
Hojo
Hirooka, do Union esas vão explorar brechas
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(Foto: Kyodo
News)
O Ministério
da Justiça japonês definiu na terça-feira (30) o quarto
Plano Básico da Imigração, que servirá de
diretriz para os próximos cinco anos no controle de entrada e saída
de estrangeiros. O plano está fundamentado na necessidade do Japão
de amenizar os efeitos da queda da natalidade, e a consequente redução
na mão de obra, na economia do país. Para isso, foi incluído
no texto do plano o argumento de que é preciso estudar e
discutir a entrada dos estrangeiros levando-se em consideração
o futuro do Japão.
Com a intenção
de atrair estrangeiros para a revitalização da economia,
o órgão deve adotar medidas emergenciais, como a prorrogação
do tempo de permanência de cidadãos de outros países
com alta qualificação, como pesquisadores e executivos.
Além disso, foi ressaltada a importância da cooperação
dos ministérios relacionados à questão imigratória
e desses com as prefeituras, que possuem mais experiência no trato
de questões envolvendo estrangeiros. O objetivo é executar
projetos visando a convivência com os japoneses.
Sobre aqueles
com visto permanente, o documento cita que deve ser estudada a aplicação
de prova para verificar a adaptação dos estrangeiros ao
Japão.
A proposta
aponta também que nikkeis sul-americanos, como os brasileiros,
têm contribuído para o desenvolvimento econômico
e auxiliado a economia japonesa. Mas, por outro lado, menciona que
em meio ao agravamento da economia, a situação dos
problemas de emprego e de moradia deles tende a se agravar. Por
esse motivo, o plano prevê a necessidade de revisão do critério
que permite a obtenção do visto temporário de trabalho
por nikkeis, que atualmente não tem exigências relacionadas
ao conhecimento da língua ou qualificação profissional.
A questão
da entrada de estrangeiros no Japão é polêmica e divide
políticos, especialistas e outros setores da sociedade. Aqueles
que são contra argumentam que a medida pode levar a problemas sociais,
como o aumento da violência. Já os que se posicionam a favor
dizem que essa é a única maneira de o Japão manter
sua economia ativa.
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