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Você
já deve ter se sentido vulnerável e impotente diante de
algumas experiências pelas quais passou ou presenciou em sua vida
e isso pode ter gerado internamente em você sensações
negativas, como as do medo, que podem estar travando o curso de suas realizações.
Quando observamos o mundo acontecendo à nossa volta e percebemos
a magnitude de determinados eventos que acreditamos que ameaçam
a nossa integridade, ficamos nos empenhando em buscar formas para nos
proteger ou evitá-los e acabamos muitas vezes esgotados e sem soluções.
Nesse momento que entramos em contato com a nossa impotência diante
de determinados fatos é o instante exato para tomarmos consciência
do nosso limite de atuação e parar de agir. Somente assim,
estaremos entregando a sorte dos acontecimentos para as forças
superiores atuarem onde já não é do nosso alcance.
Não é uma postura muito fácil de se adotar porque
não estamos habituados a nada fazer, pelo contrário, fomos
treinados e cobrados sempre no sentido de agir e quando assim não
procedemos vem a sensação de que somos inconseqüentes
e então acabamos por exigir de nós um desempenho além
do que podemos.
Também dificulta o fato de precisarmos manter uma convicção
no bem, pois crescemos alimentando a crença de que precisamos estar
sempre preparados para se defender de um possível mal, mas não
podemos esquecer que quando nos protegemos estamos admitindo um inimigo
e dessa maneira reforçando esse mal.
Assim, a solução para nos sentirmos seguros se estabelece
internamente, criando uma firme convicção de que quando
reconhecemos o nosso limite para atingir um objetivo e entregamos para
as forças divinas essa responsabilidade, a realização
do que não conseguimos se concretiza.
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