(Reportagem: Yoko Fujino)
A população japonesa parece estar mais confiante na economia de seu país: o índice de confiança do consumidor, que retrata o sentimento do consumidor em relação a economia e finanças pessoais, aumentou 1,7 pontos em julho em relação ao mês anterior, ficando em 37 pontos. Os consultados estão mais confiantes em todos os ítens medidos, que são compras de bens duráveis, situação do mercado de trabalho, melhora da condição de vida e renda.
Ainda assim, os índices estão abaixo do medido antes do grande terremoto de março: em fevereiro deste ano, o índice de confiança estava em 41,6 pontos. Em dezembro de 2008, após a crise econômica que abalou o mundo, este índice havia chegado a 26,2 pontos.
Os japoneses mostram-se mais positivos em relação ao consumo de bens duráveis e na situação do mercado de trabalho. A intenção de compra de bens duráveis ficou em 39,2 pontos a mais que o mês de junho deste ano. Já a confiança no mercado de trabalho cresceu 2,3 pontos e chegou ao patamar de 31,9.
Economia mundial e moeda valorizada do Iene preocupa crescimento
O cenário econômico mundial também é fator de preocupação das agências que contratam brasileiros. “Toda vez que a economia do Japão parece se recuperar, acontece alguma coisa”, lembra Miyazaki, dono da Miyazaki Tur de São Paulo. Ele afirma que há apreensão entre os japoneses por causa da queda dos valores das ações negociadas nos EUA e Europa, que pode repercutir no Japão.
A Bolsa de Valores de Tóquio também foi atingida pelo rebaixamento da nota dos Estados Unidos pela agência de classificação de riscos Standard & Poor’s. No dia 09/08 as ações chegaram a ser negociadas 440 ienes mais baratos que no dia 08, em média. O valor médio chegou a 8,7 mil ienes, o mais baixo desde março deste ano, quando a região nordeste do país foi atingida por um grande terremoto. No dia seguinte a bolsa recuperou e a média do preço das ações ficou acima de 9 mil ienes, mas no dia 11 voltou a ficara abaixo deste valor.
O valor do iene em relação ao dólar, euro e libra também está muito alto, o que prejudica as exportações daquele país, afetando a produção e contratação de mais mão-de-obra. A relação tem se mantido em torno de 76 ienes para U$ 1, e 108 ienes para 1 euro. |