PORTAL NIPPOBRASIL ONLINE - 19 ANOS
-
Fale conosco: adm@nippo.com.br   
Sexta-feira, 21 de julho de 2017 - 13h46
DESTAQUES:
  Empregos no Japão

  Busca
 
  Seções NippoBrasil
   Comunidade
   Opinião
   Circuito
   Notícias
   Agenda
   Dekassegui
   Entrevistas
   Especial
-
  Variedades
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Budô
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Haicai
   História do Japão
   Horóscopo
   Lendas do Japão
   Mangá
   Pesca
   Saúde
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   Copa do Mundo 2014
   Copa das
 Confederações 2013
-
  Especiais
   Imigração Japonesa
   120 anos de Amizade  Japão-Brasil
   Bomba de Hiroshima
   Japan House
   Festival do Japão 2016
-
 Colunas
   Conversando de RH
   Mensagens
     Roberto Shinyashiki
-
 Veja mais  Classificados
   Econômico
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Institucional
   Quem somos


.

Opinião - Edição 581 - Jornal NippoBrasil

2011 e o longo prazo

Teruo Monobe*

Muitos preveem que em 2011 começa uma nova história do Brasil. Concordamos com a ideia, pode ser isso mesmo. Não é pelo fato inédito de que o máximo mandatário do País seja uma mulher. Não existe diferença de gênero em se tratando de dirigir os rumos de uma nação. Muito menos que o sexo feminino seja incapaz de gestão hoje em dia. Pelo contrário, existem muitos exemplos de competência: Angela Merkel (Alemanha) e Michele Bachelet (Chile) são alguns deles. Acertos e erros não são privilégios de gente de um gênero ou de outro. Portanto, não é por aí que se deve começar a pensar no novo governo.

Esquecem as pessoas que, para se fazer uma comparação, é preciso retroceder no tempo. Mais precisamente, a 1994, com o Plano Real, um marco na economia do País. Depois de 1994, foram dois mandatos do PSDB e dois do PT. Então, se formos falar em partidos, há um empate. A história não pode ser vista de outra forma. Se um derrubou a inflação a níveis civilizados e projetou um novo país, o outro prosseguiu o combate à inflação ao pé da letra, então, pode-se dizer que um completou o outro. Agora, é diferente mesmo que a presidente seja do PT.

Explicando, depois da derrubada da inflação no mandato de FHC e o desenvolvimento econômico caracterizado nos dois mandatos do presidente Lula, resta saber o que vem pela frente. Principalmente, porque a inflação começa a atormentar os economistas oficiais, a crise mundial continua a todo o vapor e o Brasil precisa deixar de ser um emergente para se tornar um país desenvolvido econômica e socialmente. Quer dizer, vai ser preciso pensar em um novo modelo? Para tanto, seriam necessárias novas reformas. Mas que reformas?

Aqui a velha ladainha: o País tem baixa poupança, resultando em baixo nível de investimento e, como dizem os analistas, uma paixão pelo curto prazo. Isto é, o imediatismo é a regra. Difícil dizer qual a ordem dessas variáveis. Se o Brasil precisa de mais poupança (para poder investir), é preciso frear o consumo. Mas o PIB não tem crescido em razão do consumo? Ou cabe ao governo a tarefa de investir? Mas aí, como investir se o próprio governo não consegue conter os gastos? E as obras do PAC, da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada do Rio em 2016?

E não acabam aqui os problemas. Até agora, a propaganda oficial exagerou naquilo que o governo diz ter realizado. Muitos problemas não foram tocados, e logo o novo governo vai ter de prestar contas ao povo. Como disse o comentarista Marco Antonio Rocha, do Estadão, o novo governo recebe um “presente de grego”, ou seja, tudo o que contribuiu para a vitória eleitoral pode trazer muitas dores de cabeça em todo o mandato: câmbio sobrevalorizado, crédito farto, aumento real dos salários, redução da pobreza, excesso de dólares no Brasil.

