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(Por:
Instituto Agronômico de Campinas*)
Pesquisa desenvolvida
pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos da Secretaria de Agricultura
e Abastecimento (Ital) sobre técnicas de pós-colheita da
uva cv. niagara mostrou que há tecnologias capazes de ampliar a
vida útil da fruta, prioritariamente consumida in natura. A pesquisa
fez parte do projeto Redução das Perdas de Uva de Mesa cv.
Niagara, coordenado pelo pesquisador Maurilo Monteiro Terra, do Instituto
Agronômico (IAC). O trabalho envolveu ainda o Instituto de Economia
Agrícola da Pasta (IEA) e a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e
Armazéns Gerais de São Paulo).
A pesquisadora
do Grupo de Engenharia e Pós-Colheita (GEPC/Ital), Sílvia
Valentini, diz que tecnologias costumam ser aplicadas para a conservação
das uvas consideradas finas e destinadas à exportação,
como a itália e a benitaka, o que não ocorre com a niagara.
Ainda assim, a cultivar possui vantagens com relação às
chamadas finas, como menor custo de produção, características
de rusticidade que exigem um número menor de pulverizações
de defensivos e excelente aceitação pelo mercado consumidor.
O Estado é
o maior produtor nacional de uva para mesa, com produção
anual de 189,7 mil toneladas. As cultivares de uva comum, representada
principalmente pela niagara rosada, correspondem a 89,1% do total de plantas
e a 49,1% da produção de uva no Estado. A pesquisa foi concentrada
em três municípios de destaque: Jundiaí, Louveira
e Jales.
Para aliar
os benefícios característicos da niagara às potencialidades
de tecnologias pós-colheita, foram testadas as técnicas
de aplicação de cloreto de cálcio e ácido
naftalenoacético até alguns dias antes colheita, combinados
com técnicas de pós-colheita, como o uso de sistemas de
embalagens, refrigeração e irradiação ultravioleta.
As tecnologias
foram escolhidas pelas experiências bem-sucedidas de sua aplicação
em outras frutas e hortaliças. A irradiação UV-C,
por exemplo, vem se destacando no controle de podridões pós-colheita
em diferentes frutas, é germicida e tem propriedades de indução
de resistência a doenças, além de ser uma alternativa
ao emprego de produtos químicos.
Segundo as
pesquisadoras Eliane Benato (GEPC/Ital) e Patrícia Cia (IAC), responsáveis
pelos estudos de controle de doenças pós-colheita nas uvas,
são imprescindíveis um bom manejo da cultura e tratamento
fitossanitário adequado no campo para que as tecnologias aplicadas
conservem a qualidade da fruta por mais tempo e consigam controlar efetivamente
as doenças. O emprego dessas técnicas é viável.
A refrigeração é a que exige mais investimentos,
mas é possível os produtores formarem um grupo para a compra
de câmaras frias e do sistema de transporte refrigerado. Eles precisam
se associar para montar uma estrutura. É vantajoso, economicamente
viável, e com retorno em curto prazo, ressalta Sílvia.
(*Com
Assessoria de Comunicação do Ital)
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