe atentamente o bem e o mal. Sempre se deve premiar o bem e castigar o mal.

• Código 12 – Os chefes de comarcas não poderão receber presentes, nem recrutar mão-de-obra por conta própria. Para o povo, não deve haver dois senhores.

• Código 13 – Todos deverão estar a par dos trabalhos realizados pelos colegas, pois não se deve deixar parado um trabalho, caso alguém tenha que faltar por estar doente.

• Código 14 – Os funcionários da corte não deverão ter ciúme, pois ele cega-os perante a competência alheia.

• Código 15 – Deve-se procurar os benefícios públicos, abandonando os sentimentos pessoais.

• Código 16 – Deve-se recrutar o povo levando em consideração a época. Utilizem o trabalho do povo no inverno, quando há mais tempo livre. Da primavera a outono, é a época de trabalho no campo ou da sericultura.

• Código 17 – Os problemas graves devem ser discutidos exaustivamente entre os funcionários, para a busca de uma solução.

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