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Arquivo NippoBrasil - Edição 176 - 9 a 15 de outubro de 2002
 
A Borboleta Branca

Adaptação livre de Claudio Seto
(Texto e desenhos: Claudio Seto)

 

Certa ocasião, um homem de 70 anos, muito doente, chamou sua irmã viúva e o filho dela para virem morar com ele. Como estava com idade avançada, pretendia deixar a propriedade de herança para o sobrinho. Até mudar-se para a casa do tio, o rapaz pouco sabia sobre a vida dele, pois o homem vivia sozinho e não era acostumado a visitar a casa de parentes.

Um dia, quando o rapaz estava sentado ao lado do leito do tio, doente, fazendo-lhe companhia, viu uma enorme borboleta branca entrar no quarto. A borboleta voou em círculo e pousou no travesseiro do tio, que estava deitado.

Como pousou calmamente, o sobrinho pensou em deixar o inseto ali mesmo. Mas, preocupado que o bicho pudesse assustar o tio, que estava dormindo, assoprou em direção do bicho para que voasse de volta para fora da casa. A borboleta levantou vôo e ficou circulando a roupa de cama do tio. De repente, saiu voando para fora da janela.

O menino achou a borboleta um pouco diferente e resolveu segui-la. Como o tio estava dormindo, não haveria mal algum deixá-lo sozinho por algum tempo. A borboleta branca voou em direção do cemitério, que ficava do outro lado da rua e próximo da casa.

Foi diretamente para uma tumba e, então, desapareceu misteriosamente. O jovem procurou, mas não viu mais nada. Teve a impressão de que a borboleta iria pousar na tumba com o nome Akiko, quando a perdeu de vista. Resolveu, então, voltar para casa.

O menino ausentou-se somente por alguns minutos, mas, nesse intervalo, seu tio havia falecido.

Depois do enterro, conversando com a mãe, ele contou sobre a visita da borboleta pouco antes da morte do tio. Porém, nada disse sobre sua perseguição ao cemitério para não ser ralhado por ter deixado o tio enfermo sozinho. Quando lamentava que pouco sabia sobre seu recém-falecido tio, a mãe lhe contou que o irmão, quando jovem tinha uma noiva que amava muito. Porém, dias antes da data marcada para o casamento, a noiva faleceu vítima de uma doença. Ele, então, comprou uma casa próxima do cemitério onde ela estava enterrada para poder zelar sua sepultura. Assim, durante 50 anos, tinha cuidado da tumba, limpando, colocando flores e rezando diariamente para Akiko.

Assustado, o menino contou à mãe que a borboleta tinha desaparecido exatamente no túmulo com a inscrição Akiko.

A mãe, então, ficou satisfeita, dizendo que seu irmão teve uma morte feliz. Certamente, o espírito de Akiko tomou forma de borboleta e veio buscar o espírito do homem que durante toda vida a amou.

Na crendice popular japonesa, muitas vezes a borboleta branca é vista como alma de uma pessoa falecida.

 
Adaptação livre de Claudio Seto
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