PORTAL NIPPO-BRASIL - 14 ANOS ONLINE

Horário de Brasília: Domingo, 21 de dezembro de 2014 - 15h53
Seções

Entre em contato
com a redação:
campo@nippo.com.br

Arquivo Campo NippoBrasil - 27/07/2010
 
Pêssego é alternativa para pequenos produtores
Novas variedades desenvolvidas se adaptam bem aos climas menos frios
 

Cultivo da fruta hoje concentra-se na região Sul do País, mas já foi uma das plantações às quais se dedicaram os japoneses na periferia de São Paulo décadas atrás

(Foto: Divulgação)

O pêssego – fruta hoje cultivada principalmente no Sul do País – pode ser uma boa alternativa de renda também em regiões não tradicionais da cultura. No passado, foi uma das plantações identificadas com a comunidade japonesa, que mantinha grandes áreas cultivadas na região de Itaquera, no extremo leste da cidade de São Paulo. Uma praga e a chegada da urbanização acabaram com o cultivo.

Novas cultivares de pêssego como opções de plantio em locais com menos horas de frio, para possibilitar a cultura em algumas regiões do Espírito Santo e Bahia, ou ainda em áreas mais quentes dos estados do Sul e Sudeste, vêm sendo desenvolvidas pela Embrapa, de acordo com Maria do Carmo Bassols Raseira, da Embrapa Clima Temperado (RS). Segundo a pesquisadora, o pêssego é uma boa alternativa de renda em pequenas propriedades. O primeiro passo para confirmar a viabilidade de seu cultivo é o produtor verificar qual variedade se adapta melhor às condições da região. Também é importante verificar a aceitação do mercado e avaliar a distância da área de produção até a região de comercialização, pois o transporte é fundamental para garantir que o produto chegue ao consumidor em boas condições.

O trabalho da Embrapa para avaliar a adaptação do pêssego em regiões não tradicionais consiste em montar Unidades de Observação, junto às propriedades, para acompanhar o desenvolvimento da cultura. “Plantamos diversos tipos de variedades e novas seleções, e, a partir do início da safra, fazemos as avaliações”, explica a pesquisadora. Este trabalho é feito em parceria com o Escritório de Negócios de Campinas (SP). No caso do pêssego, o engenheiro agrônomo Ciro Scaranari montou uma rede de unidades de observação que inclui mais de 20 locais e já colhe bons resultados. Segundo ele, “nos últimos dois anos, foram lançadas três novas cultivares, resultado do trabalho nessa rede”.

 
Arquivo