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Nesses dias
do ano, quando ele se inicia, nós nos habituamos a fazer uma revisão
de nossas conquistas e planejamos outras. A quantas ficou o seu lucros
e perdas em relação à sua alma? Você
conseguiu realizá-la, apoiando-a nas suas escolhas? Ou ainda: teve
dificuldades e preferiu ficar somente com o seu lado racional?
Que tal treinarmos, desde já, lidar melhor com a nossa alma? Nunca
esquecendo de que é ela quem sabe a programação do
nosso processo evolutivo, cabendo a nós sentir os seus toques e
tentar viabilizá-los, por meio do nosso lado racional, para tornar
possível a concretização de seus anseios.
Por exemplo, quando conhecemos uma pessoa e gostamos dela, sem ter muitas
explicações e motivos, simplesmente gostamos... Se o nosso
lado racional for analisar, ela pode não atender em nada o estabelecido
como ideal de relacionamento e, certamente, ser forte candidata à
rejeição.
Estamos acostumados a criar expectativas em relação às
pessoas, vinculando o nosso gostar ao atendimento dessas condições
estabelecidas diante do nosso racional. Assim, só gostamos se a
pessoa for atenciosa, se estiver bem estabelecida, se for cuidadosa com
a própria aparência e por aí afora...
E aquela pessoa que desperta em nós um bem-querer, mas pouco atende
às expectativas racionais? Apesar disso gostamos dela, porque,
de alguma forma, nos encanta... A alma sabe com quem precisamos nos relacionar
e, assim, a pessoa que vai ajudar no nosso crescimento traz um brilho
que só a nossa alma consegue reconhecer.
Então, primeiramente, vamos ficar com a nossa alma, pois, em contato
com ela, perceberemos as suas vontades e, conseguindo atendê-las,
estaremos vivendo as experiências necessárias de nossa encarnação.
São verdades que brotam do fundo do nosso ser e que nos levam
a gostar de nós próprios como realmente somos. Quando essa
mágica acontecer, estaremos aptos a gostar sem estabelecer condições
e a compartilhar com alguém as riquezas que a vida reservou para
cada um de nós.
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