Ao se enumerarem os problemas, começa-se a acreditar em ajuste. Fica a conotação de um plano para colocar a economia no lugar. Se for mesmo para corrigir os problemas, então, é sinal de que as coisas estavam erradas. O ajuste ou plano, porém, não vai ser possível cumprir no curto prazo, talvez um mandato seja insuficiente para isso. A não ser que seja “meia boca”. Pois bem, o ajuste geral deveria ser de política: fiscal, monetária, de crédito, cambial, salarial e industrial. É muita política pela frente. Então, o problema não é político, é de política.

Alguns comentaristas enfatizam que a tarefa mais difícil não está na gestão da economia, está muito mais na restauração moral das instituições, que estão assoladas pelos inúmeros escândalos nos últimos anos. Está, principalmente, nos maus costumes políticos. Infelizmente, trata-se de uma tarefa de longo prazo. Comandar o processo de recuperação moral é uma tarefa inglória, além de oferecer pouca visibilidade. Mas é coisa de estadista. Talvez algum dia seja possível recordar que houve alguém se esforçou em ser estadista. Pelo menos no início.




*Mestre em Administração Internacional e doutor pela USP

 

 Coluna: Opinião
23/11/2016 - Por Junji Abe
Tite, Temer e o Brasil
20/10/2016 - Por Junji Abe
Imposto mata o Brasil
30/08/2016 - Por Junji Abe
Legado dos Jogos Olímpicos
27/06/2016 - Por Junji Abe
Novos desafios
21/06/2016 - Por Junji Abe
Gênero de 1ª necessidade
20/05/2016 - Por Junji Abe
Missão do presente
04/04/2016 - Por Junji Abe
Melhor qualidade de vida
18/03/2016 - Por Junji Abe
Geração perdida
17/02/2016 - Por Walter Ihoshi
Não podemos jogar a tolha
30/12/2015 - Por Junji Abe
Trio do bem
27/11/2015 - Por Junji Abe
Lama da morte
29/09/2015 - Por Junji Abe
Resgate da policultura
14/09/2015 - Por Junji Abe
Terrorismo tributário
12/06/2015 - Por Junji Abe
Dignidade das domésticas
30/04/2015 - Por Junji Abe
Alerta aos aposentados
26/03/2015 - Por Junji Abe
Chega de imediatismo no Brasil
05/03/2015 - Por Junji Abe
Revolta dos caminhoneiros
25/11/2014 - Por Tetsuro Hori
Por que privatizar o sistema de transporte de massa e quais são os principais benefícios
11/04/2014 - Por Walter Ihoshi
A internet e o futuro de um mundo conectado
10/01/2014 - Por Junji Abe
Ranking do Progresso
18/10/2013 - Por Hélio Nishimoto
Para relembrar Hiroshima e Nagasaki
14/08/2013 - Por Hatiro Shimomoto
Bons usos e costumes
para o Brasil
20/07/2013 - Por Walter Ihoshi
Santas Casas na UTI
05/06/2013 - Por Lizandra Arita
Dia das Mães:
Q ue tipo de mãe é você?
19/04/2013 - Por Kunihiko Chogo
Adaptando-se ao jeito
brasileiro de ser
08/12/2012 - Por Keiko Ota
Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência
13/10/2012 - Por Walter Ihoshi
A importância da transparência dos impostos
Por Teruo Monobe
Inflação
Por Teruo Monobe
Equilíbrio fiscal
Por Teruo Monobe
Balança comercial
Por Teruo Monobe
Brasil caro
Por Teruo Monobe
O que se passa
na economia global
Por Teruo Monobe
Discurso de posse
Por Teruo Monobe
2011 e o longo prazo
Por Teruo Monobe
Ano-Novo, tudo
novo em 2011
Por Teruo Monobe
A volta do ouro
Por Teruo Monobe
Novo governo, velho problema
Por Teruo Monobe
Natal gordo
Por Teruo Monobe
Novamente, a Europa em crise
Por Teruo Monobe
Esperando o Plano Dilma

© Copyright 1992 - 2016 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante.
Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

Sobre o Portal NippoBrasil | Fale com o Nippo