
No Japão, já há miniaturas de tomate... |

... nabo... |

... couve-flor... |

... chingensai e muitas outras hortaliças |
(Texto: Cinthia
Yumi/NB | Fotos: Kunihiro Otsuka/ipcdigital.com)
No Japão,
o mercado de hortaliças em miniatura começa a se popularizar.
Por lá, já é possível encontrar, em grandes
redes de supermercados, alguns vegetais, como nabo, pepino, repolho e
o "chingensai" em versão mini, muitos deles cabendo na
palma da mão. E os japoneses parecem apreciar as igua-rias, mesmo
considerando o fato de serem mais caras do que as versões em tamanho
natural.
A tendência
firma-se na medida em que aumenta o número de pessoas vivendo sozinhas
e de casais sem filhos. Conforme a estimativa do Instituto Nacional de
Pesquisas sobre População e Seguridade Social, o percentual
de casas onde vive apenas uma pessoa atingirá 30,3% em 2010, ultrapassando
pela primeira vez o de lares de casais com filhos, que cairá para
28,3%.
Mercado
nacional
No Brasil,
o mercado de mini-hortaliças ainda é incipiente. Tanto que
não há estatísticas oficiais sobre esse tipo de produção.
"No Brasil, poucos produtores trabalham com esse tipo de hortaliça
porque é um mercado específico", diz Rumy Goto, professora
da Unesp de Botucatu e ex-presidente da Associação Brasileira
de Horticultura.
O mercado ainda
é tão pequeno que nem mesmo uma das maiores empresas no
ramo de produção de sementes, a Sakata Seed Corporation,
com sede no Japão, arrisca aumentar a sua produção
de sementes de mini-hortaliças. "O setor de miniaturas não
responde nem por 1% do total de nossos produtos", diz Adolfo Hirano,
coordenador de produção da Sakata do Brasil.
Ele ainda faz
um comparativo entre o mercado no Japão e no Brasil. No primeiro,
as hortaliças em tamanho reduzido não são novidade.
Entre as 76 espécies comercializadas pela Sakata Seed Corporation,
há produtos que foram lançados na década de 70. No
entanto, a popularização é recente. Segundo a empresa,
a venda de sementes de hortaliças pequenas aumentou 78% entre os
anos de 2000 e 2003 e vem crescendo desde então.
No Brasil,
por outro lado, essa popularização está longe de
acontecer. "No Japão, frutas e alguns tipos de hortaliças
são utilizadas até para presente. Então, o valor
é bem mais elevado. No Brasil, esse conceito não existe.
O que existe é um público A, que paga mais caro por mini-hortaliças.
No entanto, é um consumidor altamente exigente", continua
Hirano.
Maior
procura
Segundo o
agricultor da região de Cotia, entre as hortaliças em miniatura,
as mais procuradas são a mini-rúcula e a alface de folhas
pequenas. Em sua propriedade de 30 mil m2, Morikawa também produz
as hortaliças em tamanho natural, mas, hoje, as miniaturas já
respondem por 50% da produção total que vai do produtor
diretamente ao consumidor final. "Meus clientes são, na maioria,
os consumidores finais e alguns restaurantes e empórios de luxo
em São Paulo", conta ele.
Segundo a professora
Rumy, no Brasil, o principal mercado consumidor desse tipo de hortaliças
é São Paulo, onde se concentra a indústria da sofisticação.
Isso se comprova nas gôndolas dos hipermercados e de alguns empórios
de luxo. Enquanto uma bandeja de 600 g de cenoura comum custa cerca de
R$ 1,50, 250 g da versão mini custa R$ 5.
Quem pretende
entrar nessa área deve pesquisar a demanda antes de iniciar o negócio.
O segundo passo é optar por hortaliças que melhor se adaptam
ao clima da região.
(*Colaborou
Kunihiro Otsuka/ ipcdigital.com)
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