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Helder Horikawa/NB
Francisco
Saito, produtor de rosas em Atibaia: mercado pode melhorar mais |
As vendas de
flores no Brasil vão muito bem. E podem crescer mais. Essa é
a constatação do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor),
que estima um potencial de crescimento, em 2007, em torno de 5% a 10%.
O consumo de flores e plantas ornamentais no País ainda não
ultrapassa US$ 7 por habitante/ano, valor dez vezes menor do que a média
européia de consumo.
O problema,
de acordo com o presidente da Ibraflor, Kees Schoenmaker, é que
o consumidor brasileiro ainda tem poucas informações sobre
flores, folhagens e plantas ornamentais. Portanto, campanhas de divulgação
são bem-vindas e as grandes festas do setor, como a ExpoAflord,
em Arujá, e Expoflora, em Holambra, ambas no interior de São
Paulo, contribuem para o crescimento das vendas. Aproveitamos a
festa para divulgarmos nossos produtos. Só na primeira semana do
evento deste ano, vendemos 25% mais do que o mesmo período de 2006,
argumenta Luiz Kei Takanashi, gerente de Marketing da Aflord.
De acordo com
Schoenmaker, a produção brasileira de flores e plantas ornamentais
ultrapassa 6,5 mil hectares de área plantada. O principal produtor
é o Estado de São Paulo, que responde por 70% do cultivo.
Outros 25% da produção estão no Rio Grande do Sul,
Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Os 5% restantes
são registrados nos novos pólos que estão sendo criados
nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste (especialmente no Ceará).
Em todo o Brasil,
estima-se que cerca de 5 mil produtores se dediquem à floricultura,
entre grandes, médios e pequenos. A maior parte da atividade é
desenvolvida por pequenas propriedades, com área média de
cultivo de 1,5 hectare. Para os produtores, o setor gera um faturamento
estimado em U$ 400 milhões por ano. No varejo, o faturamento é
estimado em U$ 1,3 bilhão por ano. As vendas no mercado interno
estão bem, mas o cenário pode ser melhor ainda, diz
Francisco Saito, produtor de Atibaia, que comercializa algo em torno de
70 mil dúzias de rosas no mercado brasileiro. Espero fechar
dezembro vendendo 100 mil dúzias, completa.
Além
de maior produtor, o Estado de São Paulo é também
o maior consumidor e exportador de flores e de plantas ornamentais do
Brasil. São Paulo responde por 40% do consumo brasileiro. Somente
a capital absorve 25% do volume comercializado no Brasil. O restante abastece
os demais Estados, sendo o Paraná o principal importador.
A maior parte
do cultivo é feita a céu aberto (71% da produção).
As estufas representam 26% e as plantações em tela apenas
3%. Do total da área cultivada, 50,4% são destinados para
mudas; 28,8% para flores de corte; 13,2% para flores em vasos; 3,1% para
folhagens em vasos; 2,6% para folhagens de corte e 1,9% para outros produtos
da floricultura.
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Região
de Atibaia
A região de Atibaia conta com 400 produtores com uma
área de produção estimada em 500 hectares,
sendo 50% para flor de corte (com destaque para Rosa, Chrysanthemum
e Gypsophila) e 50% para flor em vaso (com destaque para Orchids
e Chrysanthemum). A predominância de pequenas e médias
propriedades é uma das principais características
da região.
Região
do Paranapanema
Nessa região, localiza-se a colônia holandesa Holambra
II, onde vários produtores se dedicam ao cultivo de flores
de corte e vaso. Existe uma liderança parcial da Cooperativa
de Holambra II para o comércio de flores. O grupo Steltenpool,
discidente dessa organização, lidera um grupo de
produtores por meio de sua central de comercialização.
Alguns produtos são escoados pelas estruturas do Veiling
e Floranet, em Holambra.
Região
da Dutra
Os principais municípios produtores são Arujá,
Mogi das Cruzes e Salesópolis. Predomina a colônia
japonesa e a produção de plantas em vaso para interiores
é a maior especialidade da região. A produção
da região da Dutra é vendida nos principais mercados
do estado: Ceasa-Campinas, Ceagesp, Veiling-Holambra e Floranet.
Vale
do Ribeira
Caracterizada pelo clima quente e úmido, a região
tem produtores dedicados ao cultivo de flores tropicais, Anthurium
sp. e plantas para paisagismo. Nessa região, também
são produzidas plantas prontas para serem usadas em projetos
de paisagismo. Os produtos são comercializados na Ceagesp
e na Ceasa-Campinas.
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Região
de Campinas
A produção de flores e plantas dessa região,
integrada por Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Monte-Mor
e Limeira, é comercializada no Mercado Permanente de Flores
e Plantas Ornamentais da Ceasa-Campinas. Vale ressaltar a importância
nacional da região na produção de Aechmea e
plantas para paisagismo. Inaugurado em 1994, o Mercado de Flores
foi um marco decisivo para o desenvolvimento do comércio
varejista na região.
Grande
São Paulo
Nos municípios que rodeiam a capital, região chamada
de cinturão de São Paulo, estão
localizadas várias comunidades japonesas que se dedicam
ao cultivo de flores e plantas. Em sua maioria, são pequenos
produtores, com baixa aplicação de tecnologia. Excepcionalmente,
usam alguma tecnologia básica de estufas e irrigação,
mas sem nenhuma sofisticação.
Região
de Holambra
Nessa região, está o centro mais desenvolvido da
floricultura brasileira. Os principais fabricantes e fornecedores
de insumos, tecnologia e mudas de propagação estão
por ali. Paralelamente, surgiram também laboratórios
para propagação in vitro das principais espécies
cultivadas. As principais empresas de produção de
material genético do mundo tem alguma parceria ou representação
comercial na cidade.
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