Horário de Brasília: Sexta-feira, 29 de agosto de 2008 - 5h27
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Boa colheita anima produtores de nêspera
(Foto: Arquivo NB)

Ogawa: fruta pode ser comercializada no mercado canadense

(Por Silvio Muto/NB)

As condições climáticas deste ano foram favoráveis à colheita da nêspera, e os produtores de Mogi das Cruzes projetam números superiores aos de 2006. O produtor Adílson Jin Nakahara prevê uma colheita de 12 mil caixas (24 toneladas) de nêspera este ano, 3 mil a mais do que no ano passado. “O tempo ajudou, principalmente na época da floração, quando fez bastante sol”, explica Nakahara, que, além da nêspera, também produz caqui e ameixa.

Nakahara planta suas nêsperas em um alqueire e sua produção é voltada para o estado de São Paulo. "Minha produção ainda não permite mirar em outros mercados, mas, mais para frente, quem sabe", diz.

Mark Ide prevê uma produção de aproximadamente 20 toneladas, duas a mais que no ano passado. Para ele, o tamanho das frutas neste ano também está bom. “Se tivesse um pouco mais de chuva, seria ainda melhor”, afirma Ide, cuja família planta nêsperas há mais de 50 anos.

Ide, que vem produzindo para o mercado nacional, vê boas possibilidades de mercado para a fruta. “Como a fruta é delicada e demanda muitos cuidados, ainda há poucos produtores. Então, ainda dá para crescer bastante”, argumenta. Já existem planos para a exportação da fruta.

Fernando Ogawa, produtor e presidente da Associação Frutícola do Alto Tietê (Afrut), afirma que já existem conversações para a venda da nêspera para o Canadá. “Se as exportações se concretizarem, creio que o mercado da nêspera dará um bom impulso”, diz. “Até mesmo a demanda no mercado interno deverá crescer, já que o produto ganhará mais status por estar sendo exportado”, complementa.

Sobre a produção deste ano, Ogawa mostra-se exigente. “Poderia ter sido melhor. Até a florada, o tempo foi bom; só faltou água na reta final. As frutas deverão ser um pouco menores do que as do ano passado”, diz. Mas a falta de chuva, segundo Ogawa, também teve um lado positivo. “Com menos água, as frutas ficam mais doces.”

Também conhecida – erroneamente – como ameixa japonesa, a nêspera, na verdade, tem origem na China. Levada para o Japão por imigrantes chineses há mais de mil anos, tornou-se popular no arquipélago. A fruta foi trazida ao Brasil pelos imigrantes japoneses, que começaram seu plantio comercial na década de 40.

Hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial, atrás de Japão e Israel. Estima-se que as nespereiras brasileiras estejam plantadas em um total de 381 hectares, em sua maior parte no município de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo.

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