PORTAL NIPPOBRASIL ONLINE - 19 ANOS
-
Fale conosco: adm@nippo.com.br   
Quinta-feira, 22 de junho de 2017 - 9h02
DESTAQUES:
  Empregos no Japão

  Busca
 
  Seções NippoBrasil
   Comunidade
   Opinião
   Circuito
   Notícias
   Agenda
   Dekassegui
   Entrevistas
   Especial
-
  Variedades
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Budô
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Haicai
   História do Japão
   Horóscopo
   Lendas do Japão
   Mangá
   Pesca
   Saúde
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   Copa do Mundo 2014
   Copa das
 Confederações 2013
-
  Especiais
   Imigração Japonesa
   120 anos de Amizade  Japão-Brasil
   Bomba de Hiroshima
   Japan House
   Festival do Japão 2016
-
 Colunas
   Conversando de RH
   Mensagens
     Roberto Shinyashiki
-
 Veja mais  Classificados
   Econômico
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Institucional
   Quem somos


.

Opinião - Edição 577 - Jornal NippoBrasil

Natal gordo

Teruo Monobe*

A menos de um mês do Natal e com a perspectiva das empresas liberarem parte do 13º salário, a expectativa é que as compras comecem a deslanchar definitivamente. Está certo que ainda não se pode notar o “espírito de Natal”, embora as lojas, principalmente dos shoppings, estejam enfeitadas com a árvore e os adereços típicos desta época do ano. Mas é o dinheiro mesmo quem dá o tom, pois a data se tornou bastante comercial. Obviamente, ficar só olhando as vitrines não tem graça nenhuma, mata qualquer tática de marketing dos lojistas.

Uma notícia de um mês atrás falava que o bom desempenho das vendas do Dia da Criança fez com que todas as expectativas dos lojistas fossem superadas, tornando a data o maior recorde de vendas de todos os eventos deste ano. É natural que o comerciante agora mire o Natal (e o Ano Novo) com bons olhos já que este evento é de longe o maior do ano, não havendo diferença de idade, gênero ou classe social. Até quem não é religioso ou cristão não deixa de comprar nesta época do ano, já que o dinheiro está disponível e os apelos de compra são irresistíveis.

O leitor que quiser testar sua paciência pode checar o movimento da rua 25 de março, só para ver como o comércio fervilha. O último feriado do ano (dia 15 passado) já foi muito movimentado. Fala-se em cerca de 700 mil a 800 mil pessoas, em apenas um fim de semana, circulando pela região com o objetivo de comprar, ou no mínimo, checar os produtos e os preços para adquirir depois. Isso tudo entusiasma o varejista, porém, o mesmo não se pode falar do empresário do ramo de máquinas e equipamentos que não está nada satisfeito.

Todos sabem que os produtos nacionais estão perdendo espaço para os concorrentes estrangeiros. Hoje, de acordo com pesquisas, 20% de tudo que é consumido internamente é importado. A tendência de compra de produtos de outros países já havia sido detectada há algum tempo, mas, neste ano, devido à valorização do real, o ritmo de substituição do produto nacional pelo importado cresceu muito. Principalmente nestes últimos meses. Enquanto a moeda estiver em alta, existem poucas chances de reversão dessa tendência.

Quando se fala que os produtos importados estão substituindo os nacionais, todos pensam nos chineses. Não é bem isso. Os Estados Unidos já têm superávit no comércio com o Brasil, coisa que não ocorria há muito tempo. Para sair da crise, os norte-americanos começaram a promover intensamente seus produtos por aqui, e já estão com saldo acentuado da balança comercial. É óbvio que a China ainda vende muito para o País, principalmente produtos baratos, mas as importações têm nacionalidades diversas. Não só de lâmpadas de Natal.

As autoridades ficam contentes e descontentes ao mesmo tempo neste período do ano. Contentes porque a invasão de produtos importados breca a inflação. Mas, no longo prazo, o prejuízo é muito grande, principalmente porque a indústria nacional perde espaço no mercado, fazendo com que empresas percam competitividade, levando a indústria à estagnação. Pior, a tendência de crescimento das importações tem sido crescente e contínua nestes últimos sete anos, tornando o cenário preocupante.

