(Foto:
Arquivo NB)
Ogawa:
fruta pode ser comercializada no mercado canadense
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(Por Silvio
Muto/NB)
As condições
climáticas deste ano foram favoráveis à colheita
da nêspera, e os produtores de Mogi das Cruzes projetam números
superiores aos de 2006. O produtor Adílson Jin Nakahara prevê
uma colheita de 12 mil caixas (24 toneladas) de nêspera este ano,
3 mil a mais do que no ano passado. O tempo ajudou, principalmente
na época da floração, quando fez bastante sol,
explica Nakahara, que, além da nêspera, também produz
caqui e ameixa.
Nakahara planta
suas nêsperas em um alqueire e sua produção é
voltada para o estado de São Paulo. "Minha produção
ainda não permite mirar em outros mercados, mas, mais para frente,
quem sabe", diz.
Mark Ide prevê
uma produção de aproximadamente 20 toneladas, duas a mais
que no ano passado. Para ele, o tamanho das frutas neste ano também
está bom. Se tivesse um pouco mais de chuva, seria ainda
melhor, afirma Ide, cuja família planta nêsperas há
mais de 50 anos.
Ide, que vem
produzindo para o mercado nacional, vê boas possibilidades de mercado
para a fruta. Como a fruta é delicada e demanda muitos cuidados,
ainda há poucos produtores. Então, ainda dá para
crescer bastante, argumenta. Já existem planos para a exportação
da fruta.
Fernando Ogawa,
produtor e presidente da Associação Frutícola do
Alto Tietê (Afrut), afirma que já existem conversações
para a venda da nêspera para o Canadá. Se as exportações
se concretizarem, creio que o mercado da nêspera dará um
bom impulso, diz. Até mesmo a demanda no mercado interno
deverá crescer, já que o produto ganhará mais status
por estar sendo exportado, complementa.
Sobre a produção
deste ano, Ogawa mostra-se exigente. Poderia ter sido melhor. Até
a florada, o tempo foi bom; só faltou água na reta final.
As frutas deverão ser um pouco menores do que as do ano passado,
diz. Mas a falta de chuva, segundo Ogawa, também teve um lado positivo.
Com menos água, as frutas ficam mais doces.
Também
conhecida erroneamente como ameixa japonesa, a nêspera,
na verdade, tem origem na China. Levada para o Japão por imigrantes
chineses há mais de mil anos, tornou-se popular no arquipélago.
A fruta foi trazida ao Brasil pelos imigrantes japoneses, que começaram
seu plantio comercial na década de 40.
Hoje, o Brasil
é o terceiro maior produtor mundial, atrás de Japão
e Israel. Estima-se que as nespereiras brasileiras estejam plantadas em
um total de 381 hectares, em sua maior parte no município de Mogi
das Cruzes, interior de São Paulo.
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