Horário de Brasília: Segunda-feira, 01 de dezembro de 2008 - 16h27
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Boa armazenagem pode evitar pragas em milho
Não é fácil saber o início dos ataques dos insetos, pois
eles já vêm do campo junto com o milho

Para armazenagem, segundo pesquisador Jamilton, é ideal que o milho esteja bem seco

(Por: Instituto Agronômico de Campinas*)

Tão importantes como as preocupações com o correto manejo da lavoura de milho são os cuidados com o armazenamento da produção. As perdas por armazenamento inadequado chegam a mais de 15% do peso inicial dos grãos. Esse índice significa que entre 45% e 50% dos grãos foram atacados por insetos. Aos 15%, pode ser acrescentada uma perda entre 5% e 10% por causa do ataque de ratos.

O principal cuidado que o produtor deve ter, de acordo com o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Jamilton Pereira dos Santos é que o milho esteja bem seco, com umidade entre 14% e 16%. Também é importante que se faça a separação das espigas despalhadas (que já perderam as palhas de cobertura), já que apenas as espigas com bom empalhamento devem ser armazenadas.

Podem ser divididas em três as principais espécies de insetos-praga que atacam o milho armazenado. A primeira e mais conhecida é o gorgulho, ou caruncho do milho, cientificamente chamado de Sitophilus zeamais. A segunda é uma pequena mariposa de cor amarelo-palha (conhecida como traça dos cereais, cujo nome científico é Sitotroga cerearella), que mede entre 5 mm e 6 mm de comprimento, quando em pouso. E a terceira espécie é formada por pequenos besouros de cor castanho-escura, que medem entre 2 mm e 3 mm e têm o nome científico de Sitophilus oryzae. Outra praga que causa prejuízos ao milho armazenado são os ratos.

Não é fácil saber o início do ataque dos insetos, pois eles já vêm do campo junto com o milho. No entanto, segundo Jamilton, para evitar maiores danos, recomenda-se adotar um método eficiente de controle, como o uso do expurgo com fosfina, que é um método barato e muito eficiente, além de não deixar resíduo ou odor desagradável nos grãos.

No caso dos ratos, é possível impedir que eles cheguem às espigas e as estraguem. Uma opção, voltada principalmente para os agricultores familiares, é o paiol Balaio de Milho. Desenvolvido em conjunto pela Embrapa e pela Emater-MG, ele dificulta a entrada de ratos, por conter uma chapa de zinco por toda sua base e facilita o expurgo do milho para controle de insetos.

(*Com Embrapa Notícias)

 
Minimilho ganha mais espaço

Nas formas de milho verde, seja cozido, seja assado ou pamonha, o mercado já sinaliza oportunidades para quem aposta no tamanho em miniatura do milho. “A versatilidade que o minimilho permite, seja no seu uso em saladas, seja em sopas, misturado no arroz ou em massas, em cozidos de legumes, ou de carnes e grelhados em azeite como guarnição, tem provocado a abertura de um novo nicho de mercado”, explica Valéria Aparecida Vieira Queiroz, pesquisadora da Embrapa.

Composto quase que em sua totalidade por água, o minimilho tem o diferencial de possuir menor valor calórico se comparado ao milho comum. É considerado uma hortaliça pelos cuidados que exige. Depois de colhido, deve ser imediatamente acondicionado em temperaturas que permitam sua conservação entre 5º e 10º C.

De importador – a maioria do minimilho consumido no Brasil vinha da Tailândia –, o produto vem ganhando adeptos entre os produtores rurais, principalmente os que utilizam mão-de-obra familiar. Para produzir minimilho, adianta o pesquisador Israel Alexandre Pereira Filho, também da Embrapa, é necessário um cuidado especial na colheita. “O produtor deve visitar a lavoura todos os dias, pois o ponto de colheita é determinado pela emissão dos cabelos na espigueta. Dois dias depois de eles aparecerem, está na hora de colher”, diz.

No verão, o minimilho é colhido em até 45 dias, dependendo da precocidade da cultivar escolhida. No inverno, a colheita demora um pouco mais, chegando a até 75 dias. Acertar o dia da colheita é determinante, segundo ele. “O minimilho é a própria espigueta do milho de 4 a 12 cm antes da polinização. Se for polinizado, perde-se o valor comercial”, completa.

Em Minas Gerais, de acordo com Israel Filho, o produtor recebe até R$ 3 por quilo de minimilho minimamente processado. Se já processado em conserva, o valor sobe para R$ 5. Outro atrativo de uma lavoura de minimilho é a economia de insumos.

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