Chegou-se a um nível de preocupação idêntico ao do início do governo Lula, embora naquela ocasião, o dólar estivesse valorizado no Brasil. O que é pior é que as exportações não têm acompanhado o ritmo das importações. Alguns analistas falam que talvez em 2011 haja reversão de expectativas, fazendo com que as exportações sejam muito maiores do que as importações. Por enquanto, é só um sonho. É sonho porque nada indica que o real vá perder valor. Porém, o câmbio pode não ser o pior dos males: ainda existe a infraestrutura inadequada, a elevada carga tributária e o baixo investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Para quem for comprar nestes próximos dias, a recomendação é planejar os gastos. As lojas estão fazendo todo o tipo de promoção como o início do pagamento só em março de 2011. Muita gente aceita esse tipo de oferta sabendo que janeiro é um mês complicado, pois vence o IPVA, começa o IPTU e os eventuais exageros de fim de ano. Tem também as férias. Poupar neste período soa estranho, mas é preciso planejar as finanças. É importante um Natal gordo, mas é bom precaver-se para não haver um pós-Natal magro – ou duro.




*Mestre em Administração Internacional e doutor pela USP

 

 Coluna: Opinião
23/11/2016 - Por Junji Abe
Tite, Temer e o Brasil
20/10/2016 - Por Junji Abe
Imposto mata o Brasil
30/08/2016 - Por Junji Abe
Legado dos Jogos Olímpicos
27/06/2016 - Por Junji Abe
Novos desafios
21/06/2016 - Por Junji Abe
Gênero de 1ª necessidade
20/05/2016 - Por Junji Abe
Missão do presente
04/04/2016 - Por Junji Abe
Melhor qualidade de vida
18/03/2016 - Por Junji Abe
Geração perdida
17/02/2016 - Por Walter Ihoshi
Não podemos jogar a tolha
30/12/2015 - Por Junji Abe
Trio do bem
27/11/2015 - Por Junji Abe
Lama da morte
29/09/2015 - Por Junji Abe
Resgate da policultura
14/09/2015 - Por Junji Abe
Terrorismo tributário
12/06/2015 - Por Junji Abe
Dignidade das domésticas
30/04/2015 - Por Junji Abe
Alerta aos aposentados
26/03/2015 - Por Junji Abe
Chega de imediatismo no Brasil
05/03/2015 - Por Junji Abe
Revolta dos caminhoneiros
25/11/2014 - Por Tetsuro Hori
Por que privatizar o sistema de transporte de massa e quais são os principais benefícios
11/04/2014 - Por Walter Ihoshi
A internet e o futuro de um mundo conectado
10/01/2014 - Por Junji Abe
Ranking do Progresso
18/10/2013 - Por Hélio Nishimoto
Para relembrar Hiroshima e Nagasaki
14/08/2013 - Por Hatiro Shimomoto
Bons usos e costumes
para o Brasil
20/07/2013 - Por Walter Ihoshi
Santas Casas na UTI
05/06/2013 - Por Lizandra Arita
Dia das Mães:
Q ue tipo de mãe é você?
19/04/2013 - Por Kunihiko Chogo
Adaptando-se ao jeito
brasileiro de ser
08/12/2012 - Por Keiko Ota
Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência
13/10/2012 - Por Walter Ihoshi
A importância da transparência dos impostos
Por Teruo Monobe
Inflação
Por Teruo Monobe
Equilíbrio fiscal
Por Teruo Monobe
Balança comercial
Por Teruo Monobe
Brasil caro
Por Teruo Monobe
O que se passa
na economia global
Por Teruo Monobe
Discurso de posse
Por Teruo Monobe
2011 e o longo prazo
Por Teruo Monobe
Ano-Novo, tudo
novo em 2011
Por Teruo Monobe
A volta do ouro
Por Teruo Monobe
Novo governo, velho problema
Por Teruo Monobe
Natal gordo
Por Teruo Monobe
Novamente, a Europa em crise
Por Teruo Monobe
Esperando o Plano Dilma

© Copyright 1992 - 2016 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante.
Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

Sobre o Portal NippoBrasil | Fale com o Nippo