Conselho
reconhece que as crianças brasileiras precisam ter atendimento
adequado nas escolas japonesas para evitar evasão
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(Reportagem
e Foto: Redação/IPC)
O Conselho
para Promoção de Medidas aos Nikkeis, órgão
ligado ao Gabinete do primeiro-ministro, acredita que as crianças
brasileiras no país precisam ser atendidas adequadamente pelas
escolas públicas japonesas e, ao mesmo tempo, ter as diferenças
culturais reconhecidas durante o processo educativo. O conselho reconhece
a necessidade dessas crianças aprenderem a língua portuguesa
nas escolas brasileiras, uma vez que um grande número de famílias
tem planos de retornar ao Brasil.
Ao renovar
o visto, as famílias que tiverem filhos fora da escola serão
questionadas. Também serão tomadas medidas para incentivar
o retorno das crianças às salas de aula. Educar os
filhos com respeito é o segundo dos cinco pontos prioritários
das Diretrizes Básicas para os Nikkeis Residentes no Japão,
documento divulgado pelas autoridades em agosto.
O governo japonês
deve promover a rápida adaptação das crianças
nikkeis às escolas públicas japonesas para evitar a evasão
escolar ou a descontinuidade dos estudos. Aliado a isso, o conselho propõe
a elaboração de um currículo escolar mais flexível,
a fim de facilitar o acesso dessas crianças estrangeiras ao sistema
educacional do país. Os Ministérios da Justiça e
da Educação, Ciência e Tecnologia trabalharão
juntos neste tema.
Na prática,
o governo quer disponibilizar educadores para dar orientação
aos pais e às crianças na hora de ingressar nas escolas
locais, acompanhando-os durante esse processo. Para isso, a ideia é
qualificar esses profissionais a fim de adaptá-los a essas novas
necessidades. O sistema de orientação e apoio a ser criado
deve se estender para o Ensino Médio, supletivo e os cursos à
distância.
Ensino
de português
Em relação
à educação em língua portuguesa, terão
continuidade os programas de reconhecimento das escolas brasileiras como
kakushu gakkoo ou jungakkoo hoojin (escolas de ensino específico).
Esses status permitem a estas instituições, por exemplo,
receberem subsídios públicos. O governo estuda ainda a prorrogação
do projeto Niji no Kakehashi, de ensino de língua japonesa para
crianças.
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