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Sábado, 27 de maio de 2017 - 10h39
Como somos afortunados
 

Existem pessoas que preferem se sentir infelizes. Por mais que você diga o quanto é importante as suas famílias, a saúde e a harmonia, elas não dão a mínima para isso. Estão sempre mais preocupadas em sanar as preocupações e criar outras do que degustar as já solucionadas. Deste modo, nunca sentem a felicidade enquanto não perdem boa parte daquilo que não davam valor. É quase sempre assim. Até mesmo para praticar a fé.

O mestre Nissen Shounin, fundador do Budismo Primordial HBS, coloca o ser humano, o praticante da fé budista, como um ser extraordinariamente afortunado. Vejamos o porquê. Imagine alguém descendo um fio de linha desde a estratosfera. Esse fio passa pelo céu em meio à tempestade e vendaval, e ainda assim acerta o buraco da agulha. Realmente seria o cúmulo da pontaria. Buda ensina que nascer humano é milhões de vezes mais difícil que isso. E muito mais difícil ainda nessa vida é encontrar com o Darma Sagrado. Isto é, o fato de nascer humano é uma importante e única condição que nos permite praticar a fé do Darma Sagrado. Baseado nessa ótica podemos dizer que somos afortunados, pois qualquer outro tipo de fortuna seria esgotável.

O grande mestre Nitiren coloca também da seguinte forma: “Eu, Nitiren, estudo o Darma de Buda desde a infância e oro muito, pois a vida do ser é muito instável. Após expirar pode não voltar a respirar novamente.” Ou seja, coloca em cada respiração a importância de viver pela fé. Dá para contar quantas vezes respiramos em uma vida. Por mais que pareçam muitas, ainda assim o desperdício de vida é maior. A religião não existe essencialmente para curar a doença, mas primeiramente para preveni-la, para limitar nossos egos, anseios, ignorância e estupidez. Caso contrário, viveremos correndo atrás de bênçãos e mais bênçãos infinitamente, sem mesmo perceber que a benção maior é acabar com o mal pela raiz. O objetivo da vinda de Buda a este mundo foi isso, deixar o Darma Sagrado para buscarmos um tipo de cura que não permitisse sermos acometidos nunca mais por nenhuma doença. Isso exige um modo de vida e uma consciência religiosa pura, suficientemente capaz de nos fazer perceber que não praticamos a fé para sermos felizes e que sim poder praticar a fé nos caracteriza como seres verdadeiramente afortunados.



KYOHAKU CORREIA
É é arcebispo da religião budista Honmon Butsuryu-Shu do Brasil.
Mestre em Teologia Budista, foi ordenado sacerdote aos 11 anos e estudou Literatura Japonesa pela Universidade Budista de Kyoto.

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