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Quando pensamos
que somos responsáveis por algo ou por alguém, geralmente
vem uma sensação de peso, fruto de nossas próprias
cobranças e, conseqüentemente, de outras pessoas. Acostumamos,
quando algo não vai bem, a responsabilizar o processo da vida,
a incompreensão dos outros, as regras sociais e até as leis
divinas...
Esquecemos que cada um nós é o centro da própria
vida e que, a cada ação nossa, desencadeamos uma reação
correspondente; assim, tudo que está acontecendo conosco ou a nossa
volta é o resultado das atitudes que viemos adotando ao longo de
nossas vidas, conscientes ou não das conseqüências.
Sentimos dificuldade em assumir a responsabilidade por nós próprios,
então, fugimos para cuidar e se preocupar com os outros, porque
tememos a possibilidade de nos tornarmos conscientes de nossos atos e
passarmos a nos castigar pelos possíveis insucessos decorrentes
de nossa inexperiência.
Perceba que, dessa maneira, estamos apenas copiando o mesmo esquema que
foi adotado pelos nossos educadores, que nos culpavam e castigavam, na
esperança de nos tornarem melhores, quando ainda não tínhamos
desenvolvido habilidade suficiente para lidar com a situação
em questão.
Cientes disso, vamos fazer diferente, sentir o prazer que emerge de sabermos
totalmente responsáveis por nós e de podermos nos permitir
criar e viver as diversas possibilidades que a vida nos oferece, tratando-nos
com bastante amor e paciência nas experiências novas cujos
resultados ainda não conhecemos.
Portanto, não descuide do prazer de cuidar si, porque é
a responsabilidade de cada um de nós nessa encarnação.
Conseqüentemente, não procede ficarmos preocupados com o desempenho
dos outros, estragando o nosso prazer de viver, que é o mais precioso
alimento de nossa alma.
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