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18 de junho de 1908 ~ 18 de junho de 2019

COLONIZAÇÃO:
Goiás e Minas Gerais

A região que mais atraiu os imigrantes japoneses foi o Triângulo Mineiro


Imigrantes japoneses no Estado de Goiás

Sede da Cooperativa de Produtores em Conquista, Minas Gerais
 

(Fotos: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil)

Os japoneses começaram a chegar em Goiás a partir de 1910. Era um grupo muito pequeno, que escolheu a região para trabalhar com a criação de gado. Mas e só a partir dos anos 20 que o Estado passa a registrar uma leva maior de nipônicos.

As terras goianas eram boas e a região integrada pelo sistema ferroviário, fatores essenciais para atrair os japoneses. Entre 1925 e 1929, o fluxo migratório para Goiás intensificou-se. Municípios como Goiânia, Anápolis, Goiandira, Pires do Rio, Nerópolis, Inhumas e Goianópolis foram, pouco a pouco, atraindo a mão-de-obra japonesa.

A escolha pelo Estado de Goiás se deu devido ao cultivo do café e a influência da Prefeitura de Anápolis, segundo o qual as terras da região seriam devolutas, cabendo aos interessados apenas o pagamento de uma taxa no ato do cadastramento recebendo logo em seguida as escrituras definitivas. A figura de um veterinário japonês, formado pela Universidade de Tóquio, Tsunehiro Ishibashi, um prestador de serviços da cidade de Catalão, tornou-se comentada pelos imigrantes pioneiros, como alguém que transmitia credibilidade ao incentivar a idéia do prefeito de Anápolis.

A plantação de café, porém, foi uma atividade desastrosa para os agricultores que, além de não contarem com a técnica básica necessária para o plantio inicial, descobriram que o solo não tinha características favoráveis que imaginavam ter. No final dos anos 30, para piorar a situação, foram surpreendidos por uma forte geada que inviabilizou o andamento de novos investimentos. Com isso, muitas famílias acabaram partindo para outras localidades.

No Estado vizinho de Minas Gerais, há registros de japoneses desde a década de 10. Em 1913, por exemplo, 107 imigrantes foram trabalhar na Mina de Morro Velho. Acabaram abandonando o trabalho e muitos deles resolveram estabelecer-se em Belo Horizonte.

Porém, a atividade que mais incentivou a ida de japoneses a Belo Horizonte foi o setor de hortifrugranjeiro para abastecimento da capital. Essa iniciativa contou com o apoio do governo mineiro na década de 30. Em 1936, por exemplo, viviam em Belo Horizonte aproximadamente 15 famílias de imigrantes, em um total de 86 pessoas. Foram elas, aliás, que naquele ano, constituíram a associação japonesa que foi o embrião da Sociedade Mineira de Cultura Nipo-Brasileira.

O crescimento da imigração em Minas foi lento e esporádico. Fatores como o início do investimento japonês no Estado favoreceram o crescimento a partir da década de 70, tendo em vista a vinda e técnicos e administradores pertencentes às empresas que investiam em Minas Gerais e que estabeleceram em Belo Horizonte e cidades próximas.

A região que historicamente mais atraiu os imigrantes foi o Triângulo mineiro em virtude da conexão existente entre as áreas de concentração dos imigrantes no Estado de São Paulo, via a estrada de ferro Mogiana, e também devido as condições favoráveis à rizicultura. Foi em 1916 que um grupo de imigrantes iniciou a plantação de arroz em Conquista, a qual se expandiu para Uberaba e adjacências. Isso possibilitou a formação de uma cooperativa de produtores em 1919, com sede em Uberaba e filial em Conquista.

Recentemente, a região tem atraído muitos cafeicultores de São Paulo e Norte do Paraná. Além disso, o projeto Prodecer de exploração da região dos Cerrados com assentamento de produtores brasileiros, tem transformado municípios como São Gotardo, Patrocínio, Carmo do Paranaíba em importantes centros.

 


A VIAGEM:
Véspera da partida

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