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18 de junho de 1908 ~ 18 de junho de 2019

COLONIZAÇÃO:
Chegada à Paulista

Na região, o caso célebre do sucesso
japonês foi o surgimento da cidade de Bastos


Nascimento da cidade de Bastos, hoje conhecida como Capital do Ovo
 

Senjiro Hatanaka, fundador da cidade de Bastos

(Fotos: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil)

Ao lado das linhas Noroeste e Sorocabana, a região da Paulista também foi um grande pólo de atração de imigrantes no interior de São Paulo. A partir da década de 20, ocorreu uma fase mais aguda da movimentação dos nipônicos no sentido de desbravar novas terras.

Foi por meio da Companhia Colonizadora do Brasil (Bratac) que surgiu a cidade de Bastos, cujas terras haviam sido adquiridas pela Confederação das Cooperativas de Emigrantes (Kaigai Iju-Kumiai Rengokai) em 18 de junho de 1928. Na época, a Bratac, fundada em 25 de março de 1929, já havia feito o mesmo com o Núcleo Tietê, mais tarde conhecido como Pereira Barreto.

Entre 1928 e 1929, o trabalho de desmatamento desbravando as novas terras foi intenso. O escritório da Bratac no Núcleo Bastos era gerenciado por Senjiro Hatanaka, que havia passado pelo Núcleo Hirano, na Noroeste. Naquele período, uma nova leva de 68 famílias de imigrantes chegava ao local, totalizando 82 famílias. Por cada lote era cobrando, em média, ¥ 1.440. Além do café, plantavam arroz e feijão.

No final de junho de 1930, o número de famílias de imigrantes já chegava a 121, contabilizando um total de 653 pessoas. Aos poucos, o núcleo foi ganhando uma nova infra-estrutura. Nesse segundo ano de colonização, havia ambulatório médico, escola primária (com ensino em japonês) e casa de beneficiamento de arroz.

O principal cultivo no Núcleo Bastos foi mesmo o de café, mas a crise de 1929 causou sérios problemas. Entre 1931 e 1932, fortes geadas também derrubaram a safra. Assim, aos poucos, os imigrantes passaram a apostar em outras culturas. Primeiro foi o algodão, cujas vendas intensificaram-se a partir de 1933, com o surgimento da Cooperativa Agrícola de Bastos.

Depois do algodão, os nipônicos resolveram partir para a criação do bicho-da-seda, trabalho que já vinha sendo feito desde 1931. Na década de 50, a aposta ocorreu na avicultura, ainda hoje o carro-chefe do município que ostenta o título de Capital do Ovo.

Em 1926, Marília recebeu os primeiros imigrantes japoneses. Quatro anos após a crise econômica de 1929, a cidade retomou seu desenvolvimento através do plantio de algodão devido ao menor investimento em relação ao café. A conicultura contou com injeção de capitais japoneses e com o trabalho intenso desses imigrantes.

Apesar de entrar em decadência a partir de 1945, a cotonicultura deu uma grande contribuição e iniciou a industrialização de Marília. Em 1938, a cidade perdeu grande parte do seu território devido à criação de novos municípios como Pompéia e Quintana. Mesmo assim, o censo de 1940 estimou a população em 81.396 habitantes, dos quais os japoneses representavam 19,24% desse total.

 


A VIAGEM:
Véspera da partida

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