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Proposta de trabalho faz irmãos
recomeçarem a vida em Manaus

Vaga garantida com chances de ascensão em carreira atrai brasileiros de volta ao País
 

Os irmãos Alexsandro e Jonathan Fujihara: os ex-tantooshas no Japão já inseridos na cultura amazonense

(Reportagem: Osny Arashiro/IPC | Fotos: Cedida)

Após viverem no Japão durante 18 anos, os irmãos Alexsandro e Jonathan Fujihara decidiram retornar ao Brasil em julho para recomeçar a vida em Manaus, capital do Amazonas, onde jamais estiveram anteriormente. A volta dos irmãos foi intermediada pela Yamaha Motor Assist, uma divisão em Iwata (Shizuoka) da montadora japonesa encarregada de contratar funcionários, capacitá-los e alocá-los em outras empresas. Um dos objetivos da companhia é treinar brasileiros que ganharam experiência no Japão, incluindo idioma e cultura, para que possam trabalhar em empresas nipônicas no Brasil.

O mais velho, Alexsandro, 27, veio primeiro e, agora em Manaus, trabalha diretamente com japoneses em uma fornecedora de peças para motocicletas. “Meu plano é ficar em definitivo e crescer profissionalmente aqui. Gosto muito do Japão, mas não me sentia seguro em relação à estabilidade profissional”, conta.

Alexsandro trabalhava como tantoosha (encarregado) de uma empreiteira. Com a crise no final de 2008, ele cursou o supletivo e também foi aprovado no exame de proficiência no idioma japonês. No início de 2009, passou a procurar outras fontes de trabalho, até que soube da Yamaha Assist. Casado e com uma filha, Alexsandro e sua família ainda se adaptam ao clima muito quente de Manaus. “Mas estou gostando daqui. O povo é caloroso e, por isso, não sinto dificuldades de me integrar. Pena que muita coisa do Japão não tem aqui, como konbini (loja de conveniência), ruas limpas e pontualidade para tudo.”

Jonathan, 25, também se mudou para Manaus por intermédio da Yamaha Assist e trabalha em outra fornecedora de peças para motocicletas. “Quero tentar a vida agora, porque o trabalho de tantoosha não dura para sempre”, explica. O treinamento é feito no próprio local de trabalho e envolve aprender serviço de várias seções. Segundo a Yamaha Assist, porém, a carência é em cargos de liderança.

Jonathan diz que a comunidade brasileira no Japão está dividida entre aqueles que decidiram morar definitivamente no arquipélago e os dekasseguis que economizam para depois retornar. Para quem quer ficar, ele recomenda aprender o idioma japonês e a cultura. “Daqui para a frente, quem não falar a língua local vai enfrentar dificuldades para arranjar emprego. Com a extinção do tantoosha e das empreiteiras, cada um terá de se virar, então será preciso estudar.”

 